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O artigo tem como objectivo realçar a importância de uma “escola para todos” nas estruturas regulares de ensino, tendo como base a Declaração de Salamanca, bem como de quais os factores limitativos à sua concretização.
O artigo tem como objectivo realçar a importância do papel do professor face a uma “escola para todos”, bem como nas profundas alterações profissionais que se vão produzindo e nas diferentes funções que o professor tem que desempenhar, afim de dar resposta às necessidades de cada criança numa escola que se pretende que seja “para todos”. Estas mudanças não se dão só na acção do professor da classe regular, mas também na dos professores de apoio/professor especializado.
O artigo tem como objectivo realçar a importância da necessidade de inclusão de conteúdos temáticos sobre Necessidades Educativas Especiais (NEE) nos cursos de formação inicial de professores. A educação de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE) tem sofrido significativas alterações no decurso dos últimos anos. A partir da década de 70 as mudanças em Educação Especial direcionam-se no sentido de uma progressiva integração da criança com NEE na escola regular, aproximando-se esta do conceito de escola inclusiva. Neste processo, o professor do ensino regular tem um papel importante, na medida em que se irá deparar; cada vez mais; com crianças com necessidades na sua sala de aula, o que o levará também, a confrontar-se com metodologias diversificadas, novas técnicas de trabalho e diferentes estratégias. Sendo assim, o professor tem que estar consciente do seu papel e da sua função educativa. O sistema, por seu lado, deve proporcionar aos futuros professores, logo na sua formação inicial, uma sensibilização às questões específicas das necessidades educativas especiais, para que estes possam cumprir com eficácia o seu desempenho profissional. Logo, a formação de professores não pode assentar tão somente em cursos de especialização. Urge também que nos cursos de formação inicial esta problemática seja incluída nos curricula, de forma a que se confira aos professores em perspectiva as competências necessárias à melhoria da sua prática docente diária (BENARD DA COSTA, 1981). Para se operacionalizar os aspectos referidos, há que apostar numa política e num plano claros ao nível da formação inicial de professores. Apesar de existirem diversas recomendações nacionais e da União Europeia, sobre a inclusão de conteúdos sobre esta temática nos cursos dos futuros professores, quer a Portaria nº 1141-D/95, de 15 de Setembro (entretanto revogada), quer o Projecto de Portaria – Habilitações para a Docência e Estrutura dos Quadros das Escolas, de 29 de Agosto de 1996, não faziam referência explícita à existência de uma disciplina com tais características. Daí que, face à importância dos aspectos enunciados, se apresentem algumas recomendações/sugestões para alterações curriculares, no sentido de proporcionar a melhoria do conhecimento das NEE junto dos futuros professores.
O artigo tem como objectivo realçar a importância da Reforma Veiga Simão (Lei Nº 5/73) na evolução do atendimento de crianças com necessidades educativas especiais nas estruturas regulares de ensino e consequente legislação até à publicação da Lei de Bases do sistema Educativo. A evolução da integração escolar em Portugal pode ser analisada em função de diferentes marcos legislativos internos que alteraram profundamente a política educativa da educação de crianças com necessidades educativas especiais, sendo esta reforma um desses marcos, que embora não tenha sido totalmente aplicada devido às transformações políticas ocorridas com o 25 de Abril de 1974), lançou as bases para se iniciar um processo de transformação e modernização da Educação Especial em Portugal.
A partir da década de 70, a evolução da educação das crianças com necessidades educativas especiais pode ser analisada à luz de diferentes marcos legais internos, que alteraram profundamente a política educativa nesta área de intervenção. O Decreto-Lei 319/91 é um desses marcos, pelo que o presente artigo tem como objectivo realçar a sua importância na evolução da integração escolar de crianças com necessidades educativas especiais nas estruturas regulares de ensino, bem como do seu contributo para a renovação e inovação das políticas educativas.
Com a política de integração escolar das crianças com necessidades educativas especiais nas escolas de ensino regular, profundas alterações se vão produzindo no papel que o professor tem que desempenhar, a fim de dar resposta às necessidades de cada criança. Estas mudanças não se dão só na acção do professor da classe regular, mas também na dos professores de apoio/professor de educação especial. No presente artigo pretende-se realçar a necessidade de renovação na formação dos professores, focando os diferentes modelos de formação face à educação das crianças com necessidades educativas especiais numa escola que se pretende que seja ”para todos”.
A comunicação pretende realçar a importância dos currículos e das adaptações curriculares para alunos com necessidades educativas especiais, nomeadamente crianças com problemas visuais, auditivos, motores e mentais.
O presente estudo analisa comparativamente as opiniões sobre a formação inicial de professores em Necessidades Educativas Especiais (NEE), de docentes que são responsáveis por essa formação e de professores que estão no campo de intervenção com crianças integradas. Os resultados obtidos mostram que os dois grupos estão em total acordo com a necessidade de todos os cursos de formação inicial de professores conterem nos seus currículos disciplinas ligadas à educação especial. Os resultados sugerem ainda que existe algum consenso sobre a importância relativa dos conteúdos a ministrar, ainda que sejam detectadas diferenças de pormenor quanto a ordenação valorativa desses mesmos conteúdos. Verificou-se ainda que os sistemas de formação de professores e o de atendimento a crianças com necessidades educativas especiais parecem funcionar de uma forma articulada, embora autónomos.
A educação de crianças com necessidades educativas especiais tem sofrido algumas mudanças ao longo dos tempos. A partir da década de 70 as mudanças em Educação Especial direcionam-se no sentido de uma progressiva integração da criança com necessidades educativas especiais na escola regular. Neste processo o professor do ensino regular tem um papel importante, na medida em que este se confrontará cada vez mais com crianças com necessidades na sua sala de aula, o que o leva também a confrontar-se com metodologias diferentes, novas técnicas de trabalho e diferentes estratégias, daí que ele tenha que estar consciente do seu papel e da sua função. O sistema pretende proporcionar aos futuros professores, logo na sua formação inicial, uma sensibilização às necessidades educativas especiais, para que possam desempenhar melhor o seu papel. Assim, o presente trabalho de investigação procurou analisar se as opiniões sobre a formação inicial de professores em necessidades educativas especiais, coincidem entre professores que são responsáveis por essa formação e professores que estão no campo de intervenção com crianças integradas. O instrumento utilizado para recolher a opinião dos professores foi o questionário, tendo sido construído a partir de entrevistas e da análise da literatura. Os resultados obtidos mostram que os dois grupos estão em total acordo com a necessidade de todos os cursos de formação inicial de professores conterem nos seus currículos disciplinas ligadas à educação especial. Os resultados sugerem ainda que existe algum consenso sobre a importância relativa dos conteúdos a ministrar, ainda que sejam detectadas diferenças de pormenor quanto à ordenação valorativa desses mesmos conteúdos. Verificou-se ainda que os sistemas de formação de professores e o de atendimento a crianças com necessidades educativas especiais parecem funcionar de uma forma articulada, embora autónomos. A investigação termina deixando registadas algumas recomendações/sugestões para as alterações curriculares a realizar onde se considere necessário.
A evolução das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) imprimiu uma dinâmica de transformação na educação e na escola pública. A utilização indiscriminada do computador pessoal inundou as nossas escolas de trabalhos do tipo “selecionar tudo, copiar e colar”. A escola pública contribui para atenuar a exclusão digital, porém a formação dos professores nestas matérias deve ser considerada prioritária, já que as TIC na educação, bem como a informação por elas disponibilizada, correspondem à descoberta de uma dimensão pedagógica. Uma dimensão pedagógica activa, que incorpora as exigências da sociedade do século XXI, que confere às novas tecnologias um papel de relevo, enquanto mediadoras do acto educativo.
A utilização asséptica e acéfala das tecnologias da informação e da comunicação (Tic) no ensino e, mais propriamente na sala de aula, sem qualquer contextualização didáctico-pedagógica, pode vir a constituir o maior desperdício de investimento que, nas últimas duas décadas, os sistemas educativos europeus proporcionaram às escolas e aos professores. No artigo aborda-se a relação entre Educação, TIC e Média reclamando que o trabalho com as duas últimas “só deveria ocorrer num contexto pedagógico de ensino ou de aprendizagem”, o que implica uma formação inicial e contínua de professores “gratuita e sistemática”. Esse será o caminho para atingir uma “sábia visão pedagógica” que tem em conta as teorias da aprendizagem, os efeitos (positivos e negativos) da globalização, bem como o carácter efémero e sincrético da informação e do conhecimento. A inserção efectiva das TIC e dos Media em contexto pedagógico aponta para uma necessária mudança da escola, mais inclusiva, autónoma e aberta às exigências sociais, sob pena de perder o papel central que ainda ocupa na formação de cidadãos, seja ao nível dos conhecimentos seja dos valores. A escola é hoje uma instituição «glocal», o que a obriga a responder a um conjunto de desafios enumerados no artigo, desde o Pré-escolar ao Superior. A formação sistemática dos docentes é fulcral nestas propostas, pois as TIC facilitam o ensino, mas tal não significa uma relação directa com a melhoria das aprendizagens. Se hoje encontramos alunos High Tech numa escola de professores Low Tech, importa equilibrar essa balança, pois a aprendizagem não melhora com a «aprendizagem» copy/paste, mas sim com a «aprendizagem» que implica análise crítica e produção reflexiva de conhecimento. Urge por isso avançar no sentido de implementar “metodologias pedagógicas mais plásticas”, desenvolvidas por um “professor mais mediatizado” e recorrendo às TIC como “ferramentas mediadoras”.
The article contextualizes the training of teachers in Portugal, taking as references, first to change social policy in Portugal before the fall of the dictatorship and, at this juncture, the trend between the Reform Veiga Simão (1973) and Law on the Education System (1986). Attempts to show that the creation of Higher Education and the Polytechnic School of Education (ESEs), on the eve of the 80, in conjunction with the movement of some innovative universities, broke with the traditional models of organization of teacher training in Portugal. Considers that the establishment of the Polytechnic Higher Education has a break from the monolithic model of teacher training through, inter alia, of their curriculum, trained the staff of ESEs teachers and young people themselves, approached them in schools which, in fact, working teachers; boosted educational research, made available to the school community human and material resources essential to the development of the educational process and implemented a broad framework for provision of training and expertise and then if desired, but had not been reached. Finally, describes the current framework for initial training of teachers, driven by recent amendments to the Law on the Education System and as governed by the instruments) - the degree to be awarded degrees by the Universities and Polytechnics and b) - the legal regime of professional qualification for teaching in pre-school education and school education.
Uma das medidas implementadas em larga escala, nos últimos anos, a fim de atingir o objetivo de construir uma escola inclusiva, onde todas as crianças possam aprender juntas, com as mesmas oportunidades, tem sido a criação de Unidades de Apoio Especializado para a educação de Alunos com Multideficiência e Surdocegueira Congénita. Para compreender a problemática da multideficiência e a inclusão educativa de alunos com multideficiência importa verificar quais as opiniões dos professores do Ensino Regular que possuem alunos com multideficiência incluídos nas suas turmas e dos professores de Educação Especial acerca da presença de uma Unidade de Apoio à Multideficiência no Agrupamento em que lecionam. Como tal, foram analisadas as opiniões de 24 professores que integram a amostras selecionadas para este estudo. Os resultados obtidos na componente empírica deste trabalho permitem concluir que para os professores inquiridos as UAEM são a melhor resposta educativa para crianças com multideficiência tanto para a realização de aprendizagens como para a sua socialização. Permitem ainda concluir que os professores de Educação Especial se sentem mais preparados para trabalhar com este tipo de público que os professores de Ensino Regular e que as opiniões sobre estas questões não divergem substancialmente entre os professores de Educação Especial e os professores de Ensino Regular.
No presente estudo vamos analisar a qualidade de vida de crianças com problemas motores, segundo a sua própria perceção e comparar com a qualidade de vida das crianças sem condição de deficiência, também segundo a sua própria perceção. Trata-se de um estudo de caso de natureza qualitativa, dando lugar à quantificação de alguns resultados. O instrumento utilizado na recolha de dados foi o Autoquestionnaire Qualité de Vie Enfant lmagé (AUQEI), na sua versão traduzida para a língua portuguesa, adaptada por Assumpção Jr. et al. (2000). O questionário foi respondido por 8 crianças, sendo 4 com problemas motores e 4 sem condição de deficiência. Todas estas crianças frequentam as escolas públicas da “Zona do Pinhal” e têm idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos. Os resultados evidenciaram uma qualidade de vida não prejudicada, tanto nas crianças com problemas motores como nas crianças sem condição de deficiência. O grupo de crianças com problemas motores obteve uma pontuação media ligeiramente inferior ao grupo de crianças sem condição de deficiência (56,72 e 58,12, respetivamente). Em ambos os grupos, os domínios “Lazer” e “Família” foram os menos prejudicados e o domínio “Autonomia” foi o mais prejudicado.
A evolução das tecnologias da informação e da comunicação (Tic) imprimiu uma dinâmica de transformação na educação e na escola pública. A utilização indiscriminada do computador pessoal inundou as nossas escolas de trabalhos do tipo “selecionar tudo, copiar e colar”. A escola pública contribui para atenuar a exclusão digital, porém a formação dos professores nestas matérias deve ser considerada prioritária, já que as Tic na educação, bem como a informação por elas disponibilizada, correspondem à descoberta de uma nova dimensão pedagógica. O artigo defende que o fracasso da escola só pode ser combatido promovendo o êxito do professor. Enfatiza que, na atual conjuntura, não basta para o que já se fez, mas urge estabelecer as metas do que ainda está por fazer. Sobretudo relevando que, hoje, a questão da educação não é mais um problema teórico mas, sobretudo, um problema prático e de práticas. A proposta resulta num desafio à capacidade dos professores e das escolas em saberem ultrapassar iliteracia digital, que as condena, e construírem uma escola que se assuma como uma comunidade de aprendentes, promovendo a livre circulação dos saberes, que deverá coincidir com a desvalorização dos tecnocratas da educação e com o progressivo “regresso” dos pedagogos.
A ecologia do desenvolvimento humano é um dos novos paradigmas que implica o estudo científico da interação mútua e progressiva entre o indivíduo e o meio onde vive e interage. Este estudo teve como objetivo verificar se existem diferenças estatisticamente significativas no perfil psicomotor, entre crianças, de cinco anos de ambos os sexos, do meio rural e urbano. Os instrumentos de avaliação utilizados para a obtenção dos dados relativos ao objeto de estudo foram um questionário (aos Pais) e a Bateria de Observação Psicomotora de Vítor da Fonseca. Para comparação das pontuações obtidas nos testes, recortemos ao Teste de Mann-Whitnev, com nível de significância fixado em 0,05. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, na comparação do perfil psicomotor, nos dois meios e, entre sexos. Apesar de não existirem diferenças estatisticamente significativas, os resultados obtidos mostraram que as crianças do meio rural apresentam sempre pontuações superiores.
A evolução das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) imprimiu uma dinâmica de transformação na educação e na escola pública. A utilização indiscriminada do computador pessoal inundou as nossas escolas de trabalhos do tipo «seleccionar tudo, copiar e colar». A escola pública contribui para atenuar a exclusão digital, porém a formação dos professores nestas matérias deve ser considerada prioritária, já que as TIC na educação, bem como a informação por elas disponibilizada, correspondem à descoberta de uma nova dimensão pedagógica. Uma dimensão pedagógica activa, que incorpora as exigências da sociedade do século XXI, que confere às novas tecnologias um papel de relevo, enquanto mediadoras do acto educativo.
Neste artigo apresentam-se os resultados de uma investigação em torno da importância da utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas atividades de ensino e aprendizagem de alunos portadores de Trissomia 21 (T21), que frequentam o Ensino Básico. Orientada pelos princípios da Educação Inclusiva e pelo pressuposto de que as Tecnologias de Informação e Comunicação têm impacto nos processos de Ensino e de Aprendizagem, particularmente naqueles destinados a alunos portadores de Necessidades Educativas Especiais (NEE) e especificamente de T21, a investigação desenvolveu-se em torno das duas únicas alunas portadoras de T21 de um agrupamento de escolas do centro do país. Os resultados apurados da aplicação e análise de entrevistas aos professores e aos pais destas alunas permitiram constatar o elevado grau de motivação e interesse revelados no uso de TIC por estas jovens, bem como sua a capacidade em utilizar equipamentos de uso generalizado e não especificamente adaptado. Verificou-se ainda a importância de promover a formação adequada, especializada e orientada para as NEE, dos professores que recorrem a TIC em atividades com alunos portadores de T21, como condição de máxima importância para o desenvolvimento de uma Educação Inclusiva.
A ecologia do desenvolvimento humano é um dos novos paradigmas que implica o estudo científico da interação mútua e progressiva entre o indivíduo e o meio onde vive e interage. O estudo teve como objetivo verificar se existem diferenças estatisticamente significativas no perfil psicomotor, entre crianças de cinco anos do sexo feminino e do sexo masculino, que vivem no meio rural e crianças de cinco anos do sexo feminino e do sexo masculino, que vivem no meio urbano. A amostra foi constituída por 12 crianças, de ambos os sexos, com 5 anos de idade, divididas, por dois Jardins de Infância (meio rural e meio urbano). Os instrumentos de avaliação utilizados para a obtenção dos dados relativos ao objeto de estudo foram um questionário (aos Pais) e a Bateria de Observação Psicomotora de Vítor da Fonseca. Com a finalidade de enquadrar a dialética dos dados sincrónicos e diacrónicos do perfil psicomotor fez-se uma análise qualitativa aos questionários dirigidos aos pais, para identificar algum dado suscetível de justificar sinais perturbadores ao longo da aplicação dos testes psicomotores. Para comparação das pontuações obtidas nos testes da Bateria de Observação Psicomotora de Vítor da Fonseca, nas variáveis em função do sexo e do meio, recorremos ao Teste de Mann-Whitney. Principais resultados e conclusões: - Na comparação do perfil psicomotor, nos dois meios estudados, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas - Na comparação do perfil psicomotor, relativamente ao meio/sexo, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas. - Na análise realizada aos sete fatores psicomotores foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no fator Equilíbrio e no fator Praxia Global, com vantagem para as crianças do meio rural. - Apesar de não existirem diferenças estatisticamente significativas, os resultados obtidos mostraram que as crianças do meio rural apresentam sempre pontuações superiores às das crianças do meio urbano.
A temática do envolvimento das famílias de crianças e jovens com défice cognitivo-motor, no processo de desenvolvimento dos filhos, tem nos últimos anos sofrido uma evolução que começou por os pais serem a causa dos problemas dos seus filhos, até aos dias de hoje de assumirem papéis interventivos e activos. Neste contexto, há a necessidade de conhecermos as famílias dos alunos, nas diversas dimensões e como refere Mcwilliam (2003) a não satisfação das necessidades familiares em áreas como a alimentação assumem vantagem sobre as necessidades educativas da criança. O presente estudo tem como finalidade analisar as necessidades dos pais de crianças e jovens com défice cognitivo – motor em idade escolar. Pretendemos identificar as necessidades mais frequentes e prioritárias para os pais. Por fim procuramos identificar de que forma as características da família se relacionam com as necessidades. A nossa investigação é um estudo de caso de natureza qualitativa. O instrumento utilizado foi um questionário sobre as necessidades das famílias, desenvolvido por Bailey e Simeonsson (1988) e adaptado à realidade portuguesa, por Pereira (1996) e uma ficha de dados biográficos. Os resultados mostram que todas as categorias de necessidades são frequentes nas famílias. Os resultados dão ainda a conhecer as necessidades prioritárias para os pais: Informação, Financeiras, Apoio, Serviços da Comunidade e verificam os que globalmente as características das famílias estão relacionadas com as suas necessidades. O estudo termina com algumas recomendações para futuros trabalhos a realizar neste âmbito.
El trabajo final desarrollado para obtener el grado de Maestría en Educación Especial (EE) en la Escola Superior de Educação del Instituto Politécnico de Castelo Branco (en su sexta edición), se organiza en 3 líneas centrales de investigación. Todas ellas están estrechamente relacionadas con los paradigmas teóricos apropiados para este tipo de investigación: a) Evaluación e Intervención en EE e incluyente; b) Histórico y ecológico Dimensiones de EE e incluyente; c) Políticas de la Educación, Administración de Escolar y Formación del Profesorado en EE y Inclusiva. En este estudio hemos tratado de contribuir a la caracterización de la investigación mediante el análisis de los seguientes parámetros fundamentales: las cuestiones estudiadas, las metodologías de investigación y el origen geográfico de los estudios.
Uma das medidas implementadas em Portugal, nos últimos anos, com o objetivo de construir uma escola inclusiva, tem sido a criação de Unidades de Apoio Especializado para a educação de Alunos com Multideficiência e Surdocegueira Congénita (UAEM). Para compreender a problemática da multideficiência e a inclusão educativa de alunos com multideficiência, importa verificar quais as opiniões dos professores do Ensino Regular que possuem alunos com multideficiência incluídos nas suas turmas, e dos professores de Educação Especial acerca da presença de uma Unidade de Apoio à Multideficiência no Agrupamento de escolas em que lecionam. Para atingir esse objetivo a metodologia que pareceu mais adequada foi a do estudo de caso, tendo sido utilizada como técnica de recolha de dados a observação (participante) e o inquérito (por questionário). No decorrer da investigação observou-se o funcionamento de uma Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência e analisou-se a opinião de 24 professores que integram as amostras selecionadas para este estudo. Os resultados obtidos, neste trabalho, permitem concluir que, para os professores inquiridos, as UAEM são a melhor resposta educativa para crianças com multideficiência, tanto para a realização de aprendizagens, como para a sua socialização. Permitem, ainda, concluir que os professores de Educação Especial se sentem mais preparados para trabalhar com este tipo de público que os professores de Ensino Regular e que as opiniões sobre estas questões não divergem substancialmente entre os professores de Educação Especial e os professores de Ensino Regular.
Projetando-se para além da ideia do corpo orgânico e expressivo e, cimentando uma estreita relação entre motricidade, cognição e linguagem, as atuais práticas de Psicomotricidade alcançam um novo campo concetual. Neste artigo, de natureza qualitativa, pretendeu-se traçar o perfil psicomotor de uma criança de 8 anos com Perturbação Específica da Linguagem (PEL) e Dislexia, através da aplicação da Bateria de Observação Psicomotora (BPM) de Vítor da Fonseca e correlacioná-lo com o perfil cognitivo e linguístico. Através da triangulação dos resultados obtidos nos testes psicomotores, cognitivos e linguísticos corroboraram-se os dados encontrados na literatura, que apontam claramente para a existência de co-morbilidade entre PEL, Dislexia e alterações no perfil psicomotor, demonstrando, assim, uma forte correlação entre psicomotricidade, cognição e linguagem. Por conseguinte, torna-se urgente e exequível sensibilizar a família, os técnicos de saúde e da educação para a necessidade de uma intervenção multidisciplinar, nas áreas da psicomotricidade e linguagem, quer a nível profilático quer reabilitativo.
A temática do envolvimento das famílias de crianças e jovens com défice cognitivo-motor, no processo de desenvolvimento dos filhos, tem nos últimos anos sofrido uma evolução que começou por os pais serem a causa dos problemas dos seus filhos, até aos dias de hoje de assumirem papéis interventivos e activos. Neste contexto, há a necessidade de conhecermos as famílias dos alunos, nas diversas dimensões e como refere Mcwilliam (2003) a não satisfação das necessidades familiares em áreas como a alimentação assumem vantagem sobre as necessidades educativas da criança. O presente estudo tem como finalidade analisar as necessidades dos pais de crianças e jovens com défice cognitivo – motor em idade escolar. Pretendemos identificar as necessidades mais frequentes e prioritárias para os pais. Por fim procuramos identificar de que forma as características da família se relacionam com as necessidades. A nossa investigação é um estudo de caso de natureza qualitativa. O instrumento utilizado foi um questionário sobre as necessidades das famílias, desenvolvido por Bailey e Simeonsson (1988) e adaptado à realidade portuguesa, por Pereira (1996) e uma ficha de dados biográficos. Os resultados mostram que todas as categorias de necessidades são frequentes nas famílias. Os resultados dão ainda a conhecer as necessidades prioritárias para os pais: Informação, Financeiras, Apoio, Serviços da Comunidade e verificamos que globalmente as características das famílias estão relacionadas com as suas necessidades. O estudo termina com algumas recomendações para futuros trabalhos a realizar neste âmbito.
Neste artigo apresentam-se os resultados de uma investigação em torno da importância da utilização do software educativo “Os Jogos da Mimocas” na comunicação de uma criança com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental (DID). Pretendia refletir sobre o impacto que a utilização do referido software teria na comunicação de uma criança com DID, bem como apontar caminhos a seguir e encontrar estratégias de apoio, tendose realizado um estudo de caso seguindo uma metodologia de investigação — ação. Para sustentar este estudo procedeu-se a uma revisão das fontes de informação mais relevantes acerca da DID, das NEE, das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no ensino e ainda a uma abordagem à utilização do software educativo “Os Jogos da Mimocas”, visando-se constituir o enquadramento teórico da investigação. Após a análise dos dados recolhidos, foi possível verificar que a utilização do software permitiu que se atingissem os objetivos pretendidos. Constatou-se que recorrendo a atividades simples, lúdicas e funcionais, foi possível à criança ultrapassar algumas das suas dificuldades relacionadas com a concentração/atenção, autoestima e comunicação.
Apresentam-se resultados de um estudo de caso seguindo uma metodologia de investigação – ação, em torno da utilização do software educativo “Os Jogos da Mimocas” com uma criança com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental. O estudo surge da necessidade em responder às dificuldades vividas como docentes, e de melhorar a qualidade de vida da criança. Procedeu-se à revisão das fontes mais relevantes, visando constituir-se o enquadramento teórico da investigação e após a análise dos dados recolhidos, verificou-se que a utilização do software permitiu que, recorrendo a atividades lúdicas e funcionais, a criança pudesse ultrapassar dificuldades de concentração/atenção, autoestima e comunicação.
Devido à proliferação das novas tecnologias, os tempos de hoje são caraterizados por uma nova e crescente cultura digital. Uma das consequências imediatas deste novo estilo de vida é que as crianças passam mais tempo em casa, rodeadas de tecnologia e menos tempo em brincadeiras ao ar livre, onde poderiam explorar o meio e permanecerem ativas e em movimento. Na sequência desta nova era digital, surgiram os Exergames (EXG) que pretendem revolucionar os jogos tradicionais de videojogo, de forma a combinar o exercício com o jogo. A Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA) é das patologias do desenvolvimento e neurológico mais comum e também das mais estudadas. Esta síndrome é caracterizada por apresentar um défice de autocontrolo de desenvolvimento, da atenção, dificuldade no controlo dos impulsos, nas relações sociais e nas habilidades psicomotoras, pelo que uma intervenção precoce e atempada é aconselhável. No presente trabalho pretendeu-se avaliar o Perfil Psicomotor de uma criança de 12 anos de idade com PHDA, através da Bateria Psicomotora (BPM) de Vitor da Fonseca, e perante os resultados obtidos apresentar um Plano de Intervenção através da Nintendo Wii® e seus acessórios. Após aplicação da BPM e realizado o somatório das várias provas dos sete fatores psicomotores, o valor obtido foi de 17 pontos, pelo que o perfil psicomotor corresponde a um Perfil eupráxico, no entanto, foram evidenciadas e registadas como áreas fracas a Equilibração, a Noção do Corpo, A Estruturação Espácio-temporal, a Praxia Global e a Praxia Fina. A proposta de intervenção apresentada pode ser implementada na Escola ou mesmo em casa pela Família, e pretendemos que a aplicação deste plano de intervenção possa oferecer uma série de vantagens em relação aos métodos convencionais, sendo por isso, em nossa opinião, uma boa proposta para articular com outro tipo de atividades.
O objetivo deste estudo e o de avaliar as atitudes dos alunos sem condição de deficiência relativamente a inclusão de alunos com condição de deficiência nas aulas de Educação Física tendo em conta as variáveis idade, género e tipologia da deficiência. Foi utilizado um inquérito por questionário com entrevistas exploratórias que serviram para a construção do mesmo. A amostra foi constituída por 37 indivíduos, 16 jovens do género feminino e 21 do género masculino com idades compreendi das entre os 12 e 14 anos, com urna média de idades dos sujeitos de 12,86 anos, com um desvio padrão de 0,082199. Os resultados obtidos revelam diferenças de atitudes, quanto ao género e a tipologia da deficiência existente na turma. No que respeita a idade não estamos em condição de concluir de forma concreta pois nesta variável não há uma tendência definida.
Investigações recentes relevam a importância da análise do acto de ensinar e principalmente do estudo do pensamento do aluno, e em particular dos fatores que prendem a sua atenção nas aulas. A atenção, considerada uma poderosa variável mediadora, porque e notória a sua influencia no processo de enino aprendizagem, bem como a influencia mutua existente entre o comportamento do professor, o comportamento do aluno e os resultados das aprendizagens. Pretendemos conhecer os aspetos que prendem a atenção dos alunos nos distintos momentos da aula de educação física, na lecionação de modalidades desportivas diferenciadas. Serão selecionados a totalidade dos alunos do 3o Ciclo do Ensino Básico, de uma escola, com idades compreendidas entre 12 e 16 anos, aos quais será aplicado o questionário (ATEST_EF), em distintas modalidades desportivas. Estudos anteriores indicam-nos que existem diferenças no perfil de atenção nos distintos momentos da aula de Educação Física e na lecionação de modalidades desportivas diferenciadas
O interesse dos investigadores sobre os níveis de aptidão física da população infanto-juvenil assenta, por um lado, na preocupação de melhor entender a sua relação com a saúde e bem-estar e, por outro, compreender a sua ligação com a performance desportiva-motora. Com o presente estudo pretendemos conhecer os níveis de aptidão física das crianças que frequentam o 1.º Ciclo do Ensino Básico na vila da Sertã, tendo em conta a variável género, e verificar o efeito da Atividade Físico-Desportiva Orientada inserida no Programa de Atividades de Enriquecimento Curricular (AECs) sobre a Aptidão Física dessas mesmas crianças. A amostra compreendeu 70 crianças (38 meninas e 32 rapazes). O instrumento usado no estudo para recolha dos resultados foi a bateria de testes Fitnessgram (2003). A comparação de médias em variáveis quantitativas medidas numa escala racional, foi realizada através da análise de variância de medidas repetidas. A comparação de proporções em variáveis qualitativas medidas numa escala nominal, foi realizada através do teste qui-quadrado e teste de McNemar. Os resultados demonstraram que os níveis de aptidão física das crianças são considerados satisfatórios pois na maioria das provas foram classificadas como aptas ou super-aptas. Os resultados demonstraram ainda que os meninos obtiveram, em cada um dos momentos de avaliação, melhores médias que as meninas à exceção das provas senta e alcança “direita” e “esquerda”. Em todas as provas houve uma melhoria significativa nos resultados quer dos meninos quer das meninas nos dois momentos de avaliação, à exceção das provas “senta e alcança” direita e esquerda, onde houve um decréscimo significativo entre os dois momentos. Os resultados demonstram, que o trabalho desenvolvido durante as atividades de enriquecimento curricular contribuíram favoravelmente para a melhoria obtida na maioria das provas de aptidão física entre o primeiro e o segundo momento de avaliação.
As crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) podem aprender a utilizar o seu corpo do mesmo modo que uma criança sem qualquer problema, apenas têm mais dificuldades em processar a informação e necessitam que os professores repitam comportamentos e estruturas. A dificuldade de socialização pode provocar um atraso no desenvolvimento psicomotor. Por sua vez, as atividades físicas são promotoras de uma boa saúde e bem-estar da criança com PEA e a sua motricidade pode vir a desenvolver-se de modo a conseguir uma envolvência com o corpo (consigo próprio) e com o espaço (meio envolvente). Objetivo: o presente trabalho centra-se na observação dos efeitos da atividade física adaptada nos fatores psicomotores Práxia Global e Práxia Fina de uma criança com espectro do autismo, a frequentar o jardim de Infância. Métodos: aplicou-se a bateria psicomotora (BPM) de Vítor da Fonseca, traçou-se o perfil psicomotor da criança e seguidamente extraíram-se os resultados relativos a estes dois fatores, por serem os mais fracos, e, concebeu-se e aplicou-se um plano de atividades físicas adaptadas. No final do programa voltou-se a aplicar a bateria psicomotora. Resultados: da análise á primeira aplicação da BPM os fatores com pior perfil foram os das Práxias, tanto Global (1,3 - Fraco) como Fina (1 - Fraco), em que os resultados revelam uma realização imperfeita, incompleta e descoordenada em quase todos os subfactores. O plano de atividades físicas adaptadas foi elaborado tendo em vista sobretudo estes fatores (não descurando os outros) com vista a melhorar o desempenho da criança fazendo-a evoluir nas suas competências psicomotoras ao nível das Práxias. O plano foi aplicado durante 7 meses, com 3 sessões por semana de 40 minutos. Por fim, voltou-se a aplicar a BPM, cujos resultados apresentam melhorias evidentes nos diferentes subfactores da Práxia Global obtendo assim um valor considerado bom, com realização controlada e adequada (3,2 - bom). Apesar da Práxia Fina continuar a apresentar melhorias pouco evidentes (1,4 - Fraco), um dos subfactores –Tamborilar – evoluiu bastante, mas mesmo assim é o fator psicomotor com mais dificuldades de realização para a criança. Conclusão: constatamos que o plano de atividades físicas adaptadas produziu efeito positivo no perfil das Práxias desta criança, uma vez que o seu perfil evoluiu mostrando em alguns subfactores um excelente índice de disponibilidade motora.
Este projecto procura enquadrar-se em preocupações recentes quanto à valorização de contextos de estimulação não formais na área da actividade lúdica e motora. O desenvolvimento do projecto orienta-se em fases distintas. A primeira corresponde à identificação das características do comportamento motor das crianças de acordo com os seus quadros de vida. Para o efeito temos em curso uma investigação sobre o actual “status quo” das realidades adaptativas da motricidade das crianças em função das condições de vida e dos constrangimentos físicos, sociais e culturais da sociedade actual. Na sua operacionalização procedemos a um levantamento dos modos de interpretação do “mundo” da vida infantil pelas próprias crianças com base em métodos qualitativos como: - Planos diários de ocupação temporal, - Mapas subjectivos e objectivos da habitação e do bairro, - Entrevistas narrativas, - Entrevistas semi-estruturadas, - Entrevistas de propriedade, - Documentação fotográfica e registos vídeo. Na sequência convidamo-los a assistirem a um destes registos realizado em Castelo Branco.
O projecto de trabalho que apresentamos tenta dar resposta a alguns dos principais objectivos do Plano Nacional de Leitura, centrando-se na intervenção em contextos não formais com crianças com necessidades educativas especiais. Tendo como base a investigação das últimas décadas sobre o desenvolvimento da literacia junto desta população e, muito particularmente, a metodologia para a aprendizagem da leitura em crianças com Sindroma de Down de Troncoso e del Cerro (2004), uma equipa interdisciplinar de professores da ESECB dinamizou, durante três anos, um Clube/ Ateliê de Leitura com crianças e adolescentes com défice cognitivo. Nesta comunicação pretendemos dar conta da organização das sessões, dos critérios subjacentes à escolha das estratégias e dos materiais utilizados, mas também à selecção dos livros que fomos explorando ao longo deste projecto. Os registos efectuados, bem como a sua posterior análise, permitiram aferir as aprendizagens e as dificuldades de cada criança envolvida. A riqueza das interacções construídas no decurso dos três anos permitiu operacionalizar o carácter interdisciplinar do projecto, experimentar e ampliar metodologias de trabalho e conceber materiais adequados aos nossos objectivos.
O projecto de trabalho que apresentamos tenta dar resposta a alguns dos principais objectivos do Plano Nacional de Leitura, centrando-se na intervenção em contextos não formais com crianças com necessidades educativas especiais. Tendo como base a investigação das últimas décadas sobre o desenvolvimento da literacia junto desta população e, muito particularmente, a metodologia para a aprendizagem da leitura em crianças com Sindroma de Down de Troncoso e del Cerro (2004), uma equipa interdisciplinar de professores da ESECB dinamizou, durante três anos, um Clube/ Ateliê de Leitura com crianças e adolescentes com défice cognitivo. Nesta comunicação pretendemos dar conta da organização das sessões, dos critérios subjacentes à escolha das estratégias e dos materiais utilizados, mas também à selecção dos livros que fomos explorando ao longo deste projecto. Os registos efectuados, bem como a sua posterior análise, permitiram aferir as aprendizagens e as dificuldades de cada criança envolvida. A riqueza das interacções construídas no decurso dos três anos permitiu operacionalizar o carácter interdisciplinar do projecto, experimentar e ampliar metodologias de trabalho e conceber materiais adequados aos nossos objectivos.
Diiferentes autores têm mostrado algum consenso sobre a participação de pais e mães no desporto dos filhos, referindo que se podem apresentar como uma fonte de apoio, mas também de pressão. Os fatores referidos variam de acordo com os diferentes tipos de participação dos pais. Aroni, (2011) refere que o envolvimento parental no desporto é determinante no processo de formação desportiva dos jovens desportistas, exercendo os pais uma grande influência nas atividades dos filhos. O seu apoio para o alcance de objetivos propostos e de resultados na carreira desportiva são essenciais, mas muitas vezes estão relacionados às crenças e perceções de sucesso que eles (pais) tiveram no passado, quando praticaram o mesmo desporto ou foram ex-atletas. Carr, Weigand e Jones (2000), referem que os pais influenciam os filhos quando expõem as razões que levam ao sucesso e como devem agir para alcançar tais objetivos.
Com este trabalho pretendemos investigar quais os principais motivos e influências para a prática de atividade desportiva de jovens, analisando a interferência das variáveis género, idade, e tipo de desporto praticado. A amostra foi constituída por 186 praticantes de desporto. Os principais motivos da prática desportiva dos jovens estão essencialmente relacionados com a saúde, a sociabilidade e a técnica desportiva. As raparigas parecem valorizar mais os motivos ligados à sociabilidade, e os rapazes valorizam mais os aspetos técnico-desportivos. Os mais novos realçam os aspetos relacionados com a sociabilidade, enquanto os mais velhos parecem valorizar o aperfeiçoamento das capacidades técnicas. Os praticantes de natação valorizaram os aspetos ligados à saúde, os praticantes de basquetebol realçam os aspetos ligados à técnica, à sociabilidade, ao prestígio social e à condição financeira. Nas influências para a prática desportiva, os pais desempenham um papel fundamental, seguido dos amigos e dos treinadores dos clubes que exercem uma influência mais preponderante sobre os rapazes mais velhos.
Pretendíamos saber quais foram as modalidades desportivas escolhidas para a realização das atividades de formação em ensino, se os professores escolhiam para leccionar matérias diferentes das professoras e se as escolhas efectuadas para as aulas de interior eram diferentes das aulas de exterior. Para tal foram observadas sessenta lições de microensino leccionadas por estudantes de Educação Física, sobre um tema em que se sentissem mais à vontade e no local por que optassem. Verificámos que, na sua maioria, escolhem a ginástica como matéria, conteúdo, ou tema da lição e, por isso, preferem leccionar as suas aulas no interior, isto é, numa instalação desportiva coberta, e os restantes optam pelos desportos colectivos, sensivelmente na mesma proporção para cada uma das modalidades andebol, basquetebol, futebol ou voleibol, e são muito poucos os que escolhem o atletismo para praticarem as suas habilidades, competências ou destrezas de ensino.
Introdução: O presente trabalho visa compreender quais as situações que melhor se enquadram os fundamentos técnico-táticos para um bom desenvolvimento do jogo, neste caso no Hóquei em Patins, onde através da comparação entre duas situações de jogo sendo elas: jogo formal e jogo em campo reduzido (Mini-Hóquei) nos escalões Benjamins e Escolares. Objetivo: Verificar se a diminuição das dimensões do campo nestes escalões de formação, promove uma maior ação em termos técnico-táticos por parte dos jogadores, com vista à formação e compreensão do jogo. Métodos: foi utilizada a gravação em vídeo de 10 jogos de Hóquei, 5 jogos regulamentares e 5 de Mini-hóquei, e foram registados os dados referentes aos passes efetuados, remates e número de golos. Foi utilizado para o tratamento estatístico o programa SPSS versão 20.0 onde efetuámos a estatística descritiva, médias e desvios padrões e ainda testes não paramétricos de Wilcoxon e Prova U de Mann-Whitney. O valor de significância foi colocado a p ≤ 0,05 que permitiu verificar que existe significância nas hipóteses testadas. Resultados: os resultados corroboram o nosso objetivo, uma vez que a maioria das hipóteses não foram rejeitadas, nos 5 jogos regulamentares foram registados um total 1214 passes, 229 remates e 54 golos. Nos resultados dos jogos de Mini-hóquei foram registados um total de total de 578 passes, 286 remates e 84 golos. Conclusões: Os resultados obtidos permitem-nos subentender que o Mini-hóquei promove uma maior ação técnico-táctica nestes escalões, com maior interação com bola, tornando-se assim numa excelente etapa de ensino-aprendizagem para o jogo formal 5x5 em campo de dimensões oficiais.
A educação inclusiva é um dos objetivos de todos os sistemas educativos das sociedades democráticas, proporcionando igualdade de oportunidades a todas as crianças. Para tal é necessário flexibilizar/adaptar o currículo para responder adequadamente às crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE). As Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) apresentam-se como um conjunto de princípios para apoiar o educador nas decisões sobre a sua prática e constituem-se como uma referência comum em relação à componente educativa para todos os educadores da rede nacional. Tornam-se, assim, um apoio importante para os educadores, contribuindo para a inclusão de todas as crianças e não apenas de algumas no processo educativo regular. A inclusão das crianças com NEE tem vindo a equacionar grandes perspetivas ao nível internacional e no âmbito nacional, através do Decreto-Lei 3/2008, foram definidos os objetivos da Educação Especial (EE): inclusão educativa e social; acesso e sucesso educativos; preparação para a vida pós-escolar ou profissional; promoção da igualdade de oportunidades. Visto a questão de a inclusão ser um tema fulcral do ponto de vista da igualdade e da coesão social, pretendemos, por isso, conhecer a realidade das práticas de alguns profissionais da Educação Pré-Escolar em ação, dado que as crianças com NEE têm direito de serem incluídas no ensino regular. O objetivo centra-se em analisar se as Educadoras de Infância (EI) do ensino regular, flexibilizam/adaptam nos seus Projetos Curriculares de Grupo (PCG) os conteúdos, os objetivos, as estratégias/metodologias e os recursos, tendo em conta as NEE. Este estudo insere-se no âmbito dos métodos qualitativos descritivos, concretamente num estudo de caso, na medida em que o entrevistador, investiga as características de uma unidade individual, que neste caso são as EI, permitindo proporcionar uma melhor compreensão de um caso específico. Os instrumentos/técnicas de recolha de dados são a análise documental dos PCG e a entrevista semi-estruturada às EI e os dados foram tratados de acordo com a análise de conteúdo tendo em conta a definição das categorias, das unidades de significado, unidades de registo e de contextos. Das 15 instituições de Educação Pré-Escolar da rede pública/privada existentes na cidade de Castelo Branco apenas 2 se disponibilizaram para participar nesta investigação. As 4 Educadoras participantes exercem funções educativas em grupos de crianças que têm incluídas crianças com NEE: duas num jardim-de-infância da rede pública e duas na rede privada. Concluímos que da análise aos PCG, que em alguns casos, a articulação entre estes e os normativos coincide, mas os conteúdos, as estratégias/metodologias e os objetivos são selecionados nos PCG para o grupo sem mencionar especificamente as crianças com NEE. No entanto através das entrevistas, as EI referiram sempre a flexibilização/adaptação dos conteúdos, estratégias/metodologias e objetivos no dia-a-dia, consoante as NEE da criança, tendo em conta as suas capacidades e interesses. No que respeita aos recursos humanos, constata-se a falta de recursos humanos, tanto na análise aos PCG como às entrevistas, daí a dificuldade de gestão e organização do trabalho educativo.
The mobility dependence appears to be associated with less autonomy in children who spend less time playing alone or being with friends in playful situations. Our intention is to study the dependence of mobility of children in the 1st cycle of education in an urban environment with ages between 6 and 12 years old. The sample consisted of 186 children of both genders of which 95 were female and 91 were male. A multiple response questionnaire was used, and the statistical analysis used was descriptive frequency, crosstabs and inferential analysis. Children who practiced more physical activity are those in the 2nd grade: 70.8% (34), below these are the 3rd grade: 67.9% (36), with the 4th grade having 64.8% (35) and finally the 1st grade with 58.1% (18). In total 66.1% (123) engaged in physical activity and 33.9% (63) did not exercise in any sports club or municipal facilities. We have come to some conclusions, with regards to school transportation, almost all students are moving with motorized transportation where the majority cannot go out without family going with them to any activity, and we have also concluded that the female gender is more active than the males.
The study was initiated because one of the authors had a child in the family with Duchenne muscular dystrophy (DMD). The author was concerned about what could be done to improve the quality of life of this child. The hypotheses explored whether hydrotherapy could bring any relief or advantage in functional mobility to an individual with DMD and whether a water environment facilitates mobility, pleasure, and joy for a young child with Duchenne muscular dystrophy. Our sample had three individuals, all of them boys, 9-11 years of age. Two were the control group and didn’t practice any kind of physical activity and the other one was our two-year longitudinal case study during which he experienced hydrotherapy practice two times a week for forty-five minutes each. We applied the Egen Klassifikation (EK) scale to quantify the degree of movement limitation present at each of five measurement points over the two years. The variables analyzed were the physical activity issues and the EK scale values. The descriptive results showed that all three individuals increased their EK scale values over time, showing the inevitable progression of the disease. The individual who participated in the water activity sessions had the slower increase that we inferred, meant less deterioration in functional movement. No inferences can be drawn from these limited data, especially because only one individual experienced the water activities. This study does provide the impetus for subsequent, larger controlled studies to see if they could replicate these initial case study results.
Considerando que a prática de hidroginástica pode contribuir para um envelhecimento mais ativo e saudável. O estudo teve como objetivo conhecer o impacto das aulas de hidroginástica frequentadas ao longo de 4 meses na aptidão física dos idosos. A amostra foi constituída por 83 idosos, utentes das aulas de hidroginástica e foi dividida em 3 grupos tendo em conta o número de aulas frequentadas (Menos de 15; 15 a 25; mais de 25). Para a recolha de dados usamos a bateria de testes Funcional Fitness Test (Rikli & Jones, 1999). A aptidão física foi avaliada pelo investigador seguindo o protocolo de provas, sendo os testes aplicados numa sala adequada para o efeito e pela mesma ordem nos dois momentos (início e final do estudo com um intervalo de 4 meses). Quanto às provas estatísticas, não se verificando uma distribuição normal dos dados, aplicamos o teste não paramétrico para duas variáveis emparelhadas de Wilcoxon que nos permitiu verificar as diferenças entre os dois momentos de avaliação. Os resultados revelaram melhorias em praticamente todos os testes entre a 1ª e a 2ª avaliação. No teste levantar e sentar na cadeira o nº de repetições passou de 13,40 para 14,43, no teste flexão do antebraço passou de 18,24 repetições para 18,92, no teste sentado e alcançar a média apesar de ser negativa, passou de -5,47 cm para -3,46, no teste sentado, caminhar 2,44 metros e voltar a sentar passou de 6,40 segundos para 6,31, no teste, alcançar atrás das costas passou de -17,07 cm para -15,61cm. Encontramos melhorias estatisticamente significativas no teste levantar e sentar na cadeira (sig. = 0,011), no teste sentado e alcançar (sig. = 0,001) e no teste alcançar atrás das costas (sig. = 0,001). O número de aulas frequentadas ao longo dos 4 meses entre os grupos não se mostrou diferenciadora para a melhoria obtida. O 1º grupo apresentou melhorias significativas em 3 provas (levantar e sentar na cadeira (sig. = 0,006), no teste sentado e alcançar (sig. = 0,004) e no teste alcançar atrás das costas (sig. = 0,002)).O 2º grupo apresentou melhorias significativas apenas numa prova (alcançar atrás das costas (sig. = 0,023)) e o 3º grupo apresentou melhorias significativas apenas numa prova (sentado e alcançar (sig. = 0,002)). Conclusões: prática de hidroginástica teve um impacto positivo na melhoria dos resultados da aptidão física nos idosos e o número de aulas frequentado não se mostrou diferenciador nos resultados obtidos.