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Contém os resumos apresentados no I Congresso Internacional de Terapia Aquática
Objetivo: Avaliar a funcionalidade e a qualidade de vida relacionada com a saúde em indivíduos com edema venoso por insuficiência venosa crónica nos membros inferiores. Relevância: Pretende-se perceber quais as consequências da insuficiência venosa crónica, de forma a melhorar a intervenção da Fisioterapia. Amostra: Participaram 50 indivíduos, 24 no Grupo Edema e 26 no Grupo Controlo. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo transversal, comparativo e correlacional, utilizando-se apenas instrumentos válidos e fiáveis, tais como: Short Form Health Survey version 2, Chronic Venous Insufficiency Questionnaire, Venous Clinical Severity Score, teste de Tinetti, ten meter walk test e dinamómetro isocinético biodex system pro 3. Análise Estatística: A análise estatística descritiva e inferencial foi realizada através do Software Statistical Package for the Social Sciences version 20.0. Resultados: O Grupo Edema quando comparado com o Grupo Controlo apresenta piores resultados nas dimensões da função física (P=0,000), desempenho físico (P=0,000), dor física (P=0,001), saúde geral (P=0,002), vitalidade (P=0,001) e desempenho emocional (P=0,000) e, pior equilíbrio estático (P=0,000), equilíbrio dinâmico (P=0,011) e equilíbrio total (P=0,000). No Grupo Edema, a velocidade da marcha tende a aumentar com o aumento de alguns parâmetros físicos do dinamómetro isocinético. Contudo, não foram encontradas outras diferenças estatisticamente significativas (P>0,05), nem correlações, neste estudo. Conclusão: Apenas a qualidade de vida relacionada com a saúde e o equilíbrio estão diminuídos no Grupo Edema comparativamente ao Grupo Controlo. No Grupo Edema a velocidade da marcha melhora com a capacidade de os músculos flexores plantares produzirem força muscular e com a amplitude de movimento da tibiotársica. Contudo a severidade da doença parece não influenciar os parâmetros físicos e funcionais. Assim, a Fisioterapia deve incidir na prevenção ou atenuação da progressão da insuficiência venosa crónica, nomeadamente, através de programas de exercícios.
Objetivo: Avaliar a funcionalidade e a qualidade de vida relacionada com a saúde em indivíduos com edema venoso por insuficiência venosa crónica nos membros inferiores. Relevância: Pretende-se perceber quais as consequências da insuficiência venosa crónica, de forma a melhorar a intervenção da Fisioterapia. Amostra: Participaram 50 indivíduos, 24 no Grupo Edema e 26 no Grupo Controlo. Materiais e métodos: Foi realizado um estudo transversal, comparativo e correlacional, utilizando-se apenas instrumentos válidos e fiáveis, tais como: Short Form Health Survey version 2, Chronic Venous Insufficiency Questionnaire, Venous Clinical Severity Score, teste de Tinetti, ten meter walk test e dinamómetro isocinético biodex system pro 3. Análise Estatística: A análise estatística descritiva e inferencial foi realizada através do Software Statistical Package for the Social Sciences version 20.0. Resultados: O Grupo Edema quando comparado com o Grupo Controlo apresenta piores resultados nas dimensões da função física (P=0,000), desempenho físico (P=0,000), dor física (P=0,001), saúde geral (P=0,002), vitalidade (P=0,001) e desempenho emocional (P=0,000) e, pior equilíbrio estático (P=0,000), equilíbrio dinâmico (P=0,011) e equilíbrio total (P=0,000). No Grupo Edema, a velocidade da marcha tende a aumentar com o aumento de alguns parâmetros físicos do dinamómetro isocinético. Contudo, não foram encontradas outras diferenças estatisticamente significativas (P>0,05), nem correlações, neste estudo. Conclusão: Apenas a qualidade de vida relacionada com a saúde e o equilíbrio estão diminuídos no Grupo Edema comparativamente ao Grupo Controlo. No Grupo Edema a velocidade da marcha melhora com a capacidade de os músculos flexores plantares produzirem força muscular e com a amplitude de movimento da tibiotársica. Contudo a severidade da doença parece não influenciar os parâmetros físicos e funcionais. Assim, a Fisioterapia deve incidir na prevenção ou atenuação da progressão da insuficiência venosa crónica, nomeadamente, através de programas de exercícios.
A resolução de problemas inerentes à criança, ou seja, ao ser humano no seu período de desenvolvimento, tem vindo a tornar-se cada vez mais presente e necessário na sociedade. Assim sendo a Pediatria, que estende a sua intervenção desde o período pré-natal até à adolescência, traz-nos uma infinidade de áreas de atuação, em relação às quais a Fisioterapia se integra com um papel de grande importância, nomeadamente nas alterações do crescimento e desenvolvimento da criança. O papel do Fisioterapeuta na área da Pediatria exige um amplo conhecimento que permite abranger crianças desde as suas necessidades mais básicas, até às mais específicas. Os seus objetivos assentam em desenvolver, com qualidade e eficiência, as potencialidades da criança de modo a que esta adquira ou readquira, o máximo da sua função e independência integrada na família e na comunidade. É evidente a necessidade, cada vez maior, da aquisição e consolidação de novos conhecimentos técnico-científicos nesta área, por parte dos profissionais de saúde que têm nela um papel ativo. É neste contexto que surge o IV Seminário de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, designado “Intervenção em Contexto Pediátrico. A Realidade e o Futuro”, que teve como perspetiva a divulgação, partilha e reflexão acerca das práticas atuais e inovadoras nesta área, com tão vasto campo interventivo, assim como as perspetivas e necessidades para o futuro.
Objetivos: Avaliar a Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde e funcionalidade de utentes com Doença Venosa Crónica (DVC), nos vários estádios de severidade clínica quando comparados com indivíduos sem DVC (grupo controlo). Relevância: A DVC acarreta consequências negativas no estilo de vida e, torna-se importante saber os benefícios da Fisioterapia. Amostra: Foram avaliados 110 indivíduos, divididos por Grupo DVC (N=77) e Grupo Controlo (N=33). Materiais e métodos: No Grupo DVC, os indivíduos foram classificados pela Clinical, Etiology, Anatomic, Pathophysiology Classification (CEAP), a severidade clínica foi medida por Venous Clinical Severity Score (VCSS) e a QVRS por Chronic Venous Disease Quality of Life Questionnaire (CIVIQ-20). Para ambos os grupos, o Estado de Saúde Funcional foi medido pelo Functional Status Questionnaire (FSQ) e a força dos músculos flexores plantares da tibiotársica foi medida por dinamometria isocinética e Heel-rise Test. Análise Estatística: Foi utilizada estatística descritiva e inferencial paramétrica com grau de significância de 5% através do software Statistical Package for the Social Sciences version 20.0 for Windows (SPSS Inc). Foi aferida a normalidade dos dados pelo teste Kolmogorov – Smirnov e teste de igualdade de variâncias - Teste de Levéne. As diferenças entre grupos foram testadas com two-tailed Student’s t-test, foram utilizados testes de correlação e de comparação entre os grupos e o teste ANOVA com Post-Hoc Test Tukey para comparação intra classes C da CEAP. Resultados: O Grupo DVC revelou menores valores de Peak Torque 60o/s (P=0,039), das dimensões Físicas (1 e 2) do FSQ (P=0,027 e P=0,006, respetivamente), comparativamente ao Grupo Controlo. As classes C5-6 apresentaram menores valores de Peak Torque/Body Weight, amplitude de movimento da tibiotársica 120o/s e menor número de repetições no Heel-rise Test; Indivíduos que atingiram maior número de repetições no Heel-rise Test revelaram maiores valores de dinamometria isocinética (exceto amplitude de movimento 60o/s); Na QVRS, verifica-se que, maiores pontuações apresentam menores valores de dinamometria isocinética (exceto amplitude de movimento). Conclusões: Sujeitos com DVC revelam diminuição da função física, do estado de saúde funcional e força muscular, mais evidente de C5-6. A QVRS e a performance dos músculos flexores plantares diminui com a severidade da doença. Contudo, a severidade clínica não parece influenciar a potência muscular (Average Power).
Objetivos: Avaliar a relação entre a arquitetura muscular (AM) do gémeo interno (GI), a produção de força dos músculos flexores plantares (MFP) e o índice de oclusão arterial, num grupo com doença arterial periférica (grupo DAP), comparativamente a um grupo controlo (sem DAP).Relevância: São conhecidas as alterações da funcionalidade, nomeadamente na marcha e da função da bomba muscular da perna, do indivíduo com DAP, pelo que importa aos fisioterapeutas conhecer as alterações funcionais e estruturais associadas a esta disfunção. Amostra: Foram incluídos 25 sujeitos, 13 controlo e 12 com DAP, indicados pela consulta de cirurgia da unidade local de saúde, totalizando 15 pernas avaliadas por grupo. Material e métodos: Os participantes foram avaliados numa única sessão. A força dos MFP e amplitude de movimento da tibiotársica foram avaliadas por dinamometria isocinética (60º/s e 120º/s); a AM do GI por ultrassonografia e o índice tornozelo braço (ITB) por doppler. Foram avaliadas as diferenças entre os grupos com e sem DAP; No grupo com DAP, foram avaliadas as diferenças entre subgrupo com maior e menor severidade de oclusão (ITB<0,7 e ITB≥0,7); e foram estabelecidas correlações entre os dados de dinamometria isocinética com os da AM no grupo com DAP. Análise estatística: Descritiva e inferencial, não paramétrica. Diferenças estudadas com o teste Mann-Whitney e correlações através de coeficiente de correlação de Spearman, com nível de significância 0,05. Resultados: Comparado com o grupo controlo, os MFP do grupo DAP, apresentaram menores valores de momento de força máxima, momento de força máxima por unidade de peso corporal, trabalho total e potência média a 60º/s e 120º/s (P<0,05). Identificou-se, no grupo DAP ITB<0,7 menor momento de força máximo por unidade de peso corporal a 60º/s e 120º/s, comparativamente ao grupo DAP ITB≥0,7. Não se observaram diferenças entre grupo DAP e controlo na AM do GI, nem esta se relacionou com a força dos MFP ou alterada em função da gravidade da DAP. Conclusões: Sujeitos com DAP apresentam menor força dos MFP, que sujeitos sem DAP, que agrava com a severidade da obstrução arterial. Contudo, a AM do GI parece semelhante nos dois grupos, sem ter relação com a força muscular.
Objetivos – Avaliar a capacidade funcional e a função da Bomba Muscular Venosa em sujeitos com Doença Venosa Crónica (DVC) e em saudáveis. Relevância – Os utentes com DVC têm diminuição da qualidade de vida relacionada com a saúde e alterações funcionais dos membros inferiores sendo importante avaliar e intervir nesta área. Amostra – Participaram neste estudo 109 sujeitos (36 saudáveis e 73 com DVC). Material e Métodos – A severidade da DVC foi avaliada através da Venous Clinical Severity Score, a amplitude de movimento ativa (ADMa) da tibiotársica(°) e a força muscular dos flexores plantares (PT, PT/BW, TW, AP) através do Dinamómetro Isocinético Biodex System 3 Pro®, o estado de saúde funcional através do Functional Status Questionnaire, a velocidade da marcha(m/s) através do 10-meter walk test, o equilíbrio ântero-posterior e médio-lateral(cm) através do Functional Reach Test e do Lateral Reach Test, respetivamente. Análise Estatística – Foi utilizada estatística descritiva para descrever a amostra e os resultados obtidos. Aplicou-se estatística inferencial paramétrica (Independent-Samples T Test, One-Way ANOVA, coeficiente de correlação de Pearson) por a amostra apresentar uma distribuição normal (Kolmogorov–Smirnov). O nível de significância foi estabelecido em P<0,05. Resultados – A velocidade da marcha, a força muscular e as dimensões físicas do estado de saúde funcional estão diminuídas no grupo com DVC (P<0,05). A ADMa, a força muscular (PT/BW 60°/s e 120°/s, TW 60°/s e 120°/s e AP 120°/s), a função física 2 e social 1 e 2 diminuem com a severidade da DVC (P<0,05). A função social 1 e todos os parâmetros recolhidos pelo dinamómetro isocinético apresentam-se diminuídos quanto maior for a gravidade da doença (P<0,05). Conclusão – Os sujeitos do grupo com DVC revelaram uma diminuição da força muscular dos flexores plantares, da velocidade da marcha e do estado de saúde funcional (dimensões físicas) em relação ao grupo controlo, as quais tendem a agravar com a severidade da doença.
Objective: To assess the efficacy of manual lymphatic drainage (MLD) in the treatment of patients with chronic venous disease (CVD). Design: Three cross-sectional studies and one single-blind randomized controlled trial, were performed. Methods: A total of 108 participants with CVD and 62 healthy participants were assessed in four studies. The first study assessed calf muscle pump function (CMPF) and architecture of gastrocnemius muscles by ultrasound in CVD and healthy participants; the second and third studies were performed with duplex ultrasound to assess venous hemodynamics during MLD; the fourth study, a randomized controlled study, assessed for efficacy of the MLD in CVD management. Results: Ultrasound measures demonstrate changes in CMPF efficacy along a series of contractions as well as between CVD and healthy participants, although the method suffers from bias. MLD maneuvers increase superficial and deep venous flow, mostly when applied along the anatomical course of the major lower limb veins, but without differences between different MLD maneuvers. MLD decreases the symptoms and clinical severity (related to venous edema) of CVD, and improve dimension of pain of health-related quality of life in this condition, after four weeks of treatment and the effect is maintained after 4 weeks of follow up. Conclusions: MLD applied with skin-stretching along the course of venous vessels increases venous return, and may be used as a conservative coadjutant option to treat patients with CVD.
Introdução: São conhecidas as alterações da funcionalidade, nomeadamente na marcha e da função da bomba muscular da perna do indivíduo com doença arterial periférica (DAP), pelo que importa aos profissionais de saúde conhecer as alterações funcionais e estruturais associadas a esta condição. Objetivos: Avaliar a relação entre a arquitetura muscular (AM) do gémeo interno (GI), a produção de força dos músculos flexores plantares (MFP) e o índice de oclusão arterial, num grupo com DAP, comparativamente a um grupo controlo (sem DAP). Metodologia: Foram incluídos 25 sujeitos, 13 controlo e 12 com DAP, totalizando 15 pernas avaliadas por grupo, numa única sessão. A força dos MFP e amplitude de movimento da tibiotársica foram avaliadas por dinamometria isocinética (60º/s e 120º/s); a AM do GI por ultrassonografia e o índice tornozelo braço (ITB) por doppler. Foram avaliadas as diferenças entre os grupos com e sem DAP; No grupo com DAP, foram avaliadas as diferenças entre subgrupo com maior e menor severidade de oclusão (ITB<0,7 e ITB≥0,7); e foram estabelecidas correlações entre os dados de dinamometria isocinética com os da AM no grupo com DAP. Resultados: Comparado com o grupo controlo, os MFP do grupo DAP, apresentaram menores valores de momento de força máxima, momento de força máxima por unidade de peso corporal, trabalho total e potência média a 60º/s e 120º/s (P<0,05). Identificou-se, no grupo DAP ITB<0,7 menor momento de força máximo por unidade de peso corporal a 60º/s e 120º/s, comparativamente ao grupo DAP ITB≥0,7. Não se observaram diferenças entre grupo DAP e controlo na AM do GI, nem esta se relacionou com a força dos MFP ou alterada em função da gravidade da DAP. Conclusões: Sujeitos com DAP apresentam menor força dos MFP, que sujeitos sem DAP, que agrava com a severidade da obstrução arterial. Contudo, a AM do GI parece semelhante nos dois grupos, sem ter relação com a força muscular.
Introdução: O exercício terapêutico é descrito como uma intervenção benéfica no tratamento de Insuficiência Venosa Crónica (IVC). Os seus objectivos relacionam-se com a otimização da bomba muscular venosa, contudo é dada pouca relevância ao tipo de exercício e aos seus efeitos a curto/médio prazo. Objectivos: Avaliar os efeitos do exercício estruturado em água e no solo em sujeitos com IVC. Métodos/Desenho: Trata-se de um estudo longitudinal controlado, cuja amostra será constituída por pessoas entre os 18-65 anos diagnosticadas com IVC categorizada entre C3_5 na classificação Clínica Etiológica Anatómica e Patológica (CEAP), que preencham os critérios de seleção e assinem o consentimento informado. Após participação numa sessão educacional, a amostra será dividida em 3 grupos: intervenção com exercício aquático; intervenção com exercício no solo; sem intervenção. Os grupos sujeitos ao exercício seguirão um protocolo estruturado (2 vezes por semana durante 8 semanas) focado no treino de força, resistência e flexibilidade dos membros inferiores, orientado por um fisioterapeuta. Os outcomes em estudo serão a força e amplitude activa de flexão dorsal/plantar do tornozelo, qualidade de vida, funcionalidade e sintomas, sendo mensurados através de dinamometria isocinética, questionários Qualidade de Vida na Insuficiência Venosa (CIVIQ-20) e Estado de Saúde Funcional (FSQ) e Escala Visual Analógica (EVA), respectivamente. Todas as avaliações serão realizadas antes e depois da intervenção e 6 meses após o início dos tratamentos. Discussão: Pretende-se obter informações acerca da efectividade do exercício estruturado no tratamento da IVC, assim como o papel das propriedades da água durante a prática do exercício nesta população.
Objetivo: Descrever as atividades letivas numa Clínica Pedagógica, num modelo de ensino que integra a prática clínica e analisar a perspetiva dos estudantes sobre o modelo. Relevância: A formação e o treino nas profissões de saúde beneficiam com modelos pedagógicos que aproximem o ensino da prática profissional. A organização de um currículo e a educação clínica devem usar estratégias adequadas para a prática num contexto profissional. Uma clínica integrada numa escola possibilita essa oportunidade mas implica uma avaliação da perceção dos alunos sobre a sua aprendizagem. Amostra: 31 estudantes do 3° e do 4° ano do Curso de Fisioterapia de uma Escola Superior de Saúde. Materiais e Métodos: Foi utilizada uma análise SWOT (segundo os itens Pontos Fortes, Pontos Fracos, Oportunidades, Ameaças), recolhendo a perspetiva dos alunos sobre a participação de utentes nas aulas práticas de uma Unidade Curricular de Terapia pelo Movimento. As respostas foram contabilizadas e categorizadas de acordo com descritores das competências definidas para o exercício da fisioterapia. Análise Estatística: Análise de conteúdo com comparação do número de respostas por categoria da análise. Resultados: As respostas foram maioritariamente de alunos do 4° ano (74,2%). Os alunos identificaram um maior número de “Pontos Fortes” relativamente a “Pontos fracos” e mais “Oportunidades” que “Ameaças” (3,06/1,55 e 1,77/1,31 respetivamente). As respostas mais frequentes nos campos da matriz de análise foram “vantagem de praticar em contexto real” (25,3%), “stress causado pela responsabilidade” (25,9%), “aprendizagem em contexto prático” (29,15) e “insegurança ou risco para o utente” (48,3%). Conclusão: Os estudantes identificaram um conjunto de itens no modelo que podem ser categorizados como alguns dos principais descritores da fisioterapia, destacando-se o desenvolvimento do raciocínio clínico, da capacidade de análise critica, da relação terapêutica, da responsabilidade profissional e da autonomia.
Chronic venous disease (CVD) is a chronic condition that is associated with venous hypertension, vein’s valves damage, venous obstruction, and calf muscle pump impairment. This blood circulatory condition is also characterized by important inflammatory changes affecting the skin, the subcutaneous tissue and the muscles, which are probably triggered by blood stasis and venous edema. With disease progression, severe ulcerative skin damage might occur, which when present represent the more severe stage of this condition. CVD has a significant economic, social and health impact, mostly due to raised morbidity and chronicity. The treatment of patients with CVD might focus on both the symptoms and secondary changes of the disease, such as edema, skin and subcutaneous changes or ulcers. Usually, initial treatment of CVD patients involves a non-invasive, conservative treatment to reduce symptoms, treat secondary changes, and help prevent the development of secondary complications and the progression of the disease. Complementary, some interventional or surgical treatments can be undertaken. There are several conservative treatments to treat and prevent complications associated with CVD that have been described in the literature, like manual lymphatic drainage (MLD) and compression, physical exercise, intermittent pneumatic pressure, kinesio taping, electrical muscle stimulation, transcutaneous electrical nerve stimulation, hydrotherapy, and health education. Most of these techniques are complementary to compression therapy or pharmacological treatment. This chapter will address the role of physical therapists in the management of CVD. The chapter will begin by reviewing the basic physiopathology of CVD, including the role of calf muscle pump. The CEAP classification system and the chronic venous severity score will be presented, as these are main tools for clinical assessment of CVD severity. In the remainder of the chapter will address the physiological effects and recommendations for treating CVD of MLD, based on our clinical experience and own research.
Marcha
Objetivos: Pretende-se desenvolver uma aplicação de internet e mobile do teste funcional Heel-rise Test, já existente na literatura, mas cuja realização é manual. Materiais e métodos: O acelerómetro, instrumento capaz de capturar dados de aceleração instantânea de um sujeito ou objeto, permite obter dados que, depois de processados, identificam atividades da vida diária utilizando por exemplo, o reconhecimento de padrões. Os dados capturados precisam ser pré – processados (por exemplo: exclusão de ruídos), analisados e classificados. Análise Estatística: Através de um algoritmo implementado numa aplicação móvel, os dados recolhidos, após processados, permitem verificar a validade do exercício executado recorrendo à identificação de padrões de acelerometria para a validação dos exercícios realizados no decorrer de testes funcionais. Resultados: Foi desenvolvido um protótipo de uma aplicação móvel para o teste funcional Heel-rise Test em que, está implementado o algoritmo, baseado na literatura e atividades experimentais prévias que, ainda assim, necessita de uma exaustiva validação com diferentes populações (idades, estilo de vida, condições específicas) para ser válida. Conclusões: O protótipo de aplicação do Heel-rise Test mostrou estabilidade e o algoritmo resultou. No futuro, esta aplicação requer avaliação da validade e fiabilidade de forma a poder ser usadas por fisioterapeutas, outros profissionais e público em geral de forma a avaliar a funcionalidade dos indivíduos associada à componente física de força muscular do músculo tricípite sural.
Objetivos: Pretende-se desenvolver uma aplicação de internet e mobile do teste funcional Heel-rise Test, já existente na literatura, mas cuja realização é manual. Materiais e métodos: O acelerómetro, instrumento capaz de capturar dados de aceleração instantânea de um sujeito ou objeto, permite obter dados que, depois de processados, identificam atividades da vida diária utilizando por exemplo, o reconhecimento de padrões. Os dados capturados precisam ser pré – processados (por exemplo: exclusão de ruídos), analisados e classificados. Análise Estatística: Através de um algoritmo implementado numa aplicação móvel, os dados recolhidos, após processados, permitem verificar a validade do exercício executado recorrendo à identificação de padrões de acelerometria para a validação dos exercícios realizados no decorrer de testes funcionais. Resultados: Foi desenvolvido um protótipo de uma aplicação móvel para o teste funcional Heel-rise Test em que, está implementado o algoritmo, baseado na literatura e atividades experimentais prévias que, ainda assim, necessita de uma exaustiva validação com diferentes populações (idades, estilo de vida, condições específicas) para ser válida. Conclusões: O protótipo de aplicação do Heel-rise Test mostrou estabilidade e o algoritmo resultou. No futuro, esta aplicação requer avaliação da validade e fiabilidade de forma a poder ser usadas por fisioterapeutas, outros profissionais e público em geral de forma a avaliar a funcionalidade dos indivíduos associada à componente física de força muscular do músculo tricípite sural.
OBJECTIVES: To evaluate the effect of manual lymphatic drainage (MLD) on venous flow when applied to the medial and lateral aspects of the thigh and leg in patients with chronic venous insufficiency (CVI) and healthy subjects. DESIGN: Cross-sectional study. SETTING: Participants were assessed in a school-based health community attendant service. PARTICIPANTS: Fifty-seven subjects participated in this study {mean age: 43 [standard deviation (SD) 14] years, 38 women and 19 men}. Of these, 28 subjects had CVI [mean age 47 (SD 12) years] and 29 subjects did not have CVI [mean age 39 (14) years]. INTERVENTION: MLD was applied by a certificated physical therapist to the medial and lateral aspects of the thigh and leg. MAIN OUTCOME MEASUREMENTS: Cross-sectional area; blood flow velocities in the femoral vein, great saphenous vein, popliteal vein and small saphenous vein at baseline and during MLD, measured by duplex ultrasound. RESULTS: Flow volume in the femoral vein increased from baseline [5.19 (SD 3.25)cm3/second] when MLD was applied to the medial [7.03 (SD 3.65)cm3/second; P≤0.001; mean difference -1.69; 95% confidence interval (CI) -2.42 to -0.97] and lateral [6.16 (SD 3.35)cm3/second; P≤0.001; mean difference -1.04; 95% CI -1.70 to -0.39] aspects of the thigh. Venous flow augmentation in the femoral vein and great saphenous vein was higher when MLD was applied to the medial aspect of the thigh (P<0.001), while MLD had a similar effect on venous blood flow regardless of whether it was applied to the medial or the lateral aspect of the leg (P=0.731). CONCLUSIONS: MLD increases blood flow in deep and superficial veins. MLD should be applied along the route of the venous vessels for improved venous return.
Objetivo: Avaliar e comparar a Força Muscular (FM), Amplitude de Movimento (ADM) e Arquitetura Muscular da bomba muscular venosa em sujeitos com e sem Insuficiência Venosa Crónica (IVC). Relevância: A IVC provoca alterações na função da bomba muscular venosa, no entanto, pouco se conhece acerca das suas repercussões físicas e funcionais. Amostra: Sujeitos com IVC (alterações da tróficas, e úlcera ativa/cicatrizada) e saudáveis. Foram avaliados 33 sujeitos dos quais foram analisados 15 membros com IVC vs. 15 saudáveis. Materiais e Métodos: Foi avaliada severidade da doença pelo Venous Clinical Severity Score; FM da tibiotársica (flexão plantar) pelo dinamómetro isocinético Biodex System 3 Pro; arquitetura muscular do músculo gémeo interno por ecografia muscular (Phillips-HD7-XE) em três posições articulares da tibiotársica (neutra, flexão plantar e dorsal). Análise Estatística: Para além da estatística descritiva, foi calculado o coeficiente de correlação de Spearman para relacionar a severidade da DVC, ADM, força e arquitetura muscular; e o teste de Wilcoxon-Mann-Whitney para avaliar as diferenças entre os dois grupos. A fiabilidade teste-reteste do protocolo de ecografia foi avaliado pelo Intraclass Correlation Coefficient (ICC). Foi utilizado um grau de significância de 0,05. Resultados: A FM E ADM ativa apresentaram valores inferiores no grupo experimental comparativamente ao controlo (p<0,05). O ângulo de penação em repouso é menor em sujeitos com IVC que em saudáveis (21,55±3,53° e 23,57±2,21°, respetivamente, p=0,049). A severidade clínica da DVC é maior com a diminuição da força muscular e ADM da tibiotársica e arquitetura muscular (com p<0.05). Conclusão: A FM dos flexores plantares e a ADM da tibiotársica, assim como o ângulo de penação do músculo gémeo interno estão diminuídos em sujeitos com IVC e com a severidade da IVC tendem a agravar.
Objetivo: Verificar se existe relação entre a capacidade de armazenamento de energia elástica dos flexores plantares e o desempenho no salto vertical com contra-movimento (SVCM) em participantes de diferentes faixas etárias. Relevância: O processo de envelhecimento está associado a alterações das propriedades viscoelásticas do tecido músculo-esquelético, nomeadamente da sua capacidade de armazenar energia elástica. É reportado que estas propriedades podem estar relacionadas com o desempenho em tarefas de potência muscular, como é o caso do SVCM. Amostra: 30 participantes foram distribuídos por três grupos de faixas etárias distintas: 1) adultos-jovens (n=11, 21.2±1.3 anos); 2) adultos de meia-idade (n=9,50.7±9.3 anos); e 3) idosos (n=10,72.5±4.0 anos). Materiais e Métodos: A capacidade de armazenamento de energia elástica foi estimada a partir de testes de alongamentos passivos dos flexores plantares a diferentes velocidades (i.e. 2, 30, e 60°s¯¹), através do coeficiente de dissipação de energia (CD). O desempenho em tarefas de potência muscular foi quantificado com a medição da altura do SVCM. Análise Estatística: A normalidade dos dados foi verificada com o teste Kolmogorov-Smirnov. A correlação de variáveis foi determinada através do coeficiente de correlação de Pearson (r), e a comparação entre grupos através do teste One-Way ANOVA. Resultados: Observou-se uma correlação linear negativa (r= -0.423, p=0.02) entre o CD e a altura do SVCM. Não foram encontradas diferenças significativas no CD entre os grupos (p=0.137), no entanto foi observado um efeito significativo na altura do SVCM entre os grupos (p≤0.001). Conclusão: Observou-se no presente estudo que, participantes com maior capacidade de armazenar energia elástica durante o alongamento tendem a produzir desempenhos superiores no SVCM. Esta observação reforça a importância desta propriedade mecânica na manifestação do desempenho motor em tarefas de potência muscular.