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O aumento da esperança de vida e o envelhecimento da população são desafios à capacidade de suporte intergeracional nas sociedades desenvolvidas. A idade, a incapacidade funcional e a deterioração do estado de saúde são fatores de institucionalização. O envelhecimento ativo, ao preservar a autonomia e funcionalidade, permite manter os indivíduos nas suas comunidades. As mudanças na estrutura das famílias e a crescente mobilidade dos seus elementos colocam novos problemas, para os quais são necessárias novas respostas. OBJECTIVOS: Identificar formas de manutenção da funcionalidade, monitorizar a autonomia após institucionalização e Identificar modelos alternativos. MATERIAIS E MÉTODOS: Apresentam-se dados de 2 estudos. a) Avaliação de um programa de fisioterapia com idosos institucionalizados (n=30) e b) Avaliação da capacidade de realização de AVD's básicas e instrumentais (n=27) após institucionalização, durante 6 meses, com um grupo de controlo (n=30) a viver na comunidade. RESULTADOS: No primeiro estudo os resultados revelam ganhos significativos em todas as variáveis controladas. No segundo estudo os idosos institucionalizados revelam um decréscimo mais acentuado nas AVD's básicas e nas instrumentais. DISCUSSÃO: A participação num programa de atividade revela uma reserva funcional que pode ser mobilizada, traduzindo-se em melhores níveis de funcionalidade e autonomia. Indivíduos que passam a ter suporte externo para a realização das AVD's parecem reduzir significativamente a capacidade para a sua realização. CONCLUSÃO:Manter a funcionalidade e a autonomia devem ser hoje objetivos integrantes de um envelhecimento ativo e apresentam-se como desafios para a solidariedade intergeracional, no que diz respeito ao objetivo de manter os idosos nas suas comunidades. Alguns exemplos de modelos alternativos à institucionalização devem ser explorados e aprofundados.
Education and training in the health professions benefit from methodological models linking professional practice and the training of students. The aim of this study is to describe a model of teaching and care physiotherapy integrated in a physiotherapist’s educational institution, understand student’s perspective involved in this training model, using a SWOT analysis. Students identify as Strengths a number of items that can be categorized as some of the key descriptors for the construction of professional identity.
INTRODUCTION: Ageing is an individual development process characterized by large variability between individuals. However, the aging stereotypes has usually an negative signal and may influence the way how older people see themselves. The proverbs, as a result of popular sense, usually reflect this ageism vision. The way as individuals do the interpretation of proverbs may reflect the environment and the capacity to have an personal view of age. OBJECTIVES: Evaluate the elderly's perspective about ageing and assess the relationship with sociodemographic conditions, social support, health conditions and functional status. METHODS: Descriptive, cross-sectional and correlational study. Sample of 118 subjects, predominantly female (59.2%) with mean age of 73.33 ± 9.24 years. The subjects interpret several proverbs related with ageing through interview. Data collection includes sociodemographic and health conditions, BARTHEL Index and an Satisfaction with Social Support scale. The MMSE (cognition) was used has to evaluate cognitive state and the capacity to participate in the study. RESULTS: Sample was organized in three groups. Youngest group (n=40; age 59-69) have a most positive perspective about ageing, better health conditions and functionality than other groups aged between 70-79 years and 80 or more years. The number of diseases, consumption of drugs or medical services and several sociodemographic conditions are related with negative perspectives about ageing. CONCLUSIONS: The elderly perspectives about ageing appear be modulated by age and is related with demographic and social conditions. Subject married or with family, with more education, better health status and autonomy present a more positive view of ageing process.
Objetivos: Avaliar e comparar os resultados obtidos de uma classe de movimento, relativamente à coordenação, independência, estado cognitivo e estado geral de saúde em idosos, com exercícios ritmados durante 8 semanas, duas vezes por semana. Materiais e Métodos: Amostra de conveniência constituída por 23 idosos. Foi realizado um estudo comparativo entre o momento inicial (T0) e o momento final (T1) da realização da classe de movimento. Os resultados foram avaliados pelo TUG (para mobilidade), SF-12v2 (para o estado de saúde) Índice de Barthel (para independência), MMSE (para capacidade cognitiva) LEMOCOT (para coordenação de membro inferior), Groningen Fitness Test – Block Transfer Test modificado (para coordenação do membro superior) e pela realização de tarefas de movimento coordenado (para coordenação motora). Resultados: Foram obtidos dados estatisticamente significativos (p≤0,05) para as variáveis de mobilidade, independência e coordenação motora, e uma melhoria, embora sem significado, no estado geral de saúde e capacidade cognitiva. Conclusão: Pode-se concluir que após a implementação da classe de movimento proposta, ocorreram melhorias ao nível da mobilidade, independência e coordenação motora, bem como, apesar de menos relevante, no estado de saúde geral e capacidade cognitiva.
Introdução e Objetivos: Este estudo avaliou a adesão dos idosos a um programa de exercícios e sua efetividade nos ganhos de mobilidade, estado geral de saúde, função cognitiva, equilíbrio e níveis de atividade física. Metodologia: Um programa de 8 semanas foi aplicado em 30 indivíduos de 3 localidades, sendo avaliados em t0 pelo TUG (mobilidade), SF-12 (estado geral de saúde), MMSE (cognição), Escala de Berg (equilíbrio) e IPAQ (níveis de atividade física) e em t1 (avaliação final). Duas das localidades foram avaliadas em t2 e t3, correspondendo aos follow-up de 3 e 6 meses. A adesão foi medida pela percentagem de faltas ao programa. Resultados: A Escala de Berg apresenta ganhos significativos entre t0-t1 (p=0,008) e t0-t2 (p=0,026). O SF-12 (domínio mental) revela ganhos entre t0-t3 (p=0,043). O IPAQ revela significância nas atividades vigorosas e sedentárias (p=0,009; p=0,001). A participação das sessões foi de 82,08%. Discussão: Em duas das localidades os indivíduos realizaram os exercícios em grupo, revelando ganhos no estado de saúde (domínio mental), equilíbrio e tempo em atividade vigorosa, com diminuição do tempo sedentário. Não houve ganhos na mobilidade, estado de saúde (domínio físico), função cognitiva e níveis de atividade física. A adesão ao programa foi elevada.
Fisioterapia
Objetivos: Avaliar e comparar os resultados obtidos de uma classe de movimento, relativamente à coordenação, independência, estado cognitivo e estado geral de saúde em idosos, com exercícios ritmados durante 8 semanas, duas vezes por semana. Materiais e Métodos: Amostra de conveniência constituída por 23 idosos. Foi realizado um estudo comparativo entre o momento inicial (T0) e o momento final (T1) da realização da classe de movimento. Os resultados foram avaliados pelo TUG (para mobilidade), SF-12v2 (para o estado de saúde) Índice de Barthel (para independência), MMSE (para capacidade cognitiva) LEMOCOT (para coordenação de membro inferior), Groningen Fitness Test – Block Transfer Test modificado (para coordenação do membro superior) e pela realização de tarefas de movimento coordenado (para coordenação motora). Resultados: Foram obtidos dados estatisticamente significativos (p≤0,05) para as variáveis de mobilidade, independência e coordenação motora, e uma melhoria, embora sem significado, no estado geral de saúde e capacidade cognitiva. Conclusão: Pode-se concluir que após a implementação da classe de movimento proposta, ocorreram melhorias ao nível da mobilidade, independência e coordenação motora, bem como, apesar de menos relevante, no estado de saúde geral e capacidade cognitiva.
Introdução e Objetivos: Este estudo avaliou a adesão dos idosos a um programa de exercícios e sua efetividade nos ganhos de mobilidade, estado geral de saúde, função cognitiva, equilíbrio e níveis de atividade física. Metodologia: Um programa de 8 semanas foi aplicado em 30 indivíduos de 3 localidades, sendo avaliados em t0 pelo TUG (mobilidade), SF-12 (estado geral de saúde), MMSE (cognição), Escala de Berg (equilíbrio) e IPAQ (níveis de atividade física) e em t1 (avaliação final). Duas das localidades foram avaliadas em t2 e t3, correspondendo aos follow-up de 3 e 6 meses. A adesão foi medida pela percentagem de faltas ao programa. Resultados: A Escala de Berg apresenta ganhos significativos entre t0-t1 (p=0,008) e t0-t2 (p=0,026). O SF-12 (domínio mental) revela ganhos entre t0-t3 (p=0,043). O IPAQ revela significância nas atividades vigorosas e sedentárias (p=0,009; p=0,001). A participação das sessões foi de 82,08%. Discussão: Em duas das localidades os indivíduos realizaram os exercícios em grupo, revelando ganhos no estado de saúde (domínio mental), equilíbrio e tempo em atividade vigorosa, com diminuição do tempo sedentário. Não houve ganhos na mobilidade, estado de saúde (domínio físico), função cognitiva e níveis de atividade física. A adesão ao programa foi elevada.
A intervenção dos fisioterapeutas no âmbito da Saúde na Comunidade deve ter por objectivos a promoção da saúde, a prevenção da doença e a intervenção com indivíduos e grupos. Devem estar presentes princípios como proximidade, acessibilidade, multidisciplinaridade, parcerias e indivíduos e populações. Esta intervenção pode ser prestada ao nível dos Cuidados de Saúde Primários, sendo os Centros de Saúde/Unidades de Saúde Familiar um local de eleição para a prestação dos cuidados de fisioterapia. As escolas de fisioterapia têm a responsabilidade de formar profissionais com competências específicas para esta intervenção. Nesse sentido a ESALD tenta, no seu plano curricular, contribuir para a formação de novos fisioterapeutas capazes de responder a este desafio, quer em Unidades Curriculares teórico-práticas, quer em Unidades de estágio e de Investigação.
Introdução: A osteoartrose é a condição degenerativa mais frequente ao nível da articulação da anca, sendo uma importante causa de incapacidade. A artroplastia total da anca tem-se revelado como o procedimento cirúrgico mais efectivo no alívio da dor e no aumento do estado funcional nos indivíduos com esta condição. A intervenção da fisioterapia permite reduzir o tempo de hospitalização e maximiza a a capacidade dos indivíduos na execução das suas actividades da vida diária. Objectivos: Avaliar os resultados de dois processos de cuidados de fisioterapia em indivíduos sujeitos a artroplastia total da anca através da medição do equilíbrio, distribuição de carga corporal, estado funcional e estado geral de saúde; Identificar possíveis padrões de prática da fisioterapia utilizados no pós-operatório da artroplastia total em Portugal. Amostra: Os participantes no estudo são maioritariamente homens (n=21, 51,2%), com uma média de idades de 69,73 (± 4,83 anos) e um Índice de Massa Corporal de 28,98 (± 3,91). Os indivíduos foram organizados em 2 grupos, com o primeiro (n=29) a realizar tratamento convencional e o segundo (n=12) tratamento convencional, mais hidroterapia. Instrumentos: Utilizou-se o MOS SF-12, para avaliar o estado geral de saúde, o WOMAC para o estado funcional, 10 itens da Berg Balance Scale, para avaliação do equilíbrio e duas balanças digitais para avaliar a distribuição de carga. Os sujeitos foram avaliados no início da intervenção e três meses depois ou no momento da alta quando esta decorreu neste intervalo de tempo. Resultados: Não se encontraram diferenças significativas, nas variáveis estudadas, entre os dois grupos; verificaram-se melhoras significativas entre os dois momentos de avaliação; as modalidades terapêuticas utilizadas na prática da fisioterapia para esta condição, nos vários locais onde se recolheram dados, revelaram um modelo de prática consensual.
Purpose: Evaluate the effects of a movement class in the flexibility, muscle strength, balance, fear of fall, quality of life and functional performance, in institutionalized elderly. Subjects: 30 subjects were randomly assigned in one convenience sample. Methods: The study was accomplished between t0 and t1, before and after the movement class. The results of the study were measured by the Medical Outcomes Studies 12-item Short-Form (MOS SF-12), Physical Performance Test (PPT-9), Berg Balance Scale, Dynamometer, Modified Back-scratch Test, Chair Sit-and-reach Test, Timed Up n Go test and Falls Efficacy Scale International - FES-I. Results: There were obtained significant data (p ≤0,05) for the variables in study, with the experimental protocol (between t0 and t1), with an increase of the variables. Conclusion: The implementation of a experimental protocol during 4 weeks, showed significant improvements at the level of the state of life, physical acting, muscle strength, flexibility of the superior and inferior members, balance mobility and fear of fall.
Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar e identificar a influência da institucionalização na capacidade de realização das atividades da vida diária instrumentais (AVDI) pelas pessoas idosas. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal, comparativo e descritivo que envolve a aplicação da Escala de Lawton e Brody para as AVDI a pessoas com mais de 65 anos em quatro momentos distintos: no momento de entrada do sujeito no lar e nos sujeitos residentes na sua própria habitação e passados 3, 6 e 12 meses após o primeiro momento para ambos os grupos. Os sujeitos do estudo foram obtidos por conveniência e a recolha dos dados ocorreu entre julho de 2011 e maio de 2012 nos distritos de Castelo Branco e Viseu. Para análise dos dados foi utilizado o software Statistical Package for the Social Scienses (SPSS) versão 20. Resultados: Os resultados provisórios após os três primeiros momentos de avaliação indicam um aumento da dependência na capacidade de realização das AVDI. Para as pessoas idosas residentes em lares no momento T0 a pontuação média da escala é de 20,96, aumentando no momento T1 para 23,96 e no momento T2 para 25,11. Já nas pessoas idosas residentes na sua própria casa no momento T0 a pontuação média da escala é de 14,50, aumentando no momento T1 para 14,57 e no momento T2 para 14,90. Conclui-se que o nível de dependência dos sujeitos institucionalizados é superior em todos os momentos de avaliação aos que residem nas suas próprias habitações. Todos os valores mencionados apresentam significância estatística, com um valor de p <0,05. Na análise do comportamento de ambos os grupos com a comparação dos vários momentos de avaliação entre si, conclui-se que os dois grupos aumentaram o grau de dependência entre cada momento de avaliação. Contudo, as perdas são mais evidentes nos idosos institucionalizados. Conclusão: Há um aumento de dependência para a realização das AVDI em ambos os grupos, mais evidente nos idosos institucionalizados, como sugere a literatura (1-2). Sugere-se assim que as instituições e as próprias famílias elaborem estratégias que permitam manter a autonomia e a funcionalidades destas pessoas idosas.
Introdução: A população sénior apresenta maior risco de desenvolver determinadas condições clínicas(1, 2), pelo que é essencial o desenvolvimento de actividades no âmbito da educação em saúde, dando ênfase à sensibilização para a minimização de comportamentos de risco e promoção de um estilo de vida saudável associados à transmissão de conhecimentos relacionados com a saúde. As Escolas Superiores de Saúde, como formadoras de futuros profissionais de saúde, devem integrar-se na comunidade onde se inserem e, ao desenvolverem projetos em Universidades Séniores, podem contribuir para uma ligação e suporte intergeracional, com benefícios para a saúde e qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) da população sénior, e benefícios na experiência dos futuros profissionais de saúde. Objectivos: Promover a aprendizagem sobre diversas condições clínicas, modificar os comportamentos individuais e melhorar a QVRS dos alunos da Universidade Sénior Albicastrense (USALBI), através do desenvolvimento de um projecto de intervenção na comunidade no âmbito da licenciatura em Fisioterapia. Materiais e Métodos: Após entrega de um questionário para se estabelecerem as temáticas de Educação em Saúde, foram realizadas sessões sobre diversas condições clínicas que envolviam uma componente teórica e prática durante 8 semanas (16 de Abril a 6 de Junho), e uma classe de hidroterapia. Os alunos da USALBI foram avaliados em dois momentos: na primeira sessão que cada aluno assistiu (T0) e após as 8 semanas de intervenção (T1), onde foi aplicado o Questionário de Estado de Saúde (SF-12v2) para avaliar a QVRS, o Questionário Internacional de Actividade Física (IPAQ) para avaliar o nível de actividade física, e um questionário para avaliar a eficácia das sessões (parâmetro incorporado apenas em T1), e o impacto das sessões na sensibilização para a diminuição do consumo de bebidas alcoólicas e tabaco, realização de uma alimentação saudável e manutenção de um peso corporal adequado. Resultados: Foram avaliados 108 alunos da USALBI, com idade média de 69,41±7,28 anos e um Índice de Massa Corporal (IMC) de 26,98±4,12 Kg/m2, em que nenhum era fumador. Verificaram-se efeitos positivos ao nível do escalão de obesidade, hábitos alimentares, consumo de bebidas alcoólicas, nível de actividade física e quantidade de informação retida durante as sessões. Quanto à QVRS, não houve diferenças significativas entre T0 e T1 (p>0,05). Foram encontradas melhorias significativas nos valores de IMC (p=0,049) e na categoria do IPAQ (p=0,015) entre T0 e T1, e uma correlação negativa entre a idade e a componente de saúde física do SF-12v2. Conclusão: Um programa de Educação em Saúde de 8 semanas, que envolva sessões sobre diversas condições clínicas e realização de actividade física em meio terrestre e aquático, permite sensibilizar para a minimização de comportamentos de risco e promoção de um estilo de vida saudável, e aumentar os conhecimentos relacionados com a saúde dos séniores, pelo que as colaborações intergeracionais trazem benefícios neste contexto.
Introdução: O envelhecimento da população, a alteração da configuração da clássica pirâmide demográfica e as alterações das estruturas familiares colocam novos problemas às sociedades contemporâneas e à solidariedade intergeracional. Monitorizar a evolução da capacidade de realização de AVD’S após a institucionalização é uma necessidade para a reflexão sobre o papel das organizações de apoio à pessoa idosa (Millán-Calenti, 2010; Formiga, 2010). Objetivo O objetivo do estudo é avaliar as perdas na capacidade de realização de Atividades básicas da Vida Diária (AbVD’s) numa população idosa, ao longo de um período de um ano. Metodologia Estudo longitudinal com 57 indivíduos com 80,2 ± 7,9 anos, residente em instituições habitacionais para a 3ª Idade (n=27; 47,4%) e na própria comunidade (n=30; 52,6%), nas regiões de Castelo Branco e Viseu. Resultados de uma fase de avaliação preliminar de 6 meses. Amostra de conveniência avaliada pelo Índice de Katz aplicado em 3 momentos diferentes (1º, 4º e 7º mês do estudo). Análise estatística com testes de Wilcoxon e Mann-Whitney, e ainda com o teste t de Student, para comparação de médias. Resultados A amostra apresenta uma média cerca de 7 pontos (7,1 ± 1,4) no Índice de Katz, em t0; 7,4 ± 1,9 em t1 e 8,2 ± 2,3 em t2. No Grupo 1 (indivíduos institucionalizados), as pontuações são mais elevadas, com 7,4 ± 1,6 em t0; 8,5 ± 2,1 no segundo momento de avaliação e 9,3 ± 2,6 no último. O Grupo 2 apresenta uma pontuação média de cerca de 7 pontos nos 3 momentos de avaliação. Na comparação das médias destas pontuações, o Grupo 1, apresenta uma diferença total de -1,8 ± 1,9 ao longo do estudo, enquanto o Grupo 2, sofreu uma progressão total de meio ponto (-0,5 ± 0,9). Conclusão Ambos os Grupos revelaram perdas na capacidade de realização de AbVD’s, com significado estatístico, ao longo do tempo. Estas perdas, com significado estatístico, são mais acentuadas no Grupo dos indivíduos institucionalizados.
INTRODUÇÃO O Acidente Vascular Cerebral continua a ser a condição mais prevalente e com grande impacto na sociedade, sendo classificado como a doença crónica mais incapacitante, apesar dos inúmeros avanços ao nível da prevenção e intervenção perante o AVC. A mortalidade tem diminuído, contudo a taxa de incidência do AVC mantém-se, e o número de indivíduos com sequelas de AVC e a necessitar de reabilitação pode aumentar, considerando o aumento da esperança média de vida da população portuguesa. OBJECTIVOS Caracterizar os cuidados de fisioterapia prestados e avaliar os seus resultados na independência funcional e no estado de saúde de uma amostra de sujeitos após AVC. METODOLOGIA Estudo descritivo, longitudinal, não experimental, com uma amostra de 27 sujeitos organizados em quatro grupos consoante o processo de cuidados de fisioterapia recebidos, com quatro momentos de avaliação. Foi avaliada a independência funcional (Indice de Barthel) e a perceção do estado de saúde (MOS-SF-12).Para análise estatística utilizaram-se testes não-paramétricos (Wilcoxon-Mann-Whitney) na comparação entre grupos e medidas de tendência central e de dispersão para caracterização da amostra. RESULTADOS Os 27 participantes pertenciam a uma população de 51 indivíduos internados num Serviço de Medicina Interna, após AVC. Foram distribuídos em quatro grupos: grupo A, que não realizou tratamentos de fisioterapia (n=3; 72,00±2,646 anos; 66,7% masculino); grupo B que recebeu cuidados de fisioterapia no internamento (n=4; 80,00±8,124 anos; 75,0% masculino); grupo C que recebeu cuidados de fisioterapia no ambulatório (n=8; 71,50±6,481 anos; 62,5% masculino) e grupo D que recebeu cuidados em internamento e ambulatório (n=12; 71,25±9,275 anos; 33,3% masculino). Nas relações inter-grupos para a independência funcional e para o estado de saúde, encontraram-se diferenças significativas entre os grupos que receberam e os que não receberam cuidados de fisioterapia. Em relação à independência funcional, contudo foi na comparação entre os grupos C e D que o valor de p teve maior significância. Em relação ao estado de saúde, apenas se obteve significância estatística, bastante forte, para a relação entre os grupos C e D. CONCLUSÕES Foram encontradas diferenças na avaliação inicial entre os grupos, que poderão explicar o recurso à intervenção da fisioterapia. Nos grupos que receberam cuidados de fisioterapia estes mostraram resultados significativos com vantagem para o grupo que recebeu cuidados ao longo de todo o processo de recuperação funcional.
Dissertação apresentada às Escolas Superior de Educação e de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Gerontologia Social.
Dissertação apresentada às Escolas Superior de Educação e de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Gerontologia Social.
Dissertação apresentada às Escolas Superior de Educação e de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Gerontologia Social.
Dissertação apresentada às Escolas Superior de Educação e de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Gerontologia Social.
Introdução: São conhecidos os efeitos positivos do exercício terapêutico no estado depressivo e estado cognitivo do idoso. Objetivo: Este estudo teve como objetivos avaliar e comparar os efeitos de um protocolo de coordenação motora, com a duração de 8 semanas, duas vezes por semana, 50 minutos cada sessão, no estado depressivo e estado cognitivo. Metodologia: 30 idosos (81,43 ±8,97 anos), 66,7% mulheres, clinicamente estáveis e capazes de realizar marcha, numa amostra por conveniência, participaram num protocolo de coordenação motora. Foram avaliados antes da intervenção (t0) e depois (t1) pela Escala de Depressão Geriátrica, EDG, (estado depressivo) e pela Mini-Mental State Examination, MMSE, (estado cognitivo). Resultados: Na EDG, no t0, o valor médio foi de 13,27 (±5,30) e no t1 foi de 11,37 (±6,15). Na MMSE, o valor médio em t0 foi 23,97 (±4,20), enquanto no t1 foi 26,1 (±3,86). As melhorias nos resultados foram estatisticamente significativas tanto no estado depressivo (p=0,000) como no estado cognitivo (p=0,000). Discussão: O protocolo usado neste estudo foi capaz de promover melhorias estatisticamente significativas (p≤0,05) no estado depressivo e estado cognitivo.
Introdução: São conhecidos os efeitos positivos do exercício terapêutico no estado depressivo e estado cognitivo do idoso. Objetivo: Este estudo teve como objetivos avaliar e comparar os efeitos de um protocolo de coordenação motora, com a duração de 8 semanas, duas vezes por semana, 50 minutos cada sessão, no estado depressivo e estado cognitivo. Metodologia: 30 idosos (81,43 ±8,97 anos), 66,7% mulheres, clinicamente estáveis e capazes de realizar marcha, numa amostra por conveniência, participaram num protocolo de coordenação motora. Foram avaliados antes da intervenção (t0) e depois (t1) pela Escala de Depressão Geriátrica, EDG, (estado depressivo) e pela Mini-Mental State Examination, MMSE, (estado cognitivo). Resultados: Na EDG, no t0, o valor médio foi de 13,27 (±5,30) e no t1 foi de 11,37 (±6,15). Na MMSE, o valor médio em t0 foi 23,97 (±4,20), enquanto no t1 foi 26,1 (±3,86). As melhorias nos resultados foram estatisticamente significativas tanto no estado depressivo (p=0,000) como no estado cognitivo (p=0,000). Discussão: O protocolo usado neste estudo foi capaz de promover melhorias estatisticamente significativas (p≤0,05) no estado depressivo e estado cognitivo.
Introdução: Segundo dados recentes da literatura, o exercício físico é das intervenções mais eficazes para diminuir e atrasar os efeitos da incapacidade associados ao envelhecimento (1). Diversos estudos apontam que o treino de exercício multidimensional quando realizado em espaços verdes, traduz-se em maiores ganhos em termos físicos e mentais para as populações envolvidas (2-5). Objectivos: Promover a saúde das pessoas com idade ≥ 65 anos; Instituir o hábito da atividade física regular em grupo e em espaços verdes, alertando para a importância da realização regular de atividades aeróbias, com exercícios posturais, de equilíbrio, treino propriocetivo e relaxamento; Aumentar a dinâmica do projeto da ESALD “Prestação de Serviços à Comunidade”. Metodologia: O “FisioWalking”(FW) é uma intervenção centrada numa atividade aeróbia, a marcha, sendo esta realizada ao ar livre e intercalada por exercícios posturais, de coordenação, equilíbrio, flexibilidade e de propriocepção e finalizada por uma sessão de relaxamento. O FW foi efetuado 2 vezes por semana, com a duração de 1 hora por sessão, ao longo de 7 semanas. Com o intuito de avaliar a sensibilidade da população à mudança e, consequentemente, a eficácia do projeto, este teve dois momentos de avaliação, T0 e T1. Todos os participantes foram submetidos a um exame subjetivo e à realização de três medidas de avaliação. O exame subjetivo foi realizado através de um questionário e as três medidas de avaliação utilizadas foram: SF-12; Timed Up and Go Test; e Escala de Borg. Conclusão: Foram obtidas diferenças significativas (p<0,05), ao nível da saúde física, do equilíbrio e risco de queda e da resistência ao esforço. Só ao nível da saúde mental não foram obtidas diferenças significativas, pois apresenta um p=0,878. O FW demostra ser efetivo e eficaz para os objetivos a que se propõe. Esta intervenção foi aplicada a pessoas com idade ≥ 65 anos, mas a promoção da saúde e prevenção da doença poderão ser efetuadas mais cedo, sendo que o FW poderá ser aplicado a qualquer grupo etário que reúna as condições pretendidas.
O envelhecimento determina a necessidade de intervenções no âmbito da promoção da saúde. Com o avançar da idade, a deterioração estrutural e funcional ocorre na maioria dos sistemas fisiológicos, mesmo na ausência de doença. Alterações do equilíbrio, mobilidade limitada e medo de quedas são frequentemente mencionados como principais factores de risco de quedas, contribuindo para o risco de fracturas, admissões hospitalares, requisição de cuidadores, institucionalização e até morte. A evidência sugere que a actividade física regular traz benefícios substanciais à saúde dos idosos. Materiais e Métodos Estudo comparativo e longitudinal. Amostra de conveniência, constituída por 25 indivíduos, residentes na comunidade. Os sujeitos foram incluídos num dos grupos em estudo (protocolo de classe de movimento no solo - 9 indivíduos; protocolo de hidroterapia – 16 indivíduos). Foi aplicado previamente o MMSE, para avaliar a ausência de défice cognitivo nos adultos idosos. A média de idades dos participantes foi de 69,08 (±7,16) anos e o IMC de 28,56 (±3,49). Os instrumentos utilizados foram a Escala de Equilíbrio de Berg, a Falls Efficacy Scale, o Timed Up Test and Go, o SF-12-V2. A recolha de dados foi realizada no início e final da intervenção, que se realizou durante 4 semanas. Resultados Os grupos em estudo não apresentavam diferenças significativas antes da intervenção, com excepção da dimensão mental do SF-12-V2. Ambos os grupos revelaram melhorias significativas na dimensão física do SF-12-V2, no equilíbrio, no risco de quedas e na mobilidade. Na comparação entre grupos o grupo que realizou exercícios no solo apresenta maiores ganhos no equilíbrio e no risco de quedas, com diferenças estatisticamente significativas relativamente ao grupo que realizou hidroterapia. Conclusão A realização de um protocolo de exercícios no solo mostrou-se mais efectivo para o equilíbrio e o risco de quedas.
O envelhecimento é um processo biológico e psicológico que afeta os indivíduos a nível pessoal, familiar e social. É um processo de perda gradual das funções orgânicas. É considerado multi-dimensional e multifatorial, em que condições crónicas são uma realidade, podendo originar incapacidade e restrição da participação dos sujeitos. O exercício terapêutico apresenta-se como uma intervenção eficaz para a redução e atraso dos efeitos da incapacidade associados ao envelhecimento. A intervenção da fisioterapia em unidades de hemodiálise não é, ainda, uma realidade comum, apesar de alguns estudos internacionais referirem a existência da mesma. Inclusivamente, em Portugal, o Fisioterapeuta não consta na equipa de técnicos recomendados para estas unidades. Objetivo: Pretendeu-se com esta intervenção potenciar a funcionalidade e qualidade de vida dos utentes da Unidade de Hemodiálise da ULSCB, EPE, através do exercício terapêutico. Metodologia: O programa de intervenção envolveu 9 sujeitos de 69,67 ± 3,97 anos. A intervenção teve a duração de 5 semanas e frequência de 3 sessões/semana, durante as duas primeiras horas de hemodiálise. A intervenção consistiu num conjunto de exercícios para os membros superiores e inferiores com pesos livres, de evolução progressiva de acordo com a capacidade física de cada participante. Foram ainda realizadas 3 palestras com uma vertente de ensino aos sujeitos. Discussão: Como implicações para a prática, este Programa de Intervenção obteve resultados ao nível da redução da dispneia, nível de depressão, ansiedade e stress, e dor, bem como um aumento de conhecimentos dos utentes sobre o exercício. De um modo geral, este programa promoveu melhorias nas relações sociais e do bem-estar da população, nos cuidados de saúde prestados e ao nível da funcionalidade dos participantes. O modelo pode ser facilmente adotado e reproduzido por outras unidades de hemodiálise, em colaboração com profissionais e serviços de fisioterapia.
Population aging is a global phenomenon. It is a progressive and irreversible multifactorial process. It is strongly influenced by the environment, in particular, lifestyles and stages of disease.Functional capacity can be evaluated through the basic activities of daily living (BADL’s) and instrumental activities of daily living (IADL’s) which are essential to the autonomy of the elderly.
Introdução O AVC é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade em todo o mundo. Em Portugal é a primeira causa de morte e de incapacidade nos idosos. A localização e extensão da lesão determinam o quadro neurológico apresentado pelo indivíduo. Segundo vários estudos e orientações internacionais a prestação de cuidados de fisioterapia em indivíduos com sequelas de AVC em condição crónica tem resultados positivos a nível de equilíbrio, coordenação da marcha e mobilidade, mas esses efeitos não são clinicamente significativos e são temporários. Objetivos Verificar a efectividade dos cuidados de fisioterapia em indivíduos com sequelas de AVC em condição crónica, após dois meses de tratamentos de fisioterapia; comparar os resultados com indivíduos nas mesmas condições sem cuidados de fisioterapia; reavaliar e comparar ambos os grupos no final de quatro meses. Metodologia Estudo não experimental do tipo comparativo e corte longitudinal. A amostra foi constituída por vinte sujeitos, com episódio de AVC anterior, ocorrido entre 12 e 30 meses antes, que se encontrava em lista de espera para receber cuidados de fisioterapia. O estudo teve três momentos de recolha de dados: imediatamente antes do início dos tratamentos (T0), no final dos tratamentos (T1) e dois meses após o fim dos tratamentos (T2), para o grupo que recebeu tratamento. Os sujeitos que não receberam tratamento foram avaliados nos mesmos intervalos de tempo. Utilizou-se o Índice de Barthel para avaliar as actividades da vida diária, e o número de passos e distância percorrida num minuto. Utilizaram-se testes estatísticos não paramétricos nas comparações entre grupos. Resultados. A comparação das variáveis em T0 não revelou diferenças significativas entre grupos. O grupo que recebeu cuidados apresenta ganhos significativos em algumas variáveis em T1, mas sem significado quando comparado com o grupo que não recebeu cuidados. No follow-up aos quatro meses não se encontram diferenças significativas quando se comparam os dois grupos. Conclusões Cuidados de fisioterapia produzem alterações significativas em indivíduos com sequelas de AVC em condição crónica a nível da marcha e AVD´s, mas essas alterações não são significativas quando comparadas com as alterações encontradas em indivíduos nas mesmas condições a quem não foram prestados cuidados de fisioterapia, e os resultados revelaram-se temporários.
Objectivos: Avaliar o desenvolvimento cognitivo, a melhoria do desempenho físico e interacção em grupo e, o desenvolvimento comportamental e de comunicação, em indivíduos com distúrbios mentais submetidos a classes de estimulação. Metodologia: Antecedendo o início das sessões procedeu-se a uma avaliação inicial de 6 indivíduos adultos institucionalizados, com Deficiência Intelectual, de moderada a severa, recorrendo a três instrumentos de avaliação, incluindo o Mini Mental State (MMS), Teste de Desempenho Físico Modificado (TDFM) e o Protocolo de Observação Comportamental (PROC). Esta avaliação permitiu uma consciencialização das principais necessidades a suprir nas 20 classes de estimulação realizadas e foi posteriormente comparada com uma avaliação final. Resultados: A análise dos resultados revelou uma maior evolução no campo comportamental, com uma média de elevação na pontuação do PROC de 26,33, seguido de um aumento médio da pontuação do TDFM de 3,83 e de 2,83 no MMS. Discussão/Conclusões: As singularidades de cada indivíduo com transtornos do foro mental geram um desafio à sua intervenção em grupo, no entanto esta pode ser a resposta a um desenvolvimento do comportamento adaptativo e social. A nível cognitivo a evolução centrou-se na orientação, memória e nomeação. Os valores alcançados pelo TDFM referem-se, não ao alcance de novas capacidades físicas, mas à rapidez de execução das tarefas. Contudo, as melhorias mais significativas representaram-se principalmente na capacidade de comunicação e compreensão, reflectidas na interacção dos indivíduos em diferentes situações, com diferentes objectos e pessoas. Apesar da amostra deste estudo incluir um grupo restrito de indivíduos, a ênfase deve ser dada às necessidades e problemas encontrados na avaliação, e não ao diagnóstico. Desta forma, podemos pressupor que esta intervenção pode ser aplicada a indivíduos com características cognitivas, comportamentais, sociais e físicas semelhantes.
Introdução: A Organização Mundial de Saúde define Saúde Sexual como um estado de completo bem-estar físico, emocional, mental e social associado à sexualidade, devendo os direitos sexuais de todas as pessoas ser respeitados, protegidos e satisfeitos. O reconhecimento destes direitos colide, muitas vezes, numa série de preconceitos e mitos relativamente aos idosos no que diz respeito à sexualidade na terceira idade uma vez que, para grande parte da nossa sociedade, os idosos são vistos como seres assexuadas e desprovidos de desejo ou necessidades sexuais. Objetivos: Avaliar as atitudes e os níveis de conhecimento daqueles que cuidam dos idosos, num contexto institucional, em relação à sexualidade na terceira idade e quais as variáveis que podem influenciar ou determinar as dimensões avaliadas. Metodologia: Estudo exploratório, comparativo e correlacional, com amostra por conveniência constituída por 329 cuidadores formais de 16 instituições de apoio a idosos do distrito de Castelo Branco. Na recolha de dados foi utilizado um questionário de caracterização sociodemográfico da amostra e a Aging Sexual Knowledge and Attitudes Scale que avalia os conhecimentos e atitudes em relação à sexualidade na terceira idade. Resultados: Foi encontrada uma correlação positiva entre os níveis de conhecimentos e as atitudes e, de uma forma geral, os cuidadores apresentam bons níveis de conhecimentos e atitudes permissivas em relação à sexualidade na terceira idade, apesar de nenhum dos sujeitos ter recebido formação especifica na área da sexualidade na terceira idade. Os sujeitos mais velhos, com mais anos de experiência e com qualificações mais baixas apresentam menos conhecimentos e atitudes significativamente menos permissivas. Conclusões: Existe uma forte relação entre os conhecimentos e as atitudes em relação à sexualidade na terceira idade. O perfil sociodemográfico, as habilitações e a experiência profissional apresentam relações significativas com os conhecimentos e atitudes avaliados, reforçando a necessidade de formação na área da sexualidade na terceira idade, como forma melhorar a qualidade dos serviços e o reconhecimento dos direitos das pessoas idosas.
Introdução: O envelhecimento além da diminuição da capacidade funcional acarreta consigo outros problemas, pois do ponto de vista vivencial o idoso está a passar por uma situação de perdas contínuas que são o motivo para o aparecimento de sentimentos de solidão e isolamento, e consequentemente dar origem a estados depressivos. Todas as restrições e efeitos negativos, associados ao avançar da idade podem conduzir a alterações na capacidade funcional e no estado cognitivo, resultando num conjunto de limitações funcionais e fragilidades, com consequente perda de mobilidade, de autonomia, da qualidade de vida e uma maior probabilidade de um acréscimo de problemas de saúde. Uma melhor compreensão dos fatores que contribuem para a qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) pode ajudar a desenvolver e aplicar estratégias de promoção da saúde do idoso. Objectivos: Avaliar a funcionalidade da pessoa idosa, através da força, mobilidade e nível de atividade física com outras variáveis do sujeito como o estado cognitivo, a depressão e o estado de saúde e perceber quais os instrumentos que melhor se correlacionam com as variáveis mencionadas. Relacionar estas variáveis com as características sociodemográficas e os consumos de cuidados de saúde. Metodologia: Estudo descritivo, transversal e correlacional. Amostra selecionada através de um conjunto de critérios de exclusão e inclusão, nos distritos de Castelo Branco e s Santarém; amostra de conveniência com 118 indivíduos, predominantemente feminina (71,2%), com média de idade de 79,53 ± 7,815 anos, residindo maioritariamente em instituições para a terceira idade (55,1%). Os instrumentos utilizados foram o Mini Mental State Examination, a Escala Geriátrica de Depressão, o Questionário do Estado de Saúde - SF12, o International Physical Activity Questionnaire, o Time Up and Go e a força de preensão manual. Resultados: Encontraram-se resultados significativos nas correlações entre o estado cognitivo, o estado depressivo e as dimensões do estado de saúde. Foi possível verificar relações significativas entre estas variáveis e o nível de atividade física, bem como com medidas da função física (força de preensão, mobilidade). Verificaram-se ainda relações significativas com algumas variáveis sociodemográficas e os consumos de cuidados de saúde. Conclusões: A relação entre as dimensões física e cognitiva, a sua relação com estados depressivos, com fatores sociodemográficos e com a percepção do estado de saúde permitem compreender a funcionalidade como uma dimensão global determinante no entendimento do envelhecimento e dos seus efeitos.
Introdução: O aumento da população idosa associada ao aumento da longevidade humana, a prevalência de doenças crónicas e de incapacidade, faz emergir a importância de um grupo profissional crucial para a prestação de cuidados em instituições para pessoas idosas: os cuidadores formais não diferenciados. A formação multidisciplinar destes profissionais pode ser a chave para uma política de cuidada digna e de qualidade. Torna-se pois necessário conhecer o perfil destes cuidadores formais, o tipo de formações que realizam, e a sua relação com a qualidade de vida. Objectivos: Avaliar e comparar o perfil sociodemográfico, níveis de formação e de qualidade de vida de cuidadores formais de instituições geriátricas com e sem fins lucrativos, assim como estudar a relação entre a existência de formação e os níveis de qualidade de vida. Metodologia: Estudo exploratório, descritivo e comparativo, com amostra por conveniência constituída por 254 indivíduos de 15 instituições de apoio a idosos do distrito de Castelo Branco, subdividida em dois grupos: com e sem fins lucrativos. Na recolha dos dados foi utilizado um questionário de caracterização sociodemográfico e laboral da amostra, um questionário de recolha dos níveis de formação e o WHOQOL-BREF, para avaliar a Qualidade de Vida (QV) dos cuidadores. Resultados: Observaram-se diferenças entre o perfil dos cuidadores de instituições com e sem fins lucrativos em algumas variáveis sociodemográficas. Os cuidadores de instituições sem fins lucrativos têm maior número de formações, mas menos frequentes. Relativamente à QV, os cuidadores revelaram pontuações abaixo dos valores de referência para a população portuguesa, mas sem diferenças entre grupos. Verificaram-se melhores níveis de QV no domínio Físico (p= 0,038), Psicológico (p=0,003) e Social (p=0,009) em indivíduos que referem possuir formação na área em que trabalham. Conclusões: As relações encontradas entre o perfil formativo, a QV e algumas variáveis sociodemográficas indicam a necessidade de as organizações formativas e as prestadoras de cuidados se comprometerem a proporcionar formação e actualizações contínuas aos cuidadores formais, que incidam na promoção de conhecimentos e de competências relativamente ao cuidado, garantindo melhores cuidados às pessoas idosas e melhor QV a estes profissionais.
Introduction: Physical activity and exercise in the elderly has main importance for improving health and quality of life. The exercise prevent incapacity and reduce chronic diseases impact. However most of this population remains sedentary according their lifestyle and increases the chances to becoming dependent of others. The implementation of one home-based program could be more effective for improving physical activity, but is necessary the individual's participation. Program adherence is modulated by psychological and social determinants, moreover low adherence levels are usualy in elderly that living alone and without regular exercise practice. Objectives: The main purpose of this study was to evaluate a home-based exercise program adherence and control his results during six months on elderly rural population. Methods: This study was made in two communities, counting with a sample of 16 participants. The assessment was made in two different moments (T0 and T1), corresponding to the beginning and to the end of the exercises program. A follow-up of 3 and 6 months was also accessed. The individuals performed the exercises twice a week for 8 weeks (in September/October 2013). Local and phone sessions were made by the physiotherapist for assessing the compression and execution of the domiciliary exercises. Adherence was measured by records made by the participants. Assessment includes TUG (mobility), SF-12 (health condition), IPAQ (physical activity levels) and MMSE (cognitive condition). Results: One of the communities perform the exercise program in a community space, with high team spirit and strong adherence. At the end of the program that participants had improvement their health condition, mobility and increase their physical activity levels. Conclusion: Perform an exercise program on community revealed high levels of participant's adherence to the exercise and introduced changes to the home--based program, improving the participation.
INTRODUCTION: The effects associated with aging may lead to changes in the functional status and cognitive ability, resulting in a set offunctional weaknesses and limitations, with consequent loss of mobility, autonomy and quality of life and a higher probability of anincrease of health problems. A better understanding of the factors that contribute to quality of life related to health can help physicaltherapists to select, to develop and implement strategies to promote the health of the elderly. OBJECTIVES: Evaluate the functionality ofthe elderly, through strength, mobility and physical activity level and relate to cognitive status, depression, and health status; understand which instruments are better related to the variables. METHODS: Descriptive, cross-sectional and correlational study. Sample of 118 subjects, predominantly female (71.2%) with mean age of 79.53 ± 7.815 years, mostly residing in institutions for the elderly (55.1%). The instruments used were the MMSE (cognition), the GDS (depression), the SF12 (health status), the IPAC (physical activity levels), the TUG (mobility) and handgrip strength. RESULTS: We have found significant correlations between the cognitive status, depressive mood and dimensions of health outcomes. It was possible to identify significant relationships between these variables and the level of physical activity, as well as measures of physical function (grip strength, mobility). There were also significant relationships with sociodemographic variables and the consumption of health care. CONCLUSIONS: The relationship between cognitive and physical dimensions, their relationship to depressive states, with sociodemographic factors and the perception of health status allow us to understand the functionality as a decisive global dimension in the understanding of aging and its effectsThe mobility measured by the TUG, is revealed as an appropriate assessment instrument for physiotherapists in subjects with depression or cognitive changes.
Introduction: Work-Related Musculoskeletal Disorders (MSDs), associated with execution of musical performance, are usually referred to the upper limb, neck and lumbar spine. Objective: The general objective of this study is to evaluate the effectiveness of an exercises protocol of muscle relaxation in the decrease of pain, discomfort and activity levels of the neck and shoulder muscles in different types of musicians with musculoskeletal disorders. Methods: The sample was composed by 12 students of the music course of Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, who were divided in two groups: strings (7 participants) and wind (5 participants). The sample was composed by 7 male and 5 female musicians with an average age of 20,75 years. Data collection was performed in two stages: T0 before the realization of protocol and T1 after the application of the intervention. In the two moments, the instruments and scales used were the Surface Electromyography (sEMG), Visual Analogue Scale (VAS) of pain and discomfort in the neck-shoulder and Neck and Upper Limb Index (NULI-20). About EMG, the data collection was realized while participants performed a 15 minutes repertoire wherein the muscles evaluated were the trapezius (upper, middle and lower) and the deltoids (anterior, middle and posterior). Intervention protocol consisted in relaxation and stretching exercises of the muscles in study realized in class and autonomous execution in the beginning, break and final of the instrumental daily practice of each one of the participants with duration of 4 weeks. Results: There is a significative decrease in the VAS of pain (p=0,008) and discomfort (p=0,012) but not significative in the values of NULI-20 and RMS (p>0,05). Conclusions: Intervention protocol applied in this study was effective in the decreased intensity of pain and discomfort and contributed to the decrease of the values of NULI-20 and myoelectric activity levels of trapezius and deltoids, although without significance. These results confirm the idea that prevention programs should be early implemented in music schools in order to avoid the appearance of PRMD in this population.
Introduction: The peculiarities of each individual with mental disorders concerns a challenge to their intervention in group, however this might be the answer to a development of adaptive and social behavior. Objectives: Assess cognitive development, improvement of physical performance and group interaction, and progress of behavioral development and communication, in individuals with mental disorders who underwent the group intervention. Methods: Prior to the beginning of the sessions there was an initial evaluation of 6 institutionalized adults with Intellectual Disabilities, using three assessment instruments, including the Mini Mental State Examination (MMSE), Modified Physical Performance Test (MPPT) and Behavioral Observation Protocol (BOP). This data, allowed an awareness of the key needs to meet in the 20 intervention sessions performed. Subsequently, there was a similar final evaluation. Results: The results showed further progress in the behavioral field, with an average upgrading of the score in BOP of 26.33, followed by an average score increase 3.83 in MPPT and 2.83 in MMSE. Conclusions: The cognitive level developments centered on orientation, memory, and naming. The data given by MPPT relate to an increase of the speed the tasks are carried, and not the reach of new physical abilities. However, the most significant improvements were represented mainly in the ability of communication and understanding, which are reflected in the interaction of individuals in different situations, with different objects and people.
INTRODUCTION: The increasing elderly population associated with increased human longevity and therefore a higher prevalence of chronic disease and higher levels of disability, brings out the importance of a new professional group considered crucial to the care process in a dignified and qualified in geriatric institutions: formal caregivers. OBJECTIVES: To evaluate and compare the profile, levels of training and quality of life of professional caregivers from geriatric organizations. METHODS: This is an exploratory, descriptive, comparative, correlational and cross-sectional study. We used a quantitative research, whose convenience sample consisted of 254 subjects from 15 institutions for the elderly of Portugal, subdivided into two groups: Group SFL (nonprofit) and CFL group (for-profit). For data collection a questionnaire was used to characterize the sociodemographic and work sample, a questionnaire for training standards and WHOQOL-BREF. RESULTS: There were differences between the profile of caregivers of institutions and nonprofit organizations in terms of age, marital status, number of children, educational attainment, years of activity in the current institution, years of activity as a professional caregiver and simultaneity with informal care. Nonprofits institutions caregivers have a greater number of training and lower average training per year that caregivers of for-profit institutions. Caregivers showed impairment of quality of life and no differences were observed between both groups. Finally, there were higher levels of quality of life physical domain (p = 0.038), psychological (p = 0.003) and social (p = 0.009) in patients who report having training in the area in which they work. CONCLUSION: There were differences in the profile of both groups, the largest number of formations in the nonprofit group and impaired quality of life, formal caregivers, with no differences between groups. Trained individuals have better quality of life in the physical, psychological and social domains.
INTRODUCTION: Sexuality in the elderly still remains a taboo, especially in the institutional context. Demographic changes have been occurring these past few years which led to an increase in the number of institutionalized elders, as an attempt to respond their needs. OBJECTIVES: This study aims to know the levels of knowledge and attitudes of the professional caregivers, how these are related and how these relate with the socio demographic variables. METHODS: Quantitative, exploratory, comparative and correlational study. Convenience sample of professional caregivers (n=329), which accepted to participate by answering to the Aging Sexual Knowledge and Attitudes Scale (ASKAS), which allowed the knowledge and attitudes measure about sexuality in the elderly. RESULTS: There is a positive correlation between the knowledge levels and the attitudes and, generally, the caregivers present good knowledge levels and the attitudes about sexuality in the elderly are permissive. However, there is a difference between the qualified technicians and the auxiliary staff, as the former present better knowledge levels and more permissive attitudes. Generally, the individuals with higher educational qualifications also present higher knowledge levels and more permissive attitudes. None of subjects referred attending any kind of training or education in this area. Single individuals present better knowledge levels and more permissive attitudes than the married ones. The older individuals present less permissive attitudes as well as the more experienced caregivers. CONCLUSION: The knowledge is related with the attitudes about sexuality in the elderly. This topic remains a delicate subject for many of the individuals, especially for who work in an institutional context. Education and training of these caregivers and a continuous research play a key role in the quality of life of the elders and the quality of the provided services.
RESUMEN: El aumento de la esperanza de vida, el fenómeno del envejecimiento de la población y el aumento de la salud determinan la importancia del tema de la sexualidade en la tercera edad. El tema es hoy decisivo para las personas mayores, sino también para los cuidadores, las famílias y las organizaciones que prestan atención. En este trábalo se comparam dos grupos de cuidadores (el primero sólo formal y el segundo formal e informal), evaluando sus conocimientos y actitudes respecto a la sexualidad de las personas mayores, mediante la ASKAS. Se han encontrado relaciones entre ciertas variables demográficas y las actitudes y conocimientos y algunas correlaciones entre las actitudes y conocimeientos. En los cuidadores formales que también prestán atención de manera informal, se cambia esta relación, hay diferencias significativas com el grupo que sólo es cuidador formal, revelando el primer grupo de actitudes menos permisivas sobre la sexualidad de las personas maoyres.
Objetivo: Descrever as atividades letivas numa Clínica Pedagógica, num modelo de ensino que integra a prática clínica e analisar a perspetiva dos estudantes sobre o modelo. Relevância: A formação e o treino nas profissões de saúde beneficiam com modelos pedagógicos que aproximem o ensino da prática profissional. A organização de um currículo e a educação clínica devem usar estratégias adequadas para a prática num contexto profissional. Uma clínica integrada numa escola possibilita essa oportunidade mas implica uma avaliação da perceção dos alunos sobre a sua aprendizagem. Amostra: 31 estudantes do 3° e do 4° ano do Curso de Fisioterapia de uma Escola Superior de Saúde. Materiais e Métodos: Foi utilizada uma análise SWOT (segundo os itens Pontos Fortes, Pontos Fracos, Oportunidades, Ameaças), recolhendo a perspetiva dos alunos sobre a participação de utentes nas aulas práticas de uma Unidade Curricular de Terapia pelo Movimento. As respostas foram contabilizadas e categorizadas de acordo com descritores das competências definidas para o exercício da fisioterapia. Análise Estatística: Análise de conteúdo com comparação do número de respostas por categoria da análise. Resultados: As respostas foram maioritariamente de alunos do 4° ano (74,2%). Os alunos identificaram um maior número de “Pontos Fortes” relativamente a “Pontos fracos” e mais “Oportunidades” que “Ameaças” (3,06/1,55 e 1,77/1,31 respetivamente). As respostas mais frequentes nos campos da matriz de análise foram “vantagem de praticar em contexto real” (25,3%), “stress causado pela responsabilidade” (25,9%), “aprendizagem em contexto prático” (29,15) e “insegurança ou risco para o utente” (48,3%). Conclusão: Os estudantes identificaram um conjunto de itens no modelo que podem ser categorizados como alguns dos principais descritores da fisioterapia, destacando-se o desenvolvimento do raciocínio clínico, da capacidade de análise critica, da relação terapêutica, da responsabilidade profissional e da autonomia.
Objetivos – Promover a funcionalidade e qualidade de vida relacionada com a saúde de indivíduos em processo de hemodiálise. Relevância – A insuficiência renal, condição crónica que origina perda de funcionalidade e restrição de participação do indivíduo, está associada ao tratamento por hemodiálise. Este, apesar dos benefícios, tem impacto negativo na capacidade física do indivíduo, reduzindo a qualidade de vida. O exercício terapêutico realizado durante a hemodiálise apresenta benefícios nos sistemas cardio-respiratório e músculo-esquelético. A intervenção da fisioterapia em unidades de hemodiálise não é habitual, pelo que se desenvolveu este projeto num ensino clínico. Amostra – 9 indivíduos que realizam hemodiálise (5 mulheres e 4 homens), com idade média de 69±3,97 anos, com dor (4,89±0,92), dispneia (0,89±0,34) e níveis elevados de ansiedade/depressão/stress (25,67±20). Material e métodos – Dois momentos de avaliação, um anterior (T0) e outro posterior à intervenção (T1), que decorreu durante cinco semanas. Foram aplicados o Índice de Barthel, Escala Numérica de Dor, Escala de Borg Modificada, Repetições Máximas, Escala de Ansiedade, Depressão e Stress, e um Questionário de conhecimentos. As sessões de exercício decorreram num período de cinco semanas, tri-semanais, nas duas primeiras horas de diálise. Análise estatística – Utilizou-se o SPSS, recorrendo ao teste não paramétrico de Wilcoxon. Intervalo de confiança de 95%. Resultados – Verificaram-se melhorias em todos os parâmetros avaliados, com significado estatístico na dor (p=0,011), no aumento das repetições máximas para os membros superiores (p=0,011) e inferiores (p=0,011) e no questionário de conhecimentos (p=0,016). Conclusão – O presente estudo permite demonstrar a mais valia que e a Fisioterapia pode representar na melhoria da funcionalidade e QVRS de indivíduos em hemodiálise, nomeadamente através da redução de dor e aumento da força muscular.
Objetivos: Avaliar o efeito de um programa de exercício terapêutico em grupo na saúde física e mental de pessoas com comportamentos aditivos e consolidar o papel do fisioterapeuta na equipa multidisciplinar de um Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT). Relevância: Este projeto procurou introduzir diferentes métodos de apoio a uma população específica, desenvolvendo as potencialidades da fisioterapia na saúde mental no interior do país, divulgando assim as suas valências enquanto prestadora de cuidados de saúde de diversas populações. Descrição: O programa bissemanal durou 3 meses, incluindo nele indivíduos em programa de metadona ou em fase de reinserção, que foram avaliados antes (t0) e após o programa (t1) através do SF12, Inventário Clínico de Auto-Conceito, Escala de Ansiedade Depressão e Stress. Cada sessão foi ajustada aos participantes presentes e avaliada qualitativamente por cada utente. Resultados: Amostra de 10 sujeitos (média 45 anos; 70% género masculino), sendo que 30% não realizaram o programa. Em t1 foi apenas possível reavaliar 2 dos participantes, pelo que a análise estatística dos dados não foi realizada. No entanto, ambos revelaram ganhos em algumas das variáveis. O feedback dos utentes foi positivo demonstrando reconhecimento pela importância do movimento e vontade em prolongar o programa. Apesar disso, pelas características da condição específica, tiveram dificuldade na adesão, levando a consequentes dificuldades de reavaliação. Conclusões: Este projeto permitiu verificar a sustentabilidade e necessidade da fisioterapia em instituições que lidam com esta população em projetos de longo prazo, integrando as equipas multidisciplinares. Programas futuros deverão ser realizados com uma amostra maior para permitir comparar e retirar conclusões sobre o efeito na saúde física e mental dos sujeitos. Deverá também ter maior duração de forma a aumentar os níveis de adesão.
INTRODUÇÃO: A população portuguesa está cada vez mais envelhecida, sendo a fragilidade, um conceito importante a conhecer. Entende-se como fragilidade um estado dinâmico que afecta um indivíduo originando alterações em um ou mais campos do funcionamento humano, determinado por uma série de variáveis. Na perspetiva de um envelhecimento positivo importa prevenir as consequências resultantes do acentuar do estado de fragilidade, de forma a minimizar os impactos em termos familiares, sociais e económicos. Os profissionais que trabalham com esta população necessitam de instrumentos de medidas validados para a língua portuguesa para que se possam fazer avaliações dos indivíduos, mais credíveis e quantificáveis. Sendo o conceito de “fragilidade” relativamente recente, não existem instrumentos adequados para o seu estudo. OBJECTIVOS: Avaliar se o processo de validação intercultural da Edmonton Frail Scale (EFS) para a língua portuguesa está adequado à população idosa portuguesa através da análise das características psicométricas (validade e fiabilidade). DESENVOLVIMENTO/MÉTODO: Este estudo decorreu em três momentos de avaliação. Em T0 foram aplicados 4 questionários (questionário de dados de caracterização e informação sócio-demográfica, Edmonton Frail Scale (EFS), Functional Status Questionnaire (FSQ) e 12- item Short Form Health Survey (SF-12)) e ainda o consentimento informado, às 60 pessoas idosas. Passadas 48h-96h, foi apenas aplicada a EFS (T1). Finalmente, com intervalo de 4 semanas de T0 foi aplicada a EFS e o questionário de dados de caracterização e informação sócio-demográfica (T2). CONCLUSÃO: A versão portuguesa da EFS, neste estudo demonstrou características psicométricas comparáveis a outras versões da EFS, para pessoas idosas. Uma vez que não foi aplicado nenhum protocolo específico que especulasse mudanças estatisticamente significativas, os valores obtidos, nomeadamente no poder de resposta foram bastante fracos (0,16), assim como na validade de construção (-0,66>r>-0,23). A conciliação do uso desta escala com outras escalas pode ser uma mais-valia, em termos de avaliação destas mudanças.
Introduction: Osteoarthritis is one of the most commom problems in elderly populations and the most commom cause of disability. Knee is one of the most affected joint and the loss of range of motion and function will limit daily activities and the mobility. Self-management programs with exercises performed at home may be a useful therapy. These programs are based on the quadriceps strengthening exercises, low aerobic strength in order to improve the functional state, pain and aerobic capacity. Objectives: Evaluate the effectiveness of an exercise protocol performed at home on improving the functionality, mobility and health related quality of life of elderly people with knee osteoarthritis. Materials and Methods: Exploratory, descriptive and longitudinal study. 44 subjects have been selected according to the inclusion criteria (age ¡Ý 65 years with symptoms of knee osteoarthritis) and exclusion (inability to perform gait, hip osteoarthritis and prosthetics hip or knee). The subjects made an initial assessment (T0) before beginning the protocol (applied during 8 weeks, daily, in the summer of 2013) performed at home and meeting occasionally in groups, with the researcher, to correct the learned exercises, clarify questions and add some exercises or progressions. After the 8 weeks was applied an new assessment (T1) and the follow-up is taken in T2 and T3, (respectively, at 3 and 6 months later). In the assessment was used the Knee Injury and Osteoarthritis Outcome Score (KOOS), the Timed Up and Go Test (TUG) and the SF-12. Data from changes in daily routine of the subjects are also collected. The protocol was applied by two physical therapists. Results: Between T0 and T1 the subjects present better results in the analyzed variables. Between T1 and T2, these improvement appear be related with the maintenance of the protocol. Conclusion: An home based exercise protocol to elderly people with osteoarthritis revealed results in mobility. The maintenance of the results is related with the continuity of the protocol and with changes in the daily activities.
Introduction: The WHO estimates that COPD reaches 210 million people worldwide. Patients with COPD must have access to adequate information about their health condition, making the active participation in the management and treatment of their illness as possible. One project was developed in clinical education of the physiotherapy undergraduate course, to assess the impact of a home program. Objective: To evaluate the results of the intervention at home (educational approach). To enable the patient to deal with his health condition and make it autonomous in the control of COPD. Methods: A home program with 10 COPD patients was performed. The program was divided into 8 separate weekly sessions. The evaluation occurred before - and after the intervention (T0-T1). A form was applied to collect demographic and clinical data, the Modified British Medical Research Council Questionnaire, COPD Assessment Test and the London Chest ADL’s. Gas analyses were also carried out. The statistical analysis was performed using SPSS, using the comparison of means and the non-parametric Wilcoxon test. Results: The mean scores of the MMRC, CAT and LCADL decreased from. However, only significant differences in relation to MMRC (p=0.021) and LCADL (p=0.014). Regarding the data obtained by gas analysis the average SaO2, pO2 and FO2Hb increased from T0 to T1, but none was significant. Conclusions: After domiciliary intervention patients with COPD felt especially improvements in functional terms and symptomatology. The results from blood gas analysis, are not sufficient to conclude that the intervention have a metabolic level results.
A terapia pela dança recorre ao uso psicoterapêutico do movimento como processo promotor da integração emocional e física, permitindo uma recuperação psicofísica e a expressão de pessoas com diferentes tipos de deficiência. O presente estudo teve como objetivos avaliar os resultados da terapia pela dança com adultos institucionalizados, com deficiência mental e motora, no equilíbrio, coordenação, esquema corporal e cognição social. A amostra foi constituída por 19 indivíduos (5 dependentes) institucionalizados, com deficiência mental e motora. Para avaliação dos resultados foi realizada avaliação inicial (T0) e após 8 semanas de intervenção (T1). No grupo dependente avaliou-se postura e movimentos ativos em contexto normal e dança. No grupo autónomo utilizaram-se medidas para avaliar equilíbrio, coordenação, esquema corporal e cognição social. Foi realizada 1 sessão semanal (45 minutos).Utilizaram-se medidas de tendência central e de dispersão e comparações de médias. No grupo dependente, em contexto de dança verificou-se a assunção maioritariamente do padrão de extensão, por oposição ao padrão habitual. O grupo autónomo aumentou a pontuação na Escala de Berg (média de 53,71, para 55,36 pontos). Na coordenação “dedo-nariz” verificaram-se maiores dificuldades à esquerda com olhos abertos e fechados (57,1% e 71,4% respetivamente) e em T1 existiram maiores dificuldades de olhos fechados (28,6%). Na coordenação com “calcanhar-joelho” verificaram-se maiores dificuldades à esquerda (olhos abertos 14,3% e fechados 35,7%) mas em T1 todos completaram o teste. No esquema corporal em três das componentes avaliadas verificou-se um aumento das pontuações. Na componente velocidade e ritmo, em T1 todos os sujeitos completaram a tarefa. Ao nível da cognição social verificou-se um aumento em duas componentes. Esta terapia promoveu melhorias no equilíbrio, coordenação, esquema corporal e cognição social de adultos institucionalizados com deficiência mental e motora.
Objetivo: Verificar se a realização da facilitação da passagem de pé para sentado, influência a atividade mioelétrica (RMS), do grande dentado e do tricípite braquial, e no membro inferior do reto femoral e do bicípite femoral no alcance funcional do membro superior em indivíduos saudáveis e determinar os tempos de ativação dos músculos grande dentado, tricípite braquial, reto femoral e bicípite femoral. Relevância: O conceito de Bobath carece de evidência científica, o propósito deste trabalho, pensamos ser um modesto contributo para tal. Amostra: Constituída por 15 indivíduos saudáveis com uma média de idade de 20,67 (DP=1,35), em que foi aplicada a facilitação da posição de pé para sentado, e outros 15 indivíduos saudáveis com uma média de idades de 20,40 (DP=0,99), em que não foi aplicada qualquer técnica. Materiais e Métodos: Em ambos os grupos foram recolhidos através da eletromiografia de superfície os dados referentes à atividade dos 2 músculos do membro superior, e 2 músculos do membro inferior durante o alcance funcional, posterior à facilitação da posição de pé para sentado (grupo 2), e sentar ativamente (grupo 1). Análise estatística: Para a análise descritiva dos dados foram utilizadas medidas de dispersão e tendência central. Foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis para comparar os tempos de ativação muscular e os RMS referentes a cada músculo testado, entre o grupo 1 e o grupo 2 (p≤0,05). Resultados: Foram encontradas diferenças significativas na comparação do tempo de ativação muscular do reto femoral entre o grupo 1 e o grupo 2 (p=0,001) e na comparação do tempo de ativação muscular do bicípite femoral entre o grupo 1 e o grupo 2 (p=0,001). Conclusão: Este estudo comprova, que na tarefa de alcance funcional com a execução da facilitação obtêm-se RMS e tempos de ativação muscular diferentes em comparação com a realização da mesma tarefa de forma ativa.
OBJECTIVOS: Avaliar os resultados da intervenção ao domicílio (abordagem educacional). Habilitar o doente para lidar com a sua condição de saúde e torná-lo autónomo no controlo da DPOC. RELEVÂNCIA: Trata-se de um programa desenvolvido pelos autores para doentes com DPOC que visa o ensino da Fisioterapia com o objectivo da auto-gestão da condição, no âmbito de um projecto da licenciatura em Fisioterapia. AMOSTRA: Foi realizado um programa de acompanhamento domiciliário a 10 doentes com DPOC. MATERIAL E MÉTODOS: O acompanhamento foi dividido em 8 sessões semanais separadas (frequência de uma vez por semana e duração aproximada de 45 min/sessão). A avaliação ocorreu antes e depois da intervenção (T0 e T1). Foi aplicado um formulário para recolha dos dados sociodemográficos e clínicos, o Modified British Medical Research Council Questionnaire (MMRC), COPD Assessment Test (CAT) e London Chest Activity of Daily Living (LCADL). Foram ainda realizadas gasometrias. ANÁLISE ESTATÍSTICA: A análise estatística foi realizada através do SPSS, utilizando a comparação de médias e o teste não-paramétrico de Wilcoxon. RESULTADOS: As pontuações médias do MMRC, CAT e LCADL diminuíram. Contudo, apenas se verificaram diferenças significativas em relação ao MMRC (p=0,021) e LCADL (p=0,014). Em relação aos dados obtidos pela gasometria a média da SaO2, pO2 e FO2Hb aumentou de T0 para T1, mas não foi considerada significativa. CONCLUSÕES: Após a intervenção domiciliária, os doentes com DPOC sentiram melhorias especialmente em termos funcionais e de sintomatologia. Os resultados da gasometria não são suficientes para concluir que a intervenção tem resultados a nível fisiológico.
Objectivo: Avaliar os efeitos de uma classe de movimento na força muscular, flexibilidade, equilíbrio, medo de queda, estado de saúde/qualidade de vida e desempenho físico, em pessoas idosas residentes em instituições para a terceira idade. Amostra: Amostra de conveniência constituída por 30 idosos, com uma média de idades de 79,40 ±1,37 anos, um IMC médio de 24,66 kg/m2 e que obtiveram uma pontuação mínima prévia de 10 pontos no Timed Up and Go Test. Material e Métodos: Estudo longitudinal, comparativo com dois momentos de avaliação, antes e após a realização da classe de movimento, em que o protocolo utilizado teve a duração de 50 minutos, durante quatro semanas. Os resultados do estudo foram medidos com o Questionário do Estado de Saúde (SF-12v2), Teste de Desempenho Físico (PPT-9), Escala de Equilíbrio de Berg, Dinamómetro, Back-scratch Test modificado, Chair Sit-and-reach Test, Timed Up and Go Test e Escala Internacional de Eficácia de Quedas FES-I). Resultados: Foram obtidos resultados estatisticamente significativos (p ≤0,05) para as variáveis estado de saúde, desempenho físico, força muscular e flexibilidade dos membros superiores e inferiores, equilíbrio, mobilidade e medo de quedas, com o protocolo experimental implementado (entre t0 e t1), marcados por ganhos nas variáveis em estudo. Conclusão: A participação numa classe de movimento promove resultados significativos, no aumento do estado de saúde/qualidade de vida, no desempenho físico, força muscular, flexibilidade, equilíbrio, mobilidade e diminuição do medo de queda em idosos institucionalizados. Os resultados obtidos em todas as variáveis revelam um potencial funcional adaptativo relevante, passível de ser mobilizado pelo protocolo experimental utilizado.
Objetivo: Verificar se existe relação entre a capacidade de armazenamento de energia elástica dos flexores plantares e o desempenho no salto vertical com contra-movimento (SVCM) em participantes de diferentes faixas etárias. Relevância: O processo de envelhecimento está associado a alterações das propriedades viscoelásticas do tecido músculo-esquelético, nomeadamente da sua capacidade de armazenar energia elástica. É reportado que estas propriedades podem estar relacionadas com o desempenho em tarefas de potência muscular, como é o caso do SVCM. Amostra: 30 participantes foram distribuídos por três grupos de faixas etárias distintas: 1) adultos-jovens (n=11, 21.2±1.3 anos); 2) adultos de meia-idade (n=9,50.7±9.3 anos); e 3) idosos (n=10,72.5±4.0 anos). Materiais e Métodos: A capacidade de armazenamento de energia elástica foi estimada a partir de testes de alongamentos passivos dos flexores plantares a diferentes velocidades (i.e. 2, 30, e 60°s¯¹), através do coeficiente de dissipação de energia (CD). O desempenho em tarefas de potência muscular foi quantificado com a medição da altura do SVCM. Análise Estatística: A normalidade dos dados foi verificada com o teste Kolmogorov-Smirnov. A correlação de variáveis foi determinada através do coeficiente de correlação de Pearson (r), e a comparação entre grupos através do teste One-Way ANOVA. Resultados: Observou-se uma correlação linear negativa (r= -0.423, p=0.02) entre o CD e a altura do SVCM. Não foram encontradas diferenças significativas no CD entre os grupos (p=0.137), no entanto foi observado um efeito significativo na altura do SVCM entre os grupos (p≤0.001). Conclusão: Observou-se no presente estudo que, participantes com maior capacidade de armazenar energia elástica durante o alongamento tendem a produzir desempenhos superiores no SVCM. Esta observação reforça a importância desta propriedade mecânica na manifestação do desempenho motor em tarefas de potência muscular.