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Da Galiza à Andaluzia e de Viana do Castelo a Faro, a cooperação entre províncias e distritos raianos ultrapassa a esfera institucional. Se para as populações vizinhas faz parte do quotidiano, para o cidadão afastado da fronteira concretiza-se através dos meios de comunicação cujo sinal viaja livremente entre Portugal e Espanha. Ainda que a Internet se tenha convertido na principal plataforma de distribuição de conteúdos, os media tradicionais são ainda um elo fundamental para as comunidades dos dois países com interesses e necessidades em comum, facilitando o estreitar das relações sociais, culturais e económicas. Durante décadas, a televisão espanhola destacou-se na esfera pública do interior. Hoje, a par da pouca atenção da comunicação social portuguesa ao outro lado, o hiper-segmentado audiovisual, afunilado no cabo e sem expressão de proximidade, contribui para o desinteresse pela oferta terrestre do país vizinho. Contudo, desde a década de 1990 que Portugal sobressai em Espanha ante o esforço dos media e governos autónomos em fomentarem o diálogo essencial à superação de medos e preconceitos, ao entendimento ou à criação de oportunidades de desenvolvimento. Depois das emissoras nacionais públicas, e acompanhando a crescente influência do português nas zonas fronteiriças, as pontes hertzianas concentram-se agora nas rádios e televisões locais e regionais da Estremadura, Galiza ou Castela e Leão, principais promotores da música, língua e cultura lusas.
Partindo de uma reflexão sobre a televisão de proximidade na Europa, analisam-se as experiências levadas a cabo em Portugal. Sem a dinâmica de outros mercados, tentamse compreender as especificidades dos agentes públicos e privados, identificando os desafios do audiovisual local e regional. Das emissões clandestinas e desdobramentos regionais aos laboratórios académicos ou canais na Internet, estes tentam, ainda à margem do dividendo digital, colmatar esse défice na estrutura mediática nacional.