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O crescente interesse por questões de ordem ética e a atribuição à Escola da responsabilidade de uma formação humana e cívica dos seus alunos, crianças e jovens, torna pertinente uma reflexão sobre a problemática da educação moral. Neste sentido, procura-se fazer uma abordagem das visões do mundo subjacentes a alguns conceitos de moral e de educação moral, bem como situar as perspectivas psicopedagógicas behaviorista e cognitivista. Sendo a área dramática o espaço de intervenção em estudo, confrontam-se, igualmente, as concepções de Aristóteles, baseadas no processo de empatia e de catarse, com as teses de Brecht, a fim de se esboçar uma reflexão sobre algumas modalidades de intervenção pedagógica em desenvolvimento moral através do Drama, entendido este na sua tripla dimensão de narrativa, de representação e de interacção social.
Perante a constatação, no mundo actual, de uma individualização crescente do fenómeno artístico, de uma massificação dos produtos culturais e de uma “estetização” dos objectos de uso corrente, e face, também, a um ensino cuja eficácia e mesmo normatividade e autoridade intrínsecas são postas em causa, será possível acreditarmos numa educação estética? Partindo do pressuposto de que uma formação estética deve basear-se, fundamentalmente, na noção de conduta estética e na sua inter-relação com uma conduta criadora, apontam-se algumas pistas para essa formação, na convicção da necessidade de darmos maior atenção, nas Escolas, a esses fenómenos, como igualmente para percebermos o que essa mesma atenção pode provocar de substancialmente diferente na relação e no acto educativos.
Todo o acto de ensino-aprendizagem é um encontro entre um professor e um conjunto de alunos, cujo implícito diálogo pressupõe, por parte do professor, dois conhecimentos: o da competência a adquirir, ou do saber a apreender e o conhecimento acerca dos alunos, o que estes já dominam, os seus interesses e as suas resistências psicológicas, o que lhes falta, ainda, interiorizar. Neste sentido, sugeri aos meus alunos de Didáctica da Expressão Dramática, disciplina do 3º ano dos Cursos de Educação de Infância e Profs. 1º Ciclo, um trabalho de observação sistemática dos seus respectivos alunos de Prática Pedagógica, quer ao nível do lúdico, quer da criatividade. Nesta comunicação, pretendo reflectir sobre algumas das questões que estiveram na base desta proposta, nomeadamente: Será possível conhecer e avaliar as capacidades lúdica e criativa na criança / jovem? Poderemos estudar essas capacidades a partir da definição de algumas competências lúdicas e atitudes criativas? Como é que estas se podem revelar nas actividades de Faz de Conta e no Jogo Dramático?
Se procura presentar una reflexión sobre la Pedagogía de la Situación, segundo Gisèle Barret, inicialmente propuesta para a área de Expresión Dramática, mas con posibilidad de aplicación a otras áreas artísticas, bien como a otras áreas del saber. Confrontando esta pedagogía, atenta aquí e ahora de la situación pedagógica, con otras perspectivas de abordaje educativa, procura-se comprender a sus principales características e o que de nuevo pode aportar a las prácticas educativas en general.
O Património Cultural, como história individual e coletiva, tem de ser valorizado pelas populações locais, na medida em que corresponde ao seu universo identitário. Neste artigo, defendemos ser fundamental, para uma verdadeira dinamização do Património local, que a comunidade conheça e reconheça o valor dessa herança cultural, a fim de a poder rentabilizar como recurso de desenvolvimento. Consideramos, igualmente, que a Animação Artística, enquanto forma de intervenção num território, num trabalho efetivo e prolongado numa comunidade, promove a força desse património, desafia mentalidades, explora projetos de interação, incentiva a aceitação da diversidade, cria o novo, acolhendo o antigo. Quando se estabelece a relação entre um Património herdado e um Património que se vai construindo, quando se favorece a animação e a educação artísticas, no diálogo entre o fazer expressivo-artístico e outras culturas, artes e estéticas, projetos diversificados podem e devem estruturar-se. Estes projetos permitem tornar presente a tradição, desbloquear os limites dos processos criativos e capacitar a população para ser agente do seu próprio desenvolvimento, propondo, deste modo, alternativas à cultura massificada e à imposição de uma monocultura à escala global. Este artigo visa refletir sobre esta problemática e acentuar que a riqueza cultural de uma comunidade não pode medir-se pelo valor económico imediato que ela produz, mas terá que ser encarada como investimento de futuro, seja no direito das novas gerações a usufruir orgulhosamente do seu património, seja no disponibilizar de novas condições para o bem-estar das populações, seja no atrair de novos visitantes, seja no desenvolvimento social e económico gerado, a médio e longo prazos.