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Com o objectivo de comparar a influência de dois tipos de alimentos lácteos no desenvolvimento, ingestão de alimentos e índice de conversão de vitelos Holstein Friesian durante os 28 dias de aleitamento e nos primeiros 14 dias pós-desmame, foram constituídos dois grupos com 9 animais cada um (5 fêmeas e 4 machos) provenientes do efectivo bovino leiteiro da Escola Superior Agrária de Castelo Branco (ESACB). Os vitelos do Grupo 1 (G1) consumiram durante o aleitamento colostro fermentado e os vitelos do Grupo 2 (G2) ingeriram leite de substituição convencional. O tempo de armazenamento, afectou a composição química do colostro mantido à temperatura ambiente. Ao 28º dia, o teor em sólidos totais era inferior ao valor existente ao 7º dia (P<0,01). Durante o mesmo período, o pH do colostro sofreu uma diminuição acentuada (P<0,05). Pelo contrário, a acidez aumentou 1,6 vezes (P<0,05). Os animais dos dois grupos tiveram durante o aleitamento ganhos de peso diário (GPD) semelhantes (P>0,05), sendo de 0,319 kg/d ± 0,095 e de 0,327 kg/d ± 0,088, respectivamente para o G1 e G2. Nos primeiros 14 dias pós-desmame, o GPD foi superior (P>0,05) no G2 (0,889 kg/d ± 0,204), quando comparado com o G1 (0,718 kg/d ± 0,275). Os consumos de matéria seca (MS) de alimento lácteo (P<0,01) e MS total (P<0,01) foram maiores no G2. Pelo contrário, não encontramos diferenças no consumo de alimentos sólidos (concentrado e feno) (P>0,05). Depois do desmame verificamos que, o consumo total de MS foi superior (P>0,05), nos vitelos do G2. Durante o aleitamento, o índice de conversão (IC) foi favorável (P>0,05) ao G1, sendo de 1,792 ± 0,681 e 2,251 kg MS/kg peso ± 0,572, respectivamente para os grupos 1 e 2. Após o desmame o IC do G2 foi ligeiramente menor (P>0,05). Concluimos que, embora não tenham provocado alterações significativas no desenvolvimento dos animais até aos 42 dias, a utilização dos excessos de colostro no aleitamento dos vitelos com uma refeição diária de alimento lácteo e com desmame precoce aos 28 dias, torna esta fase da vida dos animais 4 vezes mais barata. E portanto uma alternativa viável ao leite de substituição comercial utilizado.
Com o objectivo de estudar a influência do número de lactação e da idade da vaca na produção de colostro e leite colostral das 9 primeiras ordenhas pós-parto, foram controladas 84 lactações num efectivo bovino Holstein Friesian. Encontrámos uma correlação positiva entre o número de lactação e a produção de colostro (r=0,4715, P<0.01) e entre a idade do animal e a produção de colostro (r=0.4634, P<0,01) das 9 primeiras ordenhas. Considerando os valores obtidos para 4 lactações, determinámos a equação Y=51.7609+0.713183X em que Y é a produção de colostro e X corresponde à idade do animal. Verificámos que a produção de colostro na 1ª lactação (65.1 Kg ±9.72) era bastante inferior (P<0.01) à produção média das outras lactações controladas (90.4 Kg ±20.37). A quantidade de colostro produzido aumentava até à 3ª lactação (95.6 Kg ±21.29). À 4ª lactação, a produção de colostro (95.4 Kg ±16.14) era idêntica à anterior. No entanto foi interessante verificar que, se na 1ª lactação apenas 13.3% das vacas controladas produzia, durante as primeiras 9 ordenhas, quantidade de colostro igual ou superior a 75 Kg, à 2ª lactação este número já ara superior a 60%. À 4ª lactação a totalidade dos animais controlados produziu quantidade de colostro e leite colostral igual ou superior a 75 Kg.
Com este trabalho de revisão, pretendeu-se desenvolver a temática dos sistemas de produção de bovinos de carne em Portugal, referindo aspectos com eles intimamente relacionados como sejam a curva de crescimento, a curva do ganho de peso diário e o crescimento compensatório. Destacámos a fase mãe e a fase filho na produção de carne, a manutenção dos efectivos adultos e a produção de fêmeas e machos para o abate. Em termos gerais, concluímos que são de fomentar os sistemas de produção extensivos privilegiando baixos custos de produção para manutenção da linha mãe que deve ser mantida à custa de fêmeas de raças autóctones e de alimentos forrageiros obtidos no próprio local. Estas vacas, rústicas e bem adaptadas às condições agro-climáticas do seu solar, produzirão filhos, puros ou cruzados, que darão carne de qualidade obtida em sistemas de produção de novilhos de 18 a 24 meses onde o crescimento compensatório será uma arma a saber utilizar. A utilização de touros de raças exóticas nos cruzamentos industriais deverá ser criteriosa, sendo necessária a existência de núcleos de selecção e de multiplicação para manter a pureza das raças Nacionais. Analisámos a curva de crescimento típica, distinguimos as fases que a compõem e relacionámos a curva de crescimento com a curva de ganho de peso diário.
Com este trabalho pretendemos avaliar o interesse que há na utilização de gordura “by-pass” na alimentação de vacas leiteiras na fase inicial de lactação. Uma das hipóteses é a utilização de gordura protegida com sabões de Ca. Concluímos que se podem obter melhores produções de leite, com maior teor butiroso e com redução da perda de peso na fase inicial de lactação. A gordura protegida deverá ser dada aos animais desde os 15 a 10 dias antes do parto até aos 90 a 120 dias após o início da lactação. Este período vai coincidir com o período de balanço energético negativo.
O International Farm Comparison Network Dairy Report 2008 mostra-nos o perfil da produção de leite de vaca e de búfala de 78 países, representando 90% da produção mundial de leite. Na comparação entre explorações, este relatório analisou 134 explorações representativas de 44 países. Relativamente a Portugal, entre 2002 e 2007, verificou-se uma redução de -1,4%/ano na produção nacional de leite, o consumo per capita de leite baixou -1,9%/ano, o preço do leite pago ao produtor não variou relativamente ao preço mundial do leite pago ao produtor e o grau de auto aprovisionamento foi de 93%.
O International Farm Comparison Network Dairy Report 2009 mostra-nos perfil da produção de leite de vaca e de búfala de 80 países, representando a mais de 90% da produção mundial de leite. Na comparação entre explorações, este relatório analisou 147 explorações representativas de 46 países. Relativamente a Portugal, entre 2005 e 2008, verificou-se um crescimento negativo da produção de leite (-0,9% de leite/exploração/ano), um aumento de 7,4%/ano no preço do leite, um aumento de 12,7%/ano no preço dos alimentos, um aumento de 14,5%/ano no preço da terra, um aumento de 1%/ano no preço das vacas de refugo e uma diminuição de -31,6%/ano no valor pago pela quota leiteira.
O International Farm Comparison Network Dairy Report 2010 mostra-nos o perfil da produção de leite de vaca e de búfala de 86 países, correspondendo a cerca de 95% da produção mundial de leite. Na comparação entre explorações, este relatório analisou 143 explorações representativas de 44 países. Relativamente a Portugal, em 2009, a produção de leite de vaca foi de 1,8 milhões de toneladas, o preço do leite pago ao produtor nacional esteve 55% acima do preço mundial, cerca de 43% da produção nacional de leite foi transformada em produtos lácteos dos quais cerca de 35% foi para exportação. O grau de auto aprovisionamento de leite e produtos lácteos atingido os 96%. Entre 2005 e 2009, verificou-se uma diminuição da produção de leite (-2,9%/ano) e do consumo per capita de leite (-4,4%/ano).
O International Farm Comparison Network Dairy Report 2007 mostra-nos o perfil da produção de leite de vaca e de búfala de 73 países, correspondendo a cerca de 90% da produção mundial de leite. Na comparação entre explorações, este relatório analisou 120 explorações representativas de 38 países. Relativamente a Portugal, entre 2000 e 2005, verificou-se um aumento 10%/ano na produção de leite por exploração, o preço do leite aumentou 1,1%/ano, o preço dos alimentos baixou -0,6%/ano, a relação preço leite/preço do alimento manteve-se estável e o preço pago pela quota leiteira aumentou 10,8%/ano. Em 2005, existiam 14700 explorações leiteiras com uma média 22 vacas por exploração. No mesmo ano, a razão preço do leite/preço do alimento foi 1,8.
O ano 2012 foi um ano atípico para a produção nacional de leite. Os produtores estão a atravessar momentos de enormes dificuldades relacionadas com o aumento acentuado do custo dos fatores de produção e com a diminuição do montante que recebem pelo excelente leite que produzem. No âmbito do “Pacote leite” comunitário, a opção do Governo Português foi pelo estabelecimento de contratos entre produtores e empresas recolhedoras/transformadoras de leite. O trabalho aqui apresentado de forma resumida tem por objetivo mostrar o modelo matemático produzido na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, a pedido da APROLEP, com o objetivo para estimar um preço de referenciação para o leite a pagar ao produtor português.
Este trabajo pretende presentar algunas ideas que pueden ayudar a mejorar la rentabilidad de las explotaciones lecheras. Entre los factores que determinan la rentabilidad de las explotaciones lecheras se destacan parámetros reproductivos ideales como el intervalo entre partos (365 días), el número de inseminaciones por inseminación artificial fecundante (1,5 a 1,7), la edad de las novillas al primero parto (22 a 24 meses) y la calidad de la leche producida. La existencia de vacas con mastitis en la granja afectará a las primas concedidas a los precios de la leche con bajo recuento de células somáticas que, asociado con la producción de leche reducida causada por mastitis, son factores que tienen consecuencias directas en la rentabilidad. Los valores más altos tendrán repercusiones en el costo de un litro de leche producida, con consecuencias negativas para el éxito económico de la explotación.
Com este trabalho, elaborado para estudantes e para profissionais do sector, pretende-se descrever as diferentes técnicas de descorna de bovinos. Relativamente à descorna de animais jovens, referimos a utilização de produtos cáusticos e a descorna com termocautério. No que diz respeito à descorna de animais adultos, apresentamos os métodos do cabo descornador, da serra eléctrica e das descornadoras hidráulica e manual.
Estima-se que dois em cada três lares portugueses tenham um animal de estimação. Predominam cães, gatos, canários e psitacídeos. No entanto, lagomorfos e roedores de companhia têm vindo a contribuir cada vez mais para aqueles números. Pela importância que os novos animais de companhia têm a nível mundial, vários trabalhos têm sido desenvolvidos com o objectivo de conhecer melhor as suas necessidades nutricionais. Pretende- -se aumentar o seu bem-estar e a sua longevidade. Na primeira parte deste trabalho refere-se a importância da nutrição e alimentação e apresentam-se algumas características fisiológicas e reprodutivas de coelhos anões, porquinhos-da-índia hamsters e chinchilas. Na segunda parte do trabalho apresentam-se os cuidados a ter com a alimentação destes animais, como forma de minimizar a ocorrência de problemas de urolitíase, de insuficiência de Vitamina C, de obesidade e de crescimento anormal dos dentes. Na terceira e última parte referem-se aspectos relativos à produção de misturas de alimentos cujas formulações foram elaboradas a pedido das empresas de “pet food” MESKLIFLOWER e Japan, Pet and Drugs Ltd.
O colostro de vaca é uma secreção láctea que contém substâncias sintetizadas na própria mama e constituintes do soro sanguíneo. Acumula-se na glândula mamária durante o período em que a vaca está seca. A sua função é a transmissão de anticorpos contra agentes infecciosos, indispensáveis à protecção do vitelo recém-nascido. No entanto, como a quantidade de colostro produzido por uma vaca Holstein Friesian durante os primeiros 5 dias de lactação ultrapassa largamente a quantidade que o vitelo é capaz de ingerir no mesmo período de tempo, o excesso de colostro pode ser conservado à temperatura ambiente por fermentação natural e utilizado como alimento lácteo substituto do leite materno. Além da utilização do colostro fermentado naturalmente, o sistema de aleitamento de vitelos proposto prevê apenas uma refeição diária de alimento lácteo, a distribuição de concentrado e feno a partir do 4.º dia de aleitamento e o desmame precoce aos 28 dias de vida. Esta técnica de aleitamento utilizando colostro fermentado naturalmente, permite reduzir consideravelmente as despesas inerentes à fase de aleitamento de vitelos leiteiros sem afectar o crescimento dos animais.
Concurso de provas públicas para recrutamento de um Professor Coordenador para a área científica de Zootecnia, grupo disciplinar de Nutrição e Alimentação Animal, para a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, aberto pelo Edital n.º 597/2009 de 15 de Junho, publicado no Diário da República, 2.ª série, N.º 113 de 15 Junho 2009.  Lição a que se refere a) do n.º 1 do artigo 26º do Decreto-Lei n.º 185/81, de 1 de Julho.
O aumento substancial dos preços dos fatores de produção associado à redução do preço pago à produção que ocorreu em 2012 tem tornado a vida dos produtores de leite portugueses ainda mais difícil. O número de explorações tem vindo a diminuir de tal forma que em 2009 eram 10.447 e atualmente são menos de 8.000. A situação verificada em 2012 levou a que Portugal adotasse as recomendações da União Europeia no âmbito do chamado “Pacote leite. No sentido de tornar mais justo o pagamento do leite aos produtores nacionais, devem ser criados mecanismos transparentes que permitam aferir dos custos de produção do kg de leite na exploração. Neste sentido, a pedido da APROLEP, um grupo de investigadores da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESA-IPCB) desenvolveu um modelo que permite estimar um preço de referenciação para o leite.
O IFCN (International Farm Comparison Network) é um consórcio internacional criado em 1997, coordenado pelo IFCN Dairy Research Center, centro de investigação ligado à Universidade de Kiel, Alemanha. Inclui investigadores e consultores que desenvolvem a sua atividade na área da produção e transformação de leite. Desde 2000 que publica um relatório anual que caracteriza o setor leiteiro a nível mundial. O IFCN Dairy Report publicado em outubro de 2012 caracteriza a fileira do leite em 91 países representando 97,5% da produção mundial de leite de vaca e de búfala. Portugal faz parte deste consórcio internacional desde 2007 por intermédio do intercâmbio técnico e científico com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Comunicação apresentada no Congresso Internacional de Zootecnica, ZOOTEC 2003, que decorreu em Uberaba, Minas Gerais, Brasil, na qualidade de palestrante internacional convidado
O IFCN (International Farm Comparison Network) é um consórcio internacional que publica, anualmente, um relatório em que caracteriza o setor leiteiro a nível mundial. O último IFCN Dairy Report, publicado em outubro de 2013, caracteriza a fileira do leite em 95 países, representando mais de 97% da produção mundial de leite de vaca e búfala. Segundo estimativas do IFCN existem 122 milhões de explorações leiteiras, 363 milhões de vacas e búfalas, uma média de 3 animais/exploração com produção média de 2.100 kg de leite/animal/ano. De realçar que existem grandes diferenças entre países relativamente ao tipo de animal utilizado (vaca ou búfala), ao número de animais por exploração, à produção média anual por animal e aos custos do leite produzido. O IFCN Dairy Report 2013 apresenta também dados comparativos sobre os custos de produção de 178 explorações tipo localizadas em 63 regiões leiteiras de 51 países. Nas 178 explorações tipo analisadas (171 com vacas e 7 com búfalas) os custos da produção de leite variaram entre 4 USD/100 kg em sistemas extensivos de produção de leite nos Camarões e 128 USD/100 kg de leite numa exploração de média dimensão no Japão. O custo médio de produção nas 178 explorações foi de 46 USD/100 kg leite o que equivale, aproximadamente, a 33,81 Euros/100 kg de leite (1 Euro = 1,3607 USD). Neste trabalho procurámos resumir alguns dados técnicos e económicos de 7 das 178 explorações tipo avaliadas pelo IFCN em 2012. A exploração tipo reflete a exploração leiteira mais vulgar num país ou numa determinada região leiteira. Como ainda não conseguimos encontrar em Portugal explorações que nos forneçam valores fiáveis sobre custos de produção de leite, o IFCN Dairy Report 2013 não contempla dados técnicos e económicos de explorações tipo portuguesas.
Portugal tem vindo a assistir à redução muito acentuada do número de explorações leiteiras. Na campanha 1995/1996 eram 48.387 explorações. Na campanha 2012/2013 atingiu-se o número mínimo record de 6.918 explorações. Em 17 anos o número de explorações leiteiras diminuiu 7 vezes enquanto que o número de vacas leiteiras apenas diminuiu 1,6 vezes. Isto significou o aumento acentuado do número de cabeças por exploração. A produção média anual de leite por vaca tem vindo a crescer. Dados recentes mostram que em 2008 a produção média de leite/vaca/ano em Portugal foi de 6.051 kg, enquanto que em 2010 aquela produção atingiu 7.115 kg de leite. A evolução da eficiência produtiva em Portugal foi muito superior à registada na Alemanha, França e Polónia onde a produção média em 2010 foi, respetivamente, de 7.076 kg, 6.592 kg e 4.855 kg de leite/vaca/ano. Em Portugal, tal como noutros Estados-Membros, as explorações leiteiras têm introduzido medidas de adaptação ao fim do regime de quotas leiteiras. As medidas passam pelo aumento dos efetivos e pela melhoria da eficiência na produção de leite tornando as explorações europeias mais competitivas a nível mundial. Neste trabalho propomos algumas ações que poderão contribuir para que os produtores de leite portugueses adaptem a sua atividade ao fim do regime de quotas leiteiras que inevitavelmente deixará de existir a partir do dia 1 de abril de 2015.
Com a abolição do sistema de quotas leiteiras, as explorações de leite terão que encontrar soluções para se tornarem mais competitivas. Em diversos países da União Europeia as medidas adotadas passam pelo aumento dos efetivos e da eficiência produtiva. No entanto, para aumentarem a competitividade, as explorações portuguesas poderão ter necessidade de diversificar a sua atividade. Desde que existam condições adequadas, a recria e a engorda dos vitelos nascidos na própria exploração poderá ser uma opção interessante. Com este trabalho pretendemos apresentar uma técnica que permite estimar o ganho de peso diário que novilhos castrados, novilhas ou novilhos inteiros. O objetivo é que os produtores de leite que fazem engorda de novilhos consigam estimar o ganho de peso diário que os seus animais podem atingir com o regime alimentar que está a ser utilizado na engorda. No exemplo que foi utilizado neste trabalho, em que os animais em engorda são alimentados com 3 kg de palha de trigo, 3,5 kg de milho grão partido e 0,5 kg de bagaço de soja 44, um regime alimentar com uma concentração energética de 10,19 MJ/kgMS, conseguem-se ganhos de peso de 0,894 kg/dia a 0,770 kg/dia, dependendo se estamos a trabalhar com novilhos castrados/novilhas ou com novilhos inteiros. Considerando o preço do regime alimentar utilizado neste trabalho (1,028 €/dia) e o preço do kg de carcaça de novilhas de raça Frísia (3,38 €), verificamos que a exploração poderá ter uma receita adicional de 1,986 €/dia/novilho castrado ou novilha e de 1,568 €/dia/novilho inteiro em engorda.
A gestão de uma exploração leiteira em Portugal face ao mercado internacional de lácteos
Apresenta um estudo sobre a aplicação de diversos indicadores de desempenho a um repositório institucional.
Com o presente trabalho pretende-se apresentar o Repositório de Trabalhos de Fim de Curso das Escolas Superior Agrária e Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (RTFCESACB/ESART, respetivamente). Este repositório foi criado no ano de 2011 tendo por base a tecnologia DSpace e por modelo o utilizado pelo repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Os objetivos que presidiram à sua criação foram o desejo de disponibilizar num modelo partilhado os resumos dos trabalhos académicos de final de curso dos estudantes da ESACB-IPCB. Posteriormente este objetivo estendeu-se ao Trabalhos de Fim de Curso da Escola Superior de Artes Aplicadas. O repositório começou por possuir apenas uma Comunidade, a Comunidade ESACB e 5 coleções que correspondiam ao número de cursos de licenciatura em funcionamento na ESACB-IPCB no ano letivo 2010/2011. Posteriormente foi acrescentada a Comunidade ESART Atualmente o repositório regista um total de 2462 documentos distribuídos por 35 coleções.
Com o objectivo de estudar o efeito da supressão de uma das sete refeições semanais de alimento lácteo, ao domingo a partir do segundo fim de semana de vida, no desenvolvimento, ingestão de alimento e de água e no índice de conversão de vitelos Holstein Friesian durante os 28 dias de aleitamento e nos 14 primeiros dias após o desmame, foram constituídos dois grupo com 6 vitelos cada um, provenientes do efectivo bovino leiteiro da ESACB, homogéneos em relação ao peso ao nascimento, sexo e número de parto da mãe. Os vitelos do Grupo 1 (G1) tiveram um regime alimentar normal enquanto os vitelos do Grupo 2 (G2) apenas receberam alimento lácteo 6 dias por semana. Em ambos os grupos os animais ingeriram, como alimento lácteo substituto do leite materno, colostro fermentado naturalmente à temperatura ambiente de Outono/Inverno. Devido à supressão de uma refeição de colostro, o consumo diário de matéria seca (IMS) do colostro foi maior (P<0.05) nos vitelos do G1 (344.20 g/dia±1.06) do que nos vitelos do G2 (302.17 g/dia±13.29). No entanto a IMS total foi semelhante nos dois grupos sendo para o G1 e G2 respectivamente de 823.43 (±113.62) e 838.04 g/dia (±150.43) (P>0.05), o que indica ter havido uma substituição da IMS do colostro por IMS do concentrado. Como seria de esperar os vitelos do G2, no dia da interrupção na distribuição de colostro, beberam significativamente mais água (P<0.05) (4.38 Kg/dia±0.27) do que os vitelos do G1 (2.63 Kg/dia±0.32) no mesmo dia. A supressão da refeição de colostro parece não ter afectado o crescimento dos vitelos uma vez que os animais dos dois grupos tiveram, durante o aleitamento, ganhos de peso diário (GPD) semelhante (P>0.05) sendo de 0.438 Kg/d (±0.142) para G1 e de 0.420 Kg/d (±0.099) para o G2. Nos primeiros 14 dias após o desmame o GPD foi ligeiramente superior (P>0.05) no G2 (0.899 Kg/d ±0.171) quando comparado com o G1 (0.833 Kg/d±0.220). O índice de conversão alimentar (IC) foi igual durante o aleitamento sendo para o G1 e G2, respectivamente de 1932.56 (±507.13) e de 1966.24 gMS/Kg de peso ganho (±268.39) (P>0.05). No entanto, após o desmame, o IC foi favorável ao G2 em relação ao G1 sendo respectivamente de 1899.35 (±312.67) e de 2311.85 gMS/Kg de peso ganho (±792.13) (P>0.05). Ao fazermos o estudo económico dos dois sistemas de aleitamento verificamos uma redução de 9% nas despesas com o aleitamento dos vitelos do G2. A ser implementada esta técnica permitiria diminuir a mão-de-obra ao domingo, numa exploração de bovinos de leite.
O método da programação linear pode ser utilizado para ajudar a produzir uma dieta nutricionalmente equilibrada ao mínimo custo. A função Solver das folhas de cálculo actuais está adequada àquela finalidade. Pode ser utilizada para estimar o efeito da introdução de um novo alimento ou de um suplemento alimentar, com o objectivo de melhorar a qualidade nutricional da dieta. Dá-nos uma estimativa das despesas, sempre que alteramos uma das matérias-primas utilizadas na formulação. Este trabalho surge na sequência do opoio técnico e científico que a ESACB está a prestar à empresa de “Pet Food” MESKLIFLOWER a nível da formulação de misturas para aves, lagomorfos e roedores de companhia. A utilização do método da programação linear é ilustrada através da comparação de custos de misturas para canários (Serinus canarius) que apresentam a mesma composição química mas que incluem diferentes sementes ou as mesmas sementes em diferentes proporções. As limitações da programação linear na formulação de misturas de sementes para canários e a necessidade de interpretar os seus resultados relativamente às observações de campo são discutidas.
O presente trabalho decorre de um estudo efectuado sobre o Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco, para o período de Dezembro de 2009 a Julho de 2011.
Com o objectivo de avaliar a população de achigãs presente na charca grande da ESACB (39º49’27,89’’N; 07º26’57,92’’O) foram capturados 132 achigãs (Micropterus salmoides) utilizando cana de pesca com linha em movimento e amostras artificiais; 72 peixes foram pesados, medidos e foi-lhes retirada uma escama da região dorsal para determinação da idade. Determinou-se, também o factor K. A charca grande da ESACB também é utilizada para pesca desportiva durante curtos períodos do ano. Os resultados obtidos foram os seguintes (idade, % de peixes capturados, comprimento médio, peso médio, factor K): 1+ anos, 56,1%, 15,65 cm, 50,43 g, 1,29; 2+ anos, 28,0%, 22,95 cm, 159,04 g, 1,27; 3+ anos, 13,6%, 27,09 cm, 280,78 g, 1,39; 4+ ano, 2,3%, 32,93 cm, 602,33g, 1,66. Relativamente às preferências alimentares, verificou-se que os peixes com pesos compreendidos entre 40 - 200 g e 201 - 400 g alimentam-se de larvas aquáticas de insectos e insectos aéreos (odonatas, heminópteros, aracnídeos) e que os peixes com pesos compreendidos entre os 400 - 800 g alimentam-se de juvenis da mesma espécie e insectos aéreos (odonatas). Os resultados obtidos sugerem que estamos em presença de uma população de achigãs estável.
O presente trabalho foi realizado com o objectivo de contribuir para a avaliação do sistema de produção de produção dos bovinos de raça Preta. Para o efeito, e com a colaboração da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Preta (ACBRP), foram realizados, no período entre Setembro de Dezembro de 2001 e através de entrevista directa, inquéritos a 47% dos criadores inscritos na ACBRP. Foi apurada uma área média de exploração de 432.4 ha (± 279.6) sendo esta, na sua maioria, dedicada a culturas forrageiras. O número médio de fêmeas reprodutora de raça Preta por exploração é de 87.18 animais (± 37.3), com um encabeçamento por superfície forrageira de 0.38 CN/ha (± 0.15) com uma relação touro/vaca de 1/38. Para a caracterização dos parâmetros reprodutivos e produtivos da raça, verificamos que a idade ao primeiro parto é de 32.59 meses (± 3.14), a idade das vacas ao refugo é de 13.14 anos (± 1.42) e a idade ao refugo dos touros é de 8.27 anos (± 0.98). A taxa de fertilidade obtida foi de 81.28% (± 9.42), sendo a época de verão a época de partos mais representativa. A taxa de mortalidade dos adultos é de 1.97% (± 1.68) e a taxa de mortalidade total dos vitelos é de 4.61% (± 2.29). O desmame é feito aos 6.84 meses (± 0.62) de idade, a altura em que grande parte dos animais são vendidos. Só em 41% das explorações se faz a recria e o acabamento dos novilhos, para serem vendidos aos 18 meses.
Scientific knowledge evolution is mainly based on an effective dissemination of research results. The concept of Open Access gives us the theoretical foundation of a model for accessing scientific knowledge, free from the constraints of traditional publishing and technologically supported by the Internet. Institutional Repositories are information systems that allow preserving, storing and disseminating scientific knowledge produced in higher education and scientific research institutions. They increase the visibility and the citation level of the documents. They also contribute to minimizing negative aspects like plagiarism of content because documents are exposed to peers in real time. As an alternative way to the traditional system of publishing scientific research content, repositories are developed in a cultural climate of great visibility leading to an immediate critical evaluation by peers. The Scientific Repository of the Polytechnic Institute of Castelo Branco – Portugal (RCIPCB) was created in 2009 but its official presentation took place in January 2010. Its main purposes are promoting Open Access (OA), and preserving and disseminating the scientific knowledge produced at the Polytechnic Institute of Castelo Branco (IPCB). Using DSpace as a technological platform, RCIPCB is an institutional project supported by the president of the IPCB. Therefore, the present study was developed with the aim of analyzing the performance of RCIPCB considering the evolution and growth in terms of users, archiving and self-archiving, the number of published documents (scientific) versus deposited documents in 2010 and the heterogeneity among communities/collections and its causes. Data were collected in RCIPCB, in the 2010 scientific publication list of the institute and through a questionnaire survey distributed among the members of the community with most documents deposited and those of the community with the fewest documents. For data collected in RCIPCB and in the publication list, average, standard deviation and counts were calculated. Data collected from questionnaires were analyzed with SPSS. The results show that RCIPCB indicates an asymmetric growing dynamics. Nevertheless, it reflects the institutional organization, in the sense that the communities related to the older schools possess more documents than the communities related to more recent schools. Communities having higher numbers of deposited documents seem to have also higher levels of searches and downloads. Therefore, it increases significantly the visibility of the institution and its researchers. Concerning the 2010 scientific production when compared with the deposit level of the corresponding community, the results show that the number of documents deposited is much lower than the number of published documents. Data obtained from the questionnaire answers from the communities The School of Agriculture (ESACB) and The School of Applied Arts (ESART) suggest that the strategy of communication used by RCIPCB is correct because everybody knows about the Repository. However, that is not related to the number of documents deposited. They also suggest that the strategy is not efficient and it needs some improvements in order to become effective. Considering the results it is clear that RCIPCB needs to have a mandatory depositing policy that might also be extended to user registration. Those factors would minimize both the heterogeneity and the asymmetric growth of communities and collections. Moreover, it would also decrease the difference between scientific production and the corresponding deposit in RCIPCB.
Os avanços tecnológicos ocorridos nas últimas décadas, nomeadamente o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, proporcionaram um crescimento, nunca antes visto, dos níveis de produção e disseminação da informação. É inquestionável que a transformação da sociedade agrária em sociedade industrial e desta em sociedade do conhecimento touxe uma nova situação em termos de produção de conhecimento. Tão grandes quantidades de conhecimento constituem-se, atualmente, como um valor acrescido classificado, por alguns autores, como um ativo intangível das diversas instituições/organizações que o produzem, valor esse que importa organizar, gerir e preservar de modo a torná-lo acessível às gerações vindouras. No contexto da Sociedade da Informação/Conhecimento, a par das tradicionais estruturas e plataformas de difusão do conhecimento, outros meios, menos formais e mais diretos e rápidos, foram surgindo, proporcionados e largamente potenciados pela Internet. Fruto da vulgarização do acesso à Internet, as instituições de ensino e investigação e os respetivos professores/investigadores passaram a dispor de meios adicionais de acesso ao conhecimento. Em paralelo, passaram também a dispor de meios adicionais de difusão do conhecimento. Nesse contexto, a informação e o conhecimento produzidos, necessitam de ser organizados e estruturados para que possam ser aproveitados pela comunidade científica. Surgem assim os repositórios institucionais como plataformas privilegiadas de preservação e acesso ao conhecimento científico já que promovem o acesso aberto (OA) aos documentos permitindo que os mesmos surjam de forma estruturada e organizada, associando dados, documentos e metadados em um só local de maneira a facilitar-lhes o acesso. Em Portugal, de 3 repositórios em 2007, passámos para 35 repositórios em 2011. A proliferação destes repositórios permite que as instituições disponham de um local próprio onde o conhecimento produzido é disponibilizado e organizado tendo em vista objetivos, em grande medida comuns, tais como proporcionar-lhe acesso livre mundial, contribuir para o progresso da ciência, mas também preservá-lo e armazená-lo, constituindo como que uma memória científica das organizações. A criação do repositório não é em si um fim. Deve ser entendida como um meio, um meio de proporcionar à comunidade científica massa crítica à qual de outra forma dificilmente ou nunca teria acesso. Nesse sentido é necessário avaliar o desempenho dos repositórios de modo a perceber que valor representam, como se posicionam na organização e verificar se são o melhor meio para divulgar o conhecimento produzido potenciando a criação de novo conhecimento. O presente estudo tem como objetivo verificar aplicabilidade do Balanced Scorecard (BSC) à avaliação do desempenho do Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco (RCIPCB). A seleção do método teve em consideração a literatura publicada que o refere como um método que procura traduzir a missão e a estratégia da organização num conjunto de indicadores de desempenho que permitem melhorar o desempenho e a comunicação dentro da organização. Dotado de grande flexibilidade, o BSC permite a sua aplicação à totalidade ou a partes da organização. Para a realização do presente estudo foi selecionada uma das seis comunidades do RCIPCB, a comunidade ESACB. Os resultados apresentados foram recolhidos, a partir do RCIPCB. O delineamento do trabalho ocorreu em quatro fases: 1.ª fase – Identificação de objetivos a partir dos documentos estratégicos do RCIPCB, o Regulamento de Funcionamento do RCIPCB e a Política de Depósito de Documentos no RCIPCB. Os objetivos foram, para efeito deste estudo, considerados como vetores estratégicos de desenvolvimento e são os seguintes: divulgar a produção científica do IPCB, neste caso da Comunidade ESACB; preservar em suporte digital a sua memória intelectual; partilhar o conhecimento técnico e científico alcançado, contribuindo para a geração de novos conhecimentos; aumentar o impacto da produção científica nos meios académico e de investigação; 2.ª fase – Alinhamento dos vetores estratégicos relativamente às perspetivas propostas pelo Balanced Scorecard, nomeadamente, Perspetiva de Utilizadores (todos); Perspetiva de Valor (conhecimento); Perspetiva de Processos (funcionamento); Perspetiva de Inovação/Aprendizagem (visibilidade); 3.ª fase – Seleção e alinhamento dos objetivos por perspetiva, identificando-os e alinhando-os na cadeia organizacional sem perder de vista os vetores estratégicos; 4.ª fase – Identificação de indicadores de desempenho por objetivo, seleção dos mais relevantes e criação do mapa estratégico com os impactos. Verifica-se que é possível integrar os diversos elementos que compõem a análise com base neste método, tornando a avaliação num processo harmonioso e holístico, já que ocorre de forma integrada para as diversas perspetivas. Devido à grande flexibilidade de que o BSC é dotado permite acrescentar indicadores de medida para as diversas perspetivas e permite, ainda, verificar os impactos numa lógica de transversalidade a toda a organização. Considerando o objeto específico deste estudo, a Comunidade ESACB do RCIPCB, apresentam-se os resultados para os diversos indicadores selecionados bem como uma análise global ao funcionamento e ao cumprimento dos objetivos gerais, aqui encarados como vetores estratégicos. Nesse sentido, este estudo permite demonstrar que o RCIPCB, através da Comunidade ESACB, promove a divulgação da produção científica, considerando o conhecimento produzido e registado como a memória intelectual da organização. Constata-se que não só esse desiderato é plenamente atingido como ainda acrescenta valor porque permite reunir dados, metadados e documentos num único local e com um identificador inequívoco. Permite a partilha de conhecimento formalmente, através dos documentos, e informalmente, através do estabelecimento de contactos entre investigadores potenciando a criação de mais conhecimento. O aumento do impacto da produção científica é um dos aspetos que importará analisar de forma mais consistente, no entanto tendo em conta as ferramentas tecnológicas disponíveis para pesquisa (o Google, o Google Scholar, alguns agregadores, tais como o Retrievo ou o portal Universia, por exemplo), bem como os dados obtidos no repositório, nomeadamente o número de downloads sobre documentos, coleções e comunidade, é possível concluir que algum impacto resulta desta exposição. No entanto importa trabalhar indicadores mais competentes para avaliar esta situação. Considerando a facilidade com que se aplicou o BSC à comunidade ESACB e verificando-se as mesmas condições para a totalidade do RCIPCB, conclui-se, que é possível aplicar o Balanced Scorecard à avaliação do desempenho do Repositório Científico do IPCB o que constituirá, certamente, objeto de estudo a realizar posteriormente.
As instituições de ensino superior desempenham um papel cada vez mais importante na comunicação dos resultados da investigação científica e da sua disponibilização em livre acesso, utilizando para tal, sobretudo os Repositórios Institucionais (RI). No entanto os RI debatem-se ainda com alguns problemas de afirmação no seio da comunidade científica, que entre outras razões, alega que nem todos os documentos aí contidos são sujeitos a revisão por pares e que os repositórios contêm muitos documentos de natureza não formal. No sentido de diminuírem a resistência por parte dos investigadores à colocação da sua literatura científica nos RI, estes necessitam de se credibilizar, demonstrando à evidências as suas potencialidades. Tal desiderato só pode ser alcançado por meio de uma avaliação baseada em métricas credíveis obtidas a partir de indicadores de desempenho fiáveis e facilmente verificáveis. Tendo como objetivo avaliar o desempenho do Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco (RCIPCB), numa perspetiva holística, considerando indicadores internos e externos, foi realizado o presente estudo, em que se construiu uma matriz de indicadores de desempenho, preenchida com dados recolhidos no RCIPCB, respeitantes ao período de março de 2010 a março de 2012. Para além deste objetivo procurou-se também compreender o efeito da Politica de Depósito de Documentos no RCIPCB sobre o auto-arquivo. Relativamente aos indicadores de desempenho, o estudo permitiu concluir que o RCIPCB tem denotado alguma constância, em termos de crescimento, mas as tendências assimétricas são evidentes. Quanto aos efeitos da Política de Depósito de Documentos, verificou-se no período em causa, não haver uma relação direta entre esta e o aumento do auto-arquivo.
As incubadoras de empresas são importantes instrumentos de desenvolvimento regional, uma vez que, através da oferta de um conjunto de serviços operacionais e financeiros, criam condições que facilitam e promovem o empreendedorismo, a geração de novas empresas e a transferência de conhecimentos/tecnologia. Ao reduzir os riscos inerentes ao período inicial de funcionamento da empresa, as incubadoras potenciam o crescimento e a taxa de sucesso de novas empresas contribuindo, assim, para a revitalização e crescimento económico da região onde se inserem. Situado na NUT III Beira Interior Sul, o concelho de Idanha-a-Nova é um território de baixa densidade, caracterizado por um forte decréscimo populacional e uma estrutura produtiva que assenta, fundamentalmente, no sector primário. Numa perspetiva de valorização do território e de pleno aproveitamento dos recursos endógenos, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, a Escola Superior Agrária de Castelo Branco e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro constituíram, em parceria, a Incubadora de Empresas de Base Rural de Idanha-a-Nova. Este projeto visa apoiar o estabelecimento de jovens agricultores numa área de terreno de 552 hectares que se encontrava devoluta após a desativação, por parte do Ministério da Agricultura Desenvolvimento Rural e Pescas, da Herdade Experimental do Couto da Várzea. O funcionamento da incubadora de empresas de base rural já permitiu a constituição de 40 empresas, com uma área total de 463,73 hectares que se dedicam, fundamentalmente, à produção frutícola e hortícola, integrando uma forte componente de inovação, quer ao nível das espécies cultivadas, quer no que respeita à tecnologia de produção. Estas empresas vão revitalizar o tecido produtivo, criar novos postos de trabalho e contribuir para o aumento do VAB regional. Nesta comunicação, para além da apresentação do projeto, serão também apresentados alguns dados que permitirão inferir sobre o impacto positivo que a implementação deste projeto poderá ter no desenvolvimento do concelho de Idanha-a-Nova.
Palesta proferida durante a XVIII reunião G-TEMCAL que decorreu de 28 a 29 de Setembro de 2001 em Lisboa.
Apresenta-se o resultado de um estudo sobre o RCIPCB tendo como base os dados recolhidos através de um inquérito por questionário distribuído aos docentes/investigadores do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Os repositórios institucionais devem ser entendidos como um dos instrumentos mais adequados à difusão, partilha, recuperação, reutilização e validação do conhecimento científico produzido. São de fácil utilização e não necessitam de intermediação. Em grande parte dos repositórios, estas caraterísticas não são integralmente aproveitadas pelos principais interessados, os investigadores. Os repositórios deparam-se com problemas difíceis de resolver. A falta de interesse dos investigadores para a participação no repositório e a concorrência da publicação “peer review” em meio científico são dois dos problemas mais evidentes. As políticas institucionais de depósito (mandatórias) de documentos podem ajudar a resolver estes problemas principalmente quando funcionam integradas com programas de avaliação dos docentes/investigadores. Com o objetivo de avaliar o efeito que a Política de Depósito de Documentos (PDD) produziu sobre a evolução do Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco (RCIPCB) foi realizado um estudo dividido em duas partes. A primeira parte diz respeito à posição dos docentes/investigadores relativamente à PDD e ao depósito efetivo no RCIPCB. A segunda parte diz respeito ao desempenho do RCIPCB de 1 de fevereiro de 2011 a 31 de janeiro de 2012 e de 1 de fevereiro de 2012 a 31 de janeiro de 2013, períodos antes e depois da PDD, respetivamente. A primeira parte do estudo consistiu na avaliação dos resultados de um inquérito por questionário online (Google docs) distribuído durante o mês de novembro de 2012 a todos os docente/investigadores do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) (N=505). Obtiveram-se um total de 94 respostas válidas, correspondendo a 19% do total do universo de inquiridos. Para a avaliação do desempenho do repositório foram recolhidos dados no RCIPCB. Os resultados obtidos foram tratados com o programa SPSS, v19. Relativamente à Política de Depósito de Documentos no RCIPCB, 66% dos respondentes informaram conhecê-la. Destes, 68% revelaram desconhecer a obrigatoriedade implícita em depositar os seus documentos no RCIPCB. Verificou-se, também, que 50% dos respondentes não depositou nenhum documento produzido em 2011, sendo as razões mais invocadas para o não depósito a falta de tempo (43,5%), os direitos autorais (21,7%) e o esquecimento (17,4%). Relativamente ao desempenho do RCIPCB nos períodos analisados, obtiveram-se os seguintes resultados: de 01-02-2011 a 31-01-2012 – 629 documentos depositados (150 por auto-arquivo e 479 por arquivo); de 01-02-2012 a 31-01-2013 – 564 documentos depositados (84 por auto-arquivo e 480 por arquivo). Os dados obtidos mostram que o número total de documentos depositados por arquivo diminuiu 10,3%. Após a entrada em vigor da PDD, também diminuiu o auto-arquivo em 44,0%. Quanto ao registo de utilizadores, passou de 86 para 157 docentes/investigadores registados, após uma ação de sensibilização através de contacto direto realizada em dezembro de 2012. Pelos resultados analisados, conclui-se que a PDD não produziu resultados ao nível do auto-arquivo e do depósito total, sendo necessário desenvolver novas aproximações, no sentido de fomentar, quer o auto-arquivo, quer a cedência dos documentos às bibliotecas para arquivo. Finalmente registou-se um aumento do interesse pelo RCIPCB a partir do momento em que foi introduzido o Sistema de Avaliação de Docentes na instituição (AVADOC).
A Campina de Idanha é uma das zonas do país onde mais se produz melancia (Citrullus lanatus). Por vezes, devido ao excesso de produção ou devido à falta de qualidade de alguns frutos, a melancia produzida não tem valor comercial podendo ter como destino a alimentação animal. Neste trabalho caracteriza-se o fruto do ponto de vista nutricional e avalia-se o seu interesse para a alimentação de novilhos. A melancia apresenta elevados teores em PB (14,47% ±4,54) e em NFC (53,80% ±8,89). No entanto, devido aos baixos teores em MS (3,8% ±1,62), NDF (20,63% ±2,80) e ADF (18,39% ±2,93) a melancia só deverá ser utilizada na alimentação de ruminantes se associada à ingestão de alimentos forrageiros secos com o objetivo de aumentar os teores em MS, NDF e ADF para valores ≥40%, ≥40% e ≥21%, respetivamente. Na mistura, o NFC deverá ser ≤36%. Utilizando a técnica do Quadrado de Pearson, acertámos duas misturas para 45% de MS, 53,9% melancia + 46,1% palha de trigo (9,05MJ/kgMS, 9,39%PB, 46,93%NDF, 30,78%ADF e 33,97%NFC) e 54,3% melancia + 45,7% feno de aveia (9,82MJ/kgMS, 11,30%PB, 41,06%NDF, 27,33%ADF e 38,45%NFC). Quando alimentado com a primeira mistura, o GPD esperado para um novilho com o peso vivo inicial de 300kg é de 0,479kg/dia e quando alimentado com a segunda mistura o GPD esperado é de 0,647kg/dia. Conclui-se que a melancia poderá ser utilizada na alimentação de novilhos. No entanto, se complementada só com uma forragem seca, apenas permitirá GPD inferiores a 0,7kg/dia.
Este estudo tem como primeiro objetivo apresentar uma perspetiva sobre a utilização sustentável dos documentos arquivados em Open Access num repositório, quando utilizados para estudo e investigação. Como segundo objetivo, pretende motivar os gestores dos repositórios para a criação de consciência ambiental junto dos utilizadores relativamente ao uso dos documentos, demonstrando os efeitos perniciosos da impressão sistemática.
The study took place at the Vez River that belongs to the Lima River basin and Minho and Lima region basin located in the municipality of Arcos de Valdevez. Due to its diversity of habitat and species that shelter the Vez River area were classified as Site of Community Importance (SCI) for the Conservation. The aim of this work were conducting inventory and characterization of the fish population, the ecological characterization of the sampling sites and the implementation of a set of actions that will help improve the protection, management and planning of activities, with particular reference to sport fishing. Fieldwork was conducted in two phases (March / April and June) and it was studied a total of 16 sampling sections of the river from the source to the mouth. We proceeded to sampling of the fish species populations with electrofishing. In this context was carried out to analyze the data regarding the age, growth, physical condition and fitness or coefficient ("K" factor) of the captured specimens. The results confirmed that we are facing a river course with a wide variety of habitats, which seems to have low rates of artificialization. The Salmo trutta, Anguilla anguilla and Chondrostoma polylepis fish species represents the most euribiontes at this river. In this sense, it appears that that Vez River has Salmo trutta almost from source to its confluence with the Lima River. The Squalius carolitertii is dominant in the middle course of the river followed by Achondrostoma arcasii and Barbus bocagei. In the last two sections (15 and 16) further downstream close to the mouth of the river, it was relevant the capture of some specimens of juvenile Petromyzon marinus and Salmo trutta trutta. No exotic species were found. For the entire sample of 16 sections Salmo trutta presents an isometric growth and shows a slight lack of robustness.
Com o objetivo de compreender a relação entre os docentes/investigadores e o repositório científico, elaborou-se um estudo ba­seado num inquérito por questionário para docentes/investigadores de uma instituição de ensino superior. As questões incidiram sobre o Movimento de Acesso Livre ao Conhecimento Científico, o conhecimento do repositório institucional e da Política de Depósito de Documentos no repositório, a predisposição para a participação e a utilização do repositório na docência. Os resultados foram tratados com o programa SPSS. Foram obtidas 94 (19%) respostas válidas, onde verificou-se que os docentes/investigadores conhecem o repositório e atribuem-lhe muita importância. Os impactos institucionais identificados foram imagem, visibilidade e reputação. Os impactos individuais identificados foram reputação científica, reconhecimento pelos pares e aumento das citações. Obtiveram-se os seguintes resultados: 66% dos respondentes indicaram utilizar o repositório, sobretudo, para pesquisa científica; 80,9% dos docentes/investigadores recomendam aos estudantes o uso do repositório; 69,1% dos respondentes possuem documentos no repositório; o depósito mediado é o mais utilizado; 87,2% dos respondentes referiram continuar a depositar no repositório; e 66% conhecem a Política de Depósito de Documentos no repositório, mas 68% desconhecem a obrigatoriedade de depositar lá seus documentos. Os resultados denotam bom nível de aceitação e reconhecimento do repositório, mas devem continuar a ser desenvolvidas atividades de divulgação e formação.
São muitos e de natureza variada os desafios que se colocam, na atualidade, às instituições de ensino superior, em termos de organização, gestão e preservação do conhecimento científico. O contexto do presente estudo respeita ao processo de gestão organização e preservação do conhecimento do ponto de vista dos repositórios científicos. Ao longo dos últimos anos assistiu-se, em todo o mundo, à emergência do Movimento do Livre Acesso ao Conhecimento Científico. Este movimento advoga o acesso livre, imediato e gratuito à produção científica gerada nas instituições. O Livre Acesso concretiza-se através da Via Dourada, com publicação dos resultados da investigação em revistas exclusivamente de acesso livre e a Via Verde, com publicação dos resultados de investigação em repositórios científicos. Em Portugal, em 2004 existiam três repositórios. Em 2007 este número aumentou para 35. Atualmente estão registados 43 repositórios portugueses no portal do Repositório de Acesso Aberto de Portugal (RCAAP). Os repositórios são sistemas de informação que permitem atenuar a dificuldade de acesso à produção científica das instituições e que, ao mesmo tempo, armazenam documentos em suporte digital, disponibilizando-os em texto integral e acesso livre. São sistemas inclusivos porque recebem documentos de muitos tipos, como artigos científicos (peer review), livros e capítulos de livros, documentos de conferência, dados científicos, teses, dissertações, lições. Ao longo dos anos as instituições foram produzindo quantidades substanciais de outputs científicos, concretizados em documentos publicados, documentos não publicados, literatura cinzenta, dados, sendo que, muitos deles dificilmente voltariam a ser visíveis ou consultados não fora o repositório. Por outro lado, as condições em que muitos documentos ficaram “guardados” podem ter contribuído para diminuir o seu potencial de usabilidade. Com o advento dos repositórios foi possível recuperar muitos destes documentos e transferi-los para suporte digital, compatibilizando-os assim com formatos e dispositivos de leitura atuais. Assim, parece perceber-se que os repositórios podem contribuir para a recuperação dos documentos e da sua usabilidade e para a preservação em suporte digital, assegurando que o conhecimento produzido chega às gerações futuras, em condições de ser lido, compreendido e, eventualmente, utilizado. O presente estudo intenta contribuir para a compreensão da importância da função preservação, no contexto dos repositórios portugueses, considerando que estes recebem todo o tipo de documentos, exclusivamente em suporte digital. O âmbito do trabalho alcançou todos os repositórios de instituições de ensino superior constantes do Portal RCAAP até 15 de maio de 2014 (31 repositórios). Analisaram-se nas páginas institucionais: a visibilidade da Política de Depósito de Documentos e se possuíam indicações sobre preservação dos conteúdos (forma, tempo). Para analisar a qualidade do suporte, descarregaram-se de 10 documentos/repositório formando dois grupos de 5 documentos: Grupo 1:Documentos publicados até 1999; grupo 2:Documentos publicados a partir de 2000. Verificou-se que a maioria dos repositórios refere, na página principal, a questão da preservação, todavia sem refletir explicitamente a preservação digital dos conteúdos, antes referindo “preservação da memória digital” ou “memória intelectual” das instituições. Apenas dois repositórios garantem, explicitamente, a preservação digital e o acesso permanente aos seus conteúdos. Em nenhum dos casos é referido um plano de ação em caso de catástrofe. Em quinze repositórios a Política de Depósito de Documentos está publicamente disponível. Quanto aos registos no repositório contêm dados, metadados, documentos e um identificador permanente, handle. A amostra utilizada para analisar o suporte parece indicar que alguns documentos publicados até 1999 resultam de digitalização revelando alguns defeitos na qualidade de visualização que podem estar relacionados com a idade e estado de conservação do original e com o software utilizado. Os documentos mais recentes apresentam melhor qualidade gráfica e visual o que parece indicar terem sido carregados a partir do suporte digital. Todavia pelas suas características e facilidade de operação/utilização, os repositórios parecem ser dotados de um enorme potencial de agregação de documentos, reunindo as condições que permitem concretizar a função preservação, facultando, igualmente, o acesso livre e gratuito aos seus conteúdos. Apesar dos problemas identificados os autores consideram que os repositórios podem cumprir com sucesso a função preservação orientada à produção científica em meio académico, já que permitem arquivar, sistematicamente, todos os documentos produzidos. Contudo esta tarefa é ainda um desfio e pode constituir uma linha de ação futura para os repositórios científicos.
Com este trabalho pretendemos apresentar uma espécie com interesse zootécnico pouco conhecida em Portugal. Apresentam-se as raças de búfalos de rio mais importantes e alguns parâmetros produtivos e reprodutivos obtidos em explorações vocacionadas para a produção de leite de búfala. O búfalo de rio é criado e utilizado para a produção de leite em países europeus como Itália, Roménia, Bulgária, Alemanha, Macedónia, Reino Unido, Grécia, Sérvia, Albânia, Ucrânia e Hungria, sendo Itália o país europeu com maior número de búfalas e onde a produção de leite de búfala está mais especializada. As fêmeas têm produções médias de 2.221 kg de leite (8,24% de gordura; 4,66% de proteína) em 270 dias. Muito do leite produzido é transformado no famoso queijo Mozzarella. A existência da Associação dos Criadores de Búfalos de Portugal (ACBP) no Alentejo poderá indicar que esta é uma das regiões do país com maiores potencialidades para a produção de búfalas para leite. Esta produção poderá ser uma hipótese alternativa à produção de leite de vaca.
Apresentam-se os resultados de um estudo sobre o efeito da aprovação e implantação da Política de Depósito de Documentos (PDD) no Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco - Portugal (RCIPCB). Método: O trabalho foi dividido em duas partes. A primeira parte diz respeito à posição dos docentes/investigadores sobre a PDD e sobre o arquivamento dos seus documentos científicos no Repositório; a segunda parte diz respeito ao desempenho do RCIPCB enquanto tal. O estudo foi realizado mediante a aplicação de um inquérito distribuído online aos docentes/investigadores do IPCB (n=505), sujeito a uma análise estatística descritiva. Resultados: 96,6% dos docentes/investigadores informaram conhecer o RCIPCB; 66,0% dos inquiridos respondeu conhecer a PDD; apenas 11,9% dos respondentes indicaram ter depositado de quatro a mais documentos da sua produção científica de 2011 no Repositório; e, 50,8% dos docentes/investigadores referiram não terem depositado qualquer documento relativo a 2011. As razões mais invocadas para este comportamento foram: a falta de tempo (43,5%); questões relacionadas com direitos de autor (21,7%); e o esquecimento (17,4%). Após a aprovação da PDD houve uma redução no número total de documentos depositados (10,3%) e do número de documentos autoarquivados (44,0%). Conclusões: Conclui-se que a PDD não produziu os resultados desejados nem ao nível do autoarquivo, nem ao nível do crescimento do Repositório pela via do arquivo mediado. Considera-se ser necessária a adoção de medidas complementares de fomento do arquivo e do autoarquivo no RCIPCB.
Com o presente trabalho pretende-se apresentar o Repositório de Trabalhos de Fim de Curso das Escolas Superior Agrária (ESA/IPCB) e Superior de Artes Aplicadas (ESART/IPCB) do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). Este Repositório foi criado no ano de 2011 tendo por base a tecnologia DSpace. O Repositório está organizado em comunidades e coleções, correspondendo as comunidades às Escolas e as coleções aos cursos ministrados. Atualmente, o Repositório de Trabalhos de Fim de Curso possui 37 coleções que albergam 2.887 documentos.
A pesca recreativa de águas interiores é uma importante actividade de lazer em Portugal Continental. O achigã (Micropterus salmoides), espécie dulciaquícola originária dos EUA e introduzida nos Açores em 1898, é um dos peixes com maior interesse para a pesca desportiva. Hoje, o achigã pode ser pescado em quase todas as albufeiras e rios de águas calmas de Portugal tendo contribuído para a redução das populações autóctones de ciprinídeos. O repovoamento com achigãs de cultura, o uso de isco artificial, a pesca sem morte e o reajustamento do tamanho mínimo de captura têm sido utilizados como medidas de manutenção das populações. Neste trabalho de revisão descreve-se o habitat, a morfologia e os hábitos alimentares e reprodutivos desta espécie piscícola.
A produção comercial de achigãs (Micropterus salmoides) poderá ser uma opção interessante para as pisciculturas de águas interiores localizadas em regiões do país onde aquela espécie tem elevado interesse comercial. Os achigãs são muito valorizados para gastronomia e para repovoamentos de lagos e barragens de rega utilizadas para pesca desportiva. A utilização de alimento composto comercial permitirá o crescimento mais rápido dos achigãs que conseguem atingir o peso de mercado ao fim de 24 meses. Com este trabalho, pretendemos divulgar técnicas para criação de achigãs em que se utilizam tanques de reprodução, tanques de alevinagem, tanques de adaptação ao alimento composto e tanques de crescimento. No trabalho também são referidos aspetos práticos relativos ao maneio alimentar do achigã. Enquanto no nosso país houve produção desta espécie em cativeiro, os alevins obtidos destinavam-se ao repovoamento. O plano de negócio apresentado na parte final do trabalho realça o interesse económico que pode ter a produção de alevins de achigãs para repovoamento de locais de pesca. Um sistema de produção muito simples poderá originar receitas superiores a 2.500€/ha/ano.
Com o objectivo de comparar o efeito da utilização de uma gordura “By-Pass” sobre a produção e composição do leite de vacas Frísias, foram constituídos 3 grupos de 6 vacas cada um, homogéneos para a produção de leite, teor butiroso, peso vivo e número de lactação. O ensaio foi feito durante as primeiras 14 semanas de lactação. O grupo 1 (G1) com alimentação normal serviu de testemunha, o grupo 2 (G2) foi suplementado com 500g de gordura “By-Pass)/dia e o grupo 3 (G3) com 750g de gordura “By-Pass”/dia. Os resultados obtidos permitem-nos concluir que cada animal do G3 produziu em média mais leite (2586,83 ±287,21kg; P>0,05), quando comparado com os G1 (2203,50 ±519,29kg) e G2 (2229,00 ±412,44kg). A quantidade de gordura do leite também foi superior no G3 (3,98 ±0,408g/100g; P>0,05), sendo nos G1 e G2 respectivamente de 3,73 ±0,513 e 3,75 ±0,744g/100g de leite. Não foram detectadas grandes diferenças em relação à quantidade de proteína do leite. No entanto, o G2 apresentou valores ligeiramente superiores (3,39 ±0,240g/100g; P>0,05) em relação aos resultados encontrados para o G1 (3,20 ±0,155g/100g) e G3 (3,25 ±0,161g/100g). Tal como seria de esperar, as vacas dos 3 grupos tiveram uma diminuição de peso durante os primeiros 60 dias de lactação. Durante o mesmo período, as vacas do G1 perderam 64,5 kg enquanto que as do G2 e G3 perderam, respectivamente, 39,5 e 35 kg. Esta evolução do peso vivo poderá ter tido alguma influência nos parâmetros reprodutivos observados, uma vez que as vacas do G1 tiveram intervalos parto-inseminação fecundante bastante superiores (91,33 ±29,92 dias; P>0,05) aos resultados encontrados para os G2 (77,16 ±24,84 dias) e G3 (77,33 ±17,41 dias). Ao fazermos a análise económica comparativa dos 3 grupos e considerando apenas o acréscimo de produção de leite, verificamos que a utilização de 0,750 kg de gordura “By-Pass” por dia, como suplemento ao regime alimentar das vacas em produção, traduziu-se num acréscimo de receita para o G3 de +19.655$40/vaca durante o período de 14 semanas.
The heavy metal (Zn, Cu, Mn, Fe, Pb, Cd) concentrations of muscle tissues of Micropterus salmoides and Tinca tinca from fresh water reservoirs and Fish Production Units situated in Portuguese and Spanish regions close to the border Portugal/Spain, were evaluated by atomic spectrophotometer absorption. Dried powders from these fishes were used to be calcinated followed by acid and atomic spectrophotometric metal analysis. Mean values in mg Kg1 wet weight of M. salmoides from ESA and Urra reservoirs were respectively the following: Cd(0.03 & 0.03), Cu(3.23 & 2.41), Fe(5.03 & 4.90), Mn(0.58 & 0.49), Pb(0.46 & 0.63) and Zn(6.73 & 7.01). The mean contents in mg kg1 wet weight in T. tinca from Casillas and Olivenza are, respectively the following: Cd(0.02 &0.04),Cu(1.30 & 1.47), Fe(3.92 & 6.41), Mn(0.26 & 0.59), Pb(0.29 & 0.99) and Zn(6.27 & 8.96). Is was concluded that these metallic concentrations are bellow the maximum permissible for a safety utilization of theses fishes in human nutrition.
Foi objetivo deste trabalho a determinação de alguns metais pesados como o cádmio (Cd), cobre (Cu), chumbo (Pb), ferro (Fe), manganês (Mn) e zinco (Zn) da parte edível de 7 achigãs (Micropterus salmoides) capturados em duas barragens localizadas nos concelhos de Castelo Branco (ESACB) e Portalegre (Urra) e de 9 tencas (Tinca tinca), capturadas na zona fronteiriça da Estremadura espanhola (Badajoz).
Na Trutalcoa, realizou-se um ensaio envolvendo 63044 juvenis de Salmo trutta fario distribuídos por diferentes tanques, com o objectivo de avaliar alguns parâmetros de crescimento desta espécie (peso médio (PM), ganho de peso médio diário (GPD), índice de conversão (IC) e da taxa de mortalidade média (TM)) em cativeiro. Semanalmente, foi pesada uma amostra representativa das trutas por tanque (N>100) e controlada a quantidade de alimento composto completo fornecido. Procedeu-se também ao controlo da temperatura e à análise química e física da água à entrada e à saída dos tanques. Os resultados obtidos foram os seguintes: PM inicial 1,377 g (± 0,061) e PM final 5,048 g (± 0,092), IC inicial 0,693 (± 0,061) e IC final 1,051 (± 0,100), TM inicial 0,07% e TM final 0,75% (2,43% TM total). Determinaram-se coeficientes de correlação positivos entre a temperatura da água e a TM/tanque (r=0,401; P<0,01), IC/tanque (r=0,533); P<0,01) e GMD/tanque (r=0,674; P<0,01). Em relação à qualidade da água à entrada e à saída dos tanques verificou-se não ocorrerem diferenças, com excepção da alcalinidade mais baixa (P<0,05). Os valores médios obtidos foram os seguintes: alcalinidade 8,84 mg/l (± 1,40); pH 6,61 (± 0,34); nitritos e nitratos 0,98 mg/l (± 0,27); condutibilidade eléctrica 23,24 µS/cm (± 3,46). Da avaliação global dos resultados, verifica-se que esta espécie, apesar de possuir características que a tornam bastante sensível, apresenta indicadores que tornam viável a sua produção em cativeiro.
O objectivo deste trabalho foi avaliar a influência que alguns factores podem ter sobre o peso ao nascimento de vitelos Holstein Friesian. Para o efeito, analisaram-se os registos referentes a 349 vitelos nascidos entre 1985 e 2001 numa vacaria localizada em Castelo Branco, região da Beira Interior, Portugal.
Com este trabalho, pretendemos avaliar os principais factores que condicionam a rentabilidade da exploração leiteira. Destaca-se o custo da alimentação que representa 50 a 68% do custo total de litro de leite produzido. Ao utilizar aplicações informáticas que formulem regimes alimentares ao mínimo custo, o produtor de leite consegue tomar decisões muito rápidas sobre as matérias-primas que vai utilizar no misturador Unifeed no dia seguinte. Só desta forma poderá ajustar ao regime alimentar as constantes variações dos preços das matérias-primas. A produção de milho e de azevém para silagem na própria exploração vai reforçar a menor dependência dos preços dos alimentos comprados fora, preços que o produtor individual não controla. Os parâmetros produtivos e reprodutivos adequados vão contribuir para o sucesso económico da exploração leiteira. O parâmetro produtivo DEL deve situar-se em 150 dias já que o seu aumento vai ter implicações directas na diminuição da produção média diária de leite. Parâmetros reprodutivos como o IP-P, o número de IA/IAF e a idade das novilhas ao primeiro parto com valores médios por estábulo, respectivamente, de 365 dias, 1,7 IA/IAF e 24 meses deverão ser o objectivo da exploração. Valores mais elevados vão ter implicações no custo do litro de leite produzido. As mamites contribuem para diminuir a quantidade e a qualidade do leite produzido. As bonificações atribuídas ao preço do leite com baixa CCS associada à redução da produção diária de leite pelas vacas com mamite são dois factores com implicações directas na rentabilidade da exploração.
Em Portugal, a produção de bovinos de carne ocorre em áreas desfavorecidas e é normalmente extensiva. Com a floresta e a agricultura, é uma das principais fontes de receita e emprego desempenhando, também, um importante papel no contexto social e ambiental. Portugal não é auto-suficiente em relação à produção de carne bovina e devido à crise da BSE torna-se difícil prever, a médio e a curto prazo, a recuperação deste mercado. Podemos prever um novo mercado a partir da produção de carne de raças autóctones em sistemas extensivos. Produtores e consumidores consideram que a carne de raças autóctones é um produto de elevada qualidade, com características organolépticas próprias que resultam de métodos de produção diferenciados. Este facto permitiu o alargamento dos pequenos nichos de mercado, que tradicionalmente consumiam este tipo de produtos, e um aumento de valorização à produção das carnes DOP. Como a agricultura portuguesa não pode competir em quantidade e preços com outros países, a diferenciação parece ser a única alternativa para estimular a actividade rural nas zonas desfavorecidas, criando uma mais valia regional, necessária para um desenvolvimento agrícola sustentado. Através da manutenção dos nossos sistemas extensivo de produção animal conseguir-se-á limitar outros tipos de problemas de que se destacam a protecção ambiental, a defesa paisagística e a desertificação humana e física do nosso espaço rural.
Neste trabalho avalia-se a degradação do solo em parques de criação ao ar livre de porcos das raças autóctones Alentejana e Bísara numa unidade de experimentação na Quinta da Senhora de Mércules, Escola Superior Agrária de Castelo Branco, no período de 2004 a 2007. A degradação do solo é avaliada qualitativamente por um conjunto de sinais de degradação do solo. A erosão do solo é avaliada quantitativamente pelo método das raízes expostas das árvores ou montículos e por pontos indicadores em que é possível medir a erosão, relativamente a pontos de referência. Verifica-se em todos os parques uma degradação do solo alta a muito alta, com maior incidência nos parques da raça Alentejana. A taxa anual de erosão do solo estimou-se em 5,9cm, durante o período de três anos em que decorreu a experimentação.
Este trabalho resultou da análise de dados existentes na Associação dos Criadores de Bovinos da Raça Marinhoa (ACRM), no matadouro de Aveiro, obtidos durante a recria de vitelos em parceria e da análise das respostas a inquéritos feitos a uma amostra da população residente no solar de origem da raça Marinhoa. Teve como objectivo caracterizar as primeiras 56 carcaças de bovinos que foram comercializadas pelo Agrupamento de Produtores CARMARDOP e avaliar a importância e o reconhecimento que esta DOP tem na região solar da raça. Determinou-se: a idade média ao abate (494,0 dias ±173,35); o sexo dos animais abatidos (82,0% machos); a classe dos animais abatidos (60,3% da classe novilho); o peso médio de carcaça (194,4 kg ±63,95); o ganho de peso diário entre os 150 e os 285 dias de idade (0,528kg/dia). Verificou-se que 44,2% das carcaças obtiveram a classificação P1 e 30,7% a classificação P2, a vazia é a peça mais abundante na categoria Extra, que no seu total representa 13,9 % do peso da carcaça, as peças de 1ª Categoria constituem 38,8 % da carcaça, sendo o acém a peça com maior peso e na 2ª Categoria, com 23,11% do peso da carcaça, a aba é a peça mais representativa. Em relação ao inquérito efectuado apurou-se que: 13% dos inquiridos consome carne de bovino (gosto pessoal, confiança no produto criado em casa); 60% conhece o significado da expressão “Denominação de Origem Protegida”, sobretudo os inquiridos do sexo masculino e na faixa etária dos 31-40 anos; 48,9% já provou carne com DOP e apenas 20% já provou Carne Marinhoa DOP. Embora esteja a ser importante o trabalho de divulgação do produto que tem sido desenvolvido pela ACRM e pelo agrupamento de produtores, consideramos fundamental a divulgação desta carne pelas entidades políticas competentes, por se tratar de um produto de qualidade, exclusivo da região, e que poderá constituir uma mais valia para a sua população e para a preservação desta raça autóctone.
Poster apresentado no XII Congresso de Zootecnia que decorreu em Vila Real, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD, de 21 a 23 de Novembro de 2002
Com este trabalho pretendemos apresentar algumas ideias que poderão contribuir para melhorar a rentabilidade das explorações leiteiras. De entre os muitos fatores que condicionam a rentabilidade das explorações leiteiras destacamos o custo da alimentação, os dias em leite (DEL), a qualidade do leite produzido e alguns parâmetros reprodutivos como o intervalo entre partos (IP-P), o número de inseminações por inseminação artificial fecundante (IA/IAF) e a idade das novilhas ao primeiro parto. Como o custo da alimentação representa 50 a 68% do custo total de litro de leite produzido e uma vez que o preço das matérias-primas estão em constante alteração, propõem-se uma aplicação informática de fácil utilização a que o produtor poderá recorrer para tomar decisões rápidas quanto às matérias-primas a utilizar no Unifeed no dia seguinte, mantendo o valor nutricional da mistura adequado aos objetivos produtivos da vacaria. Também se propõe o aumento da produção de forragens na própria exploração (milho e azevém para silagem) como forma de reduzir a dependência dos preços dos alimentos comprados fora que o produtor individual não controla. O DEL médio do efetivo em produção deverá situar-se entre 150 e 170 dias. O aumento do DEL vai ter implicações diretas na diminuição da produção média diária de leite da vacaria. A existência de vacas mamíticas na exploração vai afetar as bonificações atribuídas ao preço do leite com baixa contagem de células somáticas o que, associado à redução da produção diária de leite provocada pelas mamites, são fatores com implicações diretas na rentabilidade da exploração. Alguns parâmetros reprodutivos como o IP-P de 365 dias, o número ideal de 1,7 IA/IAF e a idade das novilhas ao primeiro parto de 24 meses deverão ser valores objetivo para a exploração. Valores mais elevados vão ter implicações no custo do litro de leite produzido com consequências negativas para o sucesso económico da exploração.
Largemouth bass (Micropterus salmoides) is a freshwater fish originating from the United States of America (USA). This specie was introduced in Portugal (Azores) in the end of the XIX Century. Like in the USA, largemouth bass is one of the most popular freshwater sports fish in Portugal and it is very important in regional cuisine, especially in the countryside. However, there’s a lack of information about the chemical composition of largemouth bass fillet. All eaten largemouth bass in Portugal are caught in large dams and small irrigation dams because there’s no largemouth bass aquaculture industry. The aim of this work was to evaluate the chemical composition of largemouth bass fillet collected in an irrigation reservoir (39º49’27.89’’ N; 07º26’57.92’’ W) located in the Central region of Portugal. Thirteen largemouth bass were collected (average weight 349.85g ±74.23; average length 27.22cm ±1.43; average K condition factor 1.71 ±0.14) and were frozen during seven days. The cutting carcasses and the filet chemical analyses (moisture, protein, fat and ash) took place in the laboratory. In the carcass, the average amounts of viscera, spine, head, skin and filet were, respectively, 8.52% (±1.41), 17.24% (±1.29), 23.06% (±1.85), 7.58% (±0.60) and 43.59% (±1.91). In the filet, the average amounts of moisture, protein, fat and ash were, respectively, 77.67% (±1.07), 18.46% (±0.83), 0.90% (±0.31) and 1.20% (±0.05). We concluded that largemouth bass has a good filet yield with very low fat and high level of protein contents. In fact, as far as we know, these are the first results of carcass and filet characterization of largemouth bass collected in Portugal.
Estima-se que dois em cada três lares portugueses tenham um animal de estimação. Embora predominem os cães e os gatos, lagomorfos e roedores de companhia têm vindo a contribuir cada vez mais para aqueles números. Pela importância que os coelhos anões têm a nível mundial como novos animais de companhia, vários estudos têm sido desenvolvidos para avaliar as suas necessidades nutricionais, sempre com o objetivo de aumentar o seu bem-estar e a sua longevidade. Os coelhos anões podem viver mais de 7 anos, têm um peso ao nascimento de 30 a 60g, peso adulto inferior a 1000g e consumos médios diários de alimentos de 5g/100g PV e de água de 5 a 10ml/100g PV. O primeiro grande problema que o nutricionista tem de resolver é o de conseguir atenuar, com o alimento que formula, o ritmo de crescimento dos dentes incisivos. O regime alimentar deve conter alimentos fibrosos, predominantemente fenos de gramíneas como o azevém (Lo¬lium spp) e/ou o rabo-de-gato (Phleum pratense). O segundo grande problema consiste em reduzir o risco de urolitíase nos animais mais velhos. As dietas devem conter pouco Ca (0,5% em coelhos adultos; 0,8% em coelhos em crescimento e coelhas em lactação) e pouca Vitamina D (<25μg/kg de alimen¬to). Os regimes alimentares com elevados níveis de Ca, por exemplo com grande quantidade de feno de luzerna, vão contribuir para uma maior ocorrência de cálculos renais de Ca(H2PO4)2 e CaC2O4. O terceiro grande problema é a obesidade. Para evitar fenómenos de obesidade, o regime alimentar deve ser pobre em gordura (até 3,5%) e o rótulo da embalagem devem indicar a dose máxima diária recomendada de alimento. A gordura deve ser rica em CLA e PUFA para evitar problemas de pele e pêlo. O poster elaborado apresenta alguns exemplos do apoio técnico e científico que a Escola Superior Agrária de Castelo Branco está a dar a duas empresas que produzem e comercializam misturas para animais de companhia. Têm vindo a ser formuladas misturas para coelhos anões que já estão disponíveis no mercado. As misturas produzidas satisfazem as necessidades dos animais e incluem sementes de cereais (milho, trigo e cevada) e de proteaginosas (ervilha forrageira e lentilha), micronizadas e extrudidas, pelet formulados por nós e pelet de luzerna, palha de trigo, fenos de azevém e de luzerna e suplementos vitamínicos, minerais e PUFA. Apresentam uma composição variável de 11-13% PB, 2-3% GB, 13-15% FB, 4-6% cinzas, Ca <1%, P<0,7% e 2600-2800 kcla/kg ED.
O presente documento foi apresentado na 2nd International Conference of the LSIRD Network que decorreu em Bray, Dublin em Dezembro de 1998, tendo integrado os respectivos Proceedings.
Foi objectivo deste trabalho a determinação de alguns metais pesados como o cádmio (Cd), cobre (Cu), chumbo (Pb), ferro (Fe), manganês (Mn) e zinco (Zn) da parte edível de 7 achigãs (Micropterus salmoides) capturados em duas barragens do concelho de Castelo Branco (ESACB) e Portalegre (Urra) e de 9 tencas (Tinca tinca), capturadas na zona fronteiriça da Estremadura espanhola (Badajoz).
A revista Ruminantes, juntamente com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco e com a Universidade dos Açores, vai passar publicar, a partir deste número, o Índice VL, indicador que pretende refletir a relação entre o preço do leite pago ao produtor e o preço (custo) da alimentação das vacas leiteiras.
O regime de quotas leiteiras foi criado em 1984 na então Comunidade Económica Europeia (CEE) para fazer face a circunstâncias determinadas – a acumulação de excedentes de lacticínios e a respetiva pressão sobre os meios orçamentais europeus necessários ao seu escoamento. Em traços gerais, a limitação de produção naquele sistema de quotas teve como objetivos principais evitar a queda de preços que poderia advir de uma maior oferta em relação à procura e o aumento da competitividade do setor com a consequente redução de despesas com os apoios ao consumo interno e à exportação. Nos anos que precederam a adesão de Portugal à CEE o setor do leite português era caracterizado por um mercado de economia dirigida, fortemente controlado, com tabelamento de preços na produção, na distribuição e no consumo. A formação de preços era estabelecida com base em subsídios destinados a fomentar a produção e a manter estável o nível de preços, adequando-os ao poder de compra de então. A produção de leite era insuficiente para satisfazer o consumo, sendo necessário recorrer à recombinação de leite em pó. Existia um quadro positivo para a evolução da produção e transformação leiteiras pois havia mercado capaz de absorver os seus produtos. Em contrapartida, dado o desfasamento do nosso mercado relativamente aos similares europeus e internacionais a nível dos preços praticados em toda cadeia, impunham-se adaptações urgentes e radicais com vista à entrada do nosso país na CEE. A harmonização de preços a que a adesão obrigava para a integração do sector na Organização Comum de Mercado definida pela PAC, levou a que no Tratado de Adesão fossem estabelecidas duas etapas de transição, de cinco anos cada, tendo a primeira decorrido de 1985 a 1991. Com o intuito de proteger o setor das importações de países terceiros, permitindo a restruturação e o desenvolvimento dos aparelhos produtivo e industrial, foram estabelecidos, neste primeiro período, mecanismos de transição, ao nível dos regimes de preços, de ajudas, de intervenção, de comercialização e de comércio externo. O fim do sistema de quotas leiteiras está previsto para 31 de março de 2015. As piores expectativas apontam para um abandono maciço da atividade, principalmente em economias menos competitivas como a Portuguesa. Mais de 90% do leite produzido na União Europeia (EU) é comercializado no mercado europeu. O sistema de quotas tem permitindo a manutenção e o desenvolvimento sustentado da produção leiteira na totalidade dos Estados-Membros contribuindo para adequar a oferta à procura, permitindo alguma sustentabilidade dos rendimentos ao longo da fileira. Organizações poderosas ligadas ao setor lácteo de países do norte da Europa (Ex. Holanda, Dinamarca, Alemanha,…) têm sido claras nas suas intenções ao referirem que o desmantelamento do sistema de quotas implicará um abandono produtivo maciço nos países cuja produção de leite é considerada menos competitiva. Esta opção é sustentada pela importância cada vez menor que o regime de quotas leiteiras tem na EU. Na campanha de 2010-2011, apenas 5 Estados-Membros excederam a sua quota leiteira tendo a produção da EU ficado 6% abaixo da quota total. A campanha 2011-2012 terminou com as entregas na EU a situarem-se 4,7% abaixo da quota. Apenas 6 Estados-Membros excederam a respetiva quota nacional, a Áustria (onde predominam explorações leiteiras com vacas Simental) +4,2%, Chipre +2,3%, Irlanda +1,1%, Luxemburgo +0,5%, Holanda +0,5% e Alemanha +0,1%). Pelo contrário, 21 Estados-Membros produziram leite abaixo da quota anual atribuída. Os valores variaram entre -0,2% na Dinamarca e -52,6% na Bulgária. Portugal situou-se sensivelmente a meio da tabela com 9,7% de produção abaixo da quota leiteira. O número de Estados-Membros que produziram mais do que a quota foi muito pequeno e este excedente de produção representou menos de 0,2% do leite total entregue ou coberto por vendas diretas. A recolha de leite de vaca na EU tem vindo a aumentar nos últimos anos tendo sido de +1,4% em 2010, +2,0% em 2011 e +1,5% em 2012. Nas principais regiões mundiais fornecedoras de leite, onde se incluem os EUA, a Nova Zelândia, a Austrália e a Argentina, o aumento anual foi muito superior ao da EU tendo atingido +5,3% em 2011 tendência que se manteve em 2012 com o aumento de +2,8% nos EUA, +11,4% na Nova Zelândia, +4,7% na Austrália e +5,9% na Argentina. Entre 2010 e 2012, com exceção do leite em pó gordo, as exportações dos principais produtos lácteos da EU aumentaram com especial dinamismo para o leite em pó desnatado e para a manteiga em 2012. Estudos recentes, elaborados pela Comissão Europeia, preveem o aumento contínuo da procura mundial de leite e produtos lácteos como resultado da apetência crescente para aqueles produtos, do crescimento da população, da economia mundial e do maior consumo per capita de leite e derivados. O aumento sustentado das importações por parte de países emergentes como a Índia e a China influenciará positivamente os preços dos produtos lácteos de base com o consequente incremento do potencial exportador da EU. Este panorama apenas poderá ser afetado pelo aumento mais rápido das exportações de leite e produtos lácteos provenientes de outros países produtores mundiais de leite que, ao longo dos últimos anos, têm vindo a adaptar a sua produção à procura crescente do mercado mundial sem as limitações que o regime de quotas leiteiras tem vindo a impor aos países da EU. Em vários Estados-Membros, as explorações leiteiras têm vindo a introduzir medidas de adaptação ao fim do regime de quotas leiteiras. As medidas passam pelo aumento dos efetivos e pela melhoria da eficiência na produção de leite. O objetivo é tornar a Europa mais competitiva para a conquista de mercados emergentes. Os custos de produção devem ser competitivos no mercado global e no mercado local dos produtos lácteos particularmente ao nível do preço da alimentação animal, do preço da terra e da mão-de-obra. Em tempos de fortes flutuações mundiais dos preços do leite, dos custos de produção e das taxas de câmbio, o setor leiteiro deve ser capaz de reagir rapidamente às ameaças e de antecipar as oportunidades. Será fundamental avaliar anualmente, de forma isenta e objetiva, a competitividade dos sistemas de produção dos vários países. Apresentamos agora algumas ideias que poderão ajudar os produtores portugueses a adaptarem a sua atividade, nos próximos 12 meses, ao fim do regime de quotas leiteiras que, inevitavelmente, deixará de existir em abril de 2015. Tendo em consideração o forte impacto que os custos de alimentação das vacas representam para a produção de leite (mais de 50% do preço de custo de 1 kg de leite) devem ser utilizados regimes alimentares que potenciem a produção de leite mas que também potenciem a redução do custo unitário do leite produzido. Vários trabalhos têm vindo a revelar que as explorações que utilizam elevados níveis de concentrados para a produção de leite são as mais sensíveis aos aumentos dos preços das matérias-primas no mercado internacional. Neste sentido, propõe-se a maior utilização de forragens produzidas na própria exploração como forma de reduzir os custos alimentares com a produção de leite. Com base nos resultados obtidos em explorações avaliadas em 2012 (2 explorações neozelandesas uma das quais com vacas cruzadas, 3 explorações argentinas, 12 explorações alemãs e 9 explorações americanas) o IFCN observou custos de produção de leite na Argentina 20% mais baixos do que na Nova Zelândia, país onde os custos de produção foram 20% mais baixos do que nos EUA e na Alemanha. Os menores custos de produção de leite verificados na Nova Zelândia e na Argentina, onde o pastoreio é o regime alimentar predominante, contribuem para a ideia de que a produção de forragem na própria exploração será um caminho a seguir para que os custos de produção por kg de leite sejam menores. Outro aspeto a ter em conta no sentido de melhorar a eficiência produtiva dos efetivos leiteiros passa, necessariamente, por melhorar os parâmetros reprodutivos. Pretende-se que as novilhas param mais cedo e que as vacas tenham maior número de lactações, lactações mais persistentes e maior longevidade. O parâmetro produtivo DEL (dias em leite) não deverá ultrapassar os 170 dias já que o seu aumento vai ter implicações diretas na diminuição da produção média diária de leite, o intervalo IP-P (intervalo entre partos) deverá ser igual ou inferior a 365 dias, o número de IA/IAF (inseminações artificiais por inseminação fecundante) deverá ser igual ou inferior a 1,7 e a idade das novilhas ao primeiro parto deverá ser no máximo de 24 meses. Valores mais elevados vão ter implicações diretas no custo do litro de leite produzido. Também as mamites contribuem para diminuir a qualidade e a quantidade da produção anual de leite. Uma vez que as bonificações atribuídas ao preço do leite baixam quando aumenta a CCS (contagem de células somáticas) e as mamites vão provocar o seu aumento e também uma redução na produção diária de leite, a ocorrência de mamites na exploração vai ter implicações diretas no aumento do custo do leite produzido e na rentabilidade da exploração. A raça para produção de leite mais utilizada em todo o mundo é a Holstein Friesian. Nesta raça, a pressão do melhoramento genético tem acelerado a relação de parentesco entre animais. Na maior parte dos casos, quando uma vaca Holstein Friesian é inseminada, não há controlo do grau de parentesco entre macho e a fêmea, não se verifica se existe entre ambos alguma relação estreita de parentesco. Ao utilizarmos sempre os melhores touros nas melhores vacas estamos a tornar os efetivos Holstein Friesian altamente interrelacionados geneticamente. Esta situação afeta os parâmetros reprodutivos, a sanidade animal e a longevidade. Contrariamente ao que acontece com outras espécies animais ou com raças bovinas vocacionadas para a produção de carne, o crossbreeding tem sido pouco utilizado em vacas leiteiras. No entanto, os produtores de leite que se concentram no objetivo principal da exploração que é o lucro, poderão ter vantagens na utilização deste método estratégico para melhorar a rentabilidade e a sustentabilidade da produção de leite. Estudos recentes têm vindo a confirmar a vantagem do crossbreeding na melhoria da fertilidade, da sanidade e da longevidade produtiva de vacas leiteiras cruzadas quando comparadas com vacas Holstein Friesian puras. Naturalmente que, devido à sua elevada especialização leiteira, a raça Holstein está no topo dos programas de crossbreeding. É a raça base em programas rotacionais de crossbreeding com três raças especializadas na produção de leite como acontece, por exemplo, com a Holstein, a Vermelha Sueca e a Montbeliard, ou em programas com duas raças leiteiras como a Holstein Friesian e a Jersey, cruzamento preferido para sistemas de produção onde é enfatizada a produção de leite à base de erva. Um caso de sucesso no crossbreeding é o cruzamento muito utilizado no Brasil entre a raça zebuina Gir (Bos taurus indicus) e a raça Holstein (Bos taurus taurus) que dá origem à raça Girolando, animais mais resistentes ao calor e ao parasitismo. Ao melhorarmos a fertilidade, a sanidade e a longevidade produtiva das vacas leiteiras estamos a contribuir para baixar o custo do kg de leite produzido e para aumentar o sucesso económico da exploração. Embora seja uma produção pouco conhecida em Portugal, outra hipótese para melhorar a rentabilidade da exploração leiteira é a conversão para a produção de leite de búfala. Em vários países da Europa, principalmente do sul, há criação de búfalas para produção de leite em sistemas de exploração idênticos ao das vacas leiteiras. As raças Mediterranea Italiana e Murrah Búlgara são criadas em países da Europa como Itália, Roménia, Turquia, Bulgária, Grécia, Sérvia, Albânia, Hungria, Macedónia, Reino Unido, Alemanha e Ucrânia. Em Itália, o país europeu com maior número de búfalas leiteiras, o efetivo médio por exploração contrastada é de 161,3 cabeças com produção média por animal em 270 dias de lactação de 2.221 kg de leite com 8,24% de gordura e 4,66% de proteína. O leite tem um rendimento queijeiro de 25%, muito superior ao leite de vaca, e em Itália é pago ao produtor a um preço quatro vezes superior ao do leite de vaca. Pensamos que esta produção poderá constituir uma alternativa rentável à produção de leite de vaca principalmente na região sul do país onde está sedeada a Associação dos Criadores de Búfalos de Portugal.
A figueira-da-índia (Opuntia ficus-indica (L.) Mill.) é uma espécie com interesse para alimentação humana e animal particularmente em áreas onde a disponibilidade de água é um fator limitante na atividade agrícola. Acresce ainda outras utilizações como sejam o controlo de erosão de solos, a constituição de barreiras anti-incêndio e a produção de biogás. No contexto atual em que, por parte de alguns agricultores, renasceu o interesse por esta espécie, consideramos ser importante a caracterização e avaliação de populações nacionais de O. ficus-indica e a sua comparação com variedades melhoradas, quer com o objetivo da produção de fruto para alimentação humana, quer como forrageira para alimentação animal. Em maio de 2012 foram plantados, na Escola Superior Agrária de Castelo Branco (39º 49' 17.00''N; 7º 27' 41.00''W), num solo de baixa aptidão agrícola, cladódios de dezasseis populações portuguesas de O. ficus-indica, provenientes de diferentes locais, e duas variedades italianas (“Gialla” e “Bianca”). Foi utilizado um delineamento experimental em blocos completos causalizados, com três repetições. Utilizou-se um compasso de 2,5 x 1,5 m e para cada população foram instaladas 15 plantas. As referidas populações foram avaliadas, nos dois primeiros anos de crescimento, quanto à produção de biomassa (utilizando métodos não destrutivos), matéria seca e proteína bruta. Em Abril de 2013 e Março de 2014, foram medidos em cada planta o número total de cladódios (NC) e em cada cladódio o seu comprimento (C), Largura (L) e espessura média (E). A produção de biomassa foi estimada através da determinação da área de cladódios por planta, apenas uma face (AC, cm2) e da produção de matéria verde por planta (MV, g), através da utilização de equações previamente desenvolvidas por regressão linear, AC=15,27+0,772xCxL (r2ajust=0,988) e MV=8,13+0,710xCxLxE (r2ajust=0,954). A determinação de teores em matéria seca (MS) e proteína bruta (PB) foram realizados em amostras de cladódios com um ano (colhidos em setembro de 2013) das seis populações de Opuntia ficus-indica que mais biomassa produziram no primeiro ano de ensaio (populações, 4, 5, 7, 12, 13 e 14). A população 7 corresponde à variedade “Gialla”, sendo as cinco restantes ecótipos nacionais. Após desidratação para determinação da MS, as amostras foram moídas em partículas de 1mm e processadas em duplicado para determinação dos teores em PB (Nx6,25) utilizando o método Kjeldahl. Na análise estatística de resultados, para comparação de médias utilizou-se a ANOVA e como teste de comparações múltiplas utilizou-se o teste de Tukey. Na estimativa da produção de biomassa, analisando apenas as seis melhores populações e para o segundo ano de ensaio, os resultados obtidos para a área de cladódios (cm2) e matéria verde (g) das populações 4, 5, 7, 12, 13 e 14 foram, respetivamente, os seguintes: 5787,6 cm2 (AC) e 10058,5g (MV); 7523,6 cm2 (AC) e 12464,6 g (MV); 8877,5 cm2 (AC) e 14701,9 g (MV); 7552,7 cm2 (AC) e 12937,6 g (MV); 7237,6 cm2 (AC) e 12716,7 g (MV); 7044,2 cm2 (AC) e 13281,3 g (MV). Para a área de cladódios por planta registaram-se diferenças significativas entre populações F(5, 82)=2,5 e P=0,037. Os valores variaram entre 8877,5 cm2 (população 7, “Gialla”) e 5787,6 cm2 (população 4). Já no que se refere à produção de matéria verde, não se registaram diferenças significativas entre as seis melhores populações, F(5, 82)=1,87 e P=0,109. Os valores da matéria verde variaram entre 14701,9 g (população 7, “Gialla”) e 10058,5 g (população 4). Os teores em MS e PB (%MS) das populações 4, 5, 7, 12, 13 e 14 foram, respetivamente, os seguintes: 12,84%MS (±1,621) e 6,99%PB (±0,113); 14,58%MS (±1,142) e 7,25%PB (±0,737); 14,17%MS (±1,429) e 7,24%PB (±0,810); 14,10%MS (±0,669) e 8,25%PB (±0,954); 13,02%MS (±0,858) e 7,84%PB (±0,774); 13,74%MS (±0,861) e 6,80%PB (±0,510). Relativamente à MS, encontraram-se diferenças significativas entre populações (P<0,05) tendo a população 5 apresentado o valor mais elevado (14,58%MS ±1,14) e a população 4 o teor mais baixo (12,85%MS ±1,622). Relativamente à PB, verificou-se que a população 12 (8,25%PB ±0,954) apresentou um teor em PB significativamente mais elevado (P<0,05) em relação às populações 4, 5, 7 e 14 mas não em relação à população 13 (7,84%PB ±0,774). Os cladódios da população 14 apresentaram o teor em PB mais baixo 6,80%PB (±0,510) (P<0,05). Se utilizarmos os cladódios para alimentação de ruminantes e considerarmos como exemplo a população 12 de O. ficus-indica, aquela que apresentou uma concentração proteica mais elevada, verificamos que os 82,5 gPB/kgMS daqueles cladódios são inferiores aos 93,7 gPB/kgMS que satisfazem as necessidades diárias de uma ovelha com 70 kg de peso vivo a produzir por dia 1,3 kg de leite com 7% de gordura. Devido aos baixos teores em MS e em PB, a utilização de cladódios na alimentação de ovelhas em lactação deverá ser acompanhada de forragens secas com elevado teor em MS e PB. Conclui-se que das dezasseis populações de O. ficus-indica em avaliação é possível eleger um grupo de cinco ecótipos nacionais que se aproximam da variedade “Gialla” em termos de produção de biomassa. As populações 5 e 12 destacam-se das restantes por possuirem, respetivamente, teores em MS e PB significativamente mais elevados.
Largemouth bass (Micropterus salmoides) (LB) is a freshwater fish introduced in Portugal (Azores) in the end of XIX Century. It is a very important fish in regional cuisine especially in Ribatejo, Beira Baixa and Alentejo regions. The Sociedade Agrícola Vale de Inguinhos S.A. (SAVI) is the first LB aquaculture industry with permission for production 61.5 tones LB/year. Because in Portugal there are no specific LB comercial feed compound SAVI is now evaluate the growth capacity of wild LB using a commercial feed formulated for seabream and European seabass (protein 47.7%, fat 17.3%). On September 2014 358 juvenile LB (0+ years) were caught from 5 small dams belonging to SAVI. Juvenile were stocked in a circular tank used for compound feed training and evaluate fish growth. On the day zero 57 fish were sampled. The average values were: weight 19.49g (±1.882); length 11.85cm (±0.275); K condition factor 1.170 (±0.081). During the compound feed training period (35 days) the survival rate was 90.2%. A sample of >60 LB was collected every ~30 days. Thirty-five days (n=67) and 67 days (n=80) after the end feed training period, a LB sample were controlled with the following results: weight, 35 days 15.31g (±2.681) and 67 days 20.46g (±5.363) (P<0.05); length, 35 days 11.48cm (±0.708) and 67 days 12.59 cm (±0.770) (P<0.05); K condition factor, 35 days 1.007 (±0.112) and 67 days 1.010 (±0.164) (P>0.05). Water temperature ranged 24.6ºC and 10.0ºC. The first results indicate there was a decrease in weight and K condition factor during feed training period. However, the mortality rate was acceptable. Between 35 to 67 days, largemouth bass weight and length increased significantly. We conclude that commercial compound used at SAVI is appropriate to feed juveniles Micropterus salmoides.
The aim of this study was to determine the dry matter (DM), ash, organic matter (OM), crude protein (CP), ether extract (EE), crude fiber (CF), total sugars, starches and estimate the metabolizable energy (ME), in ruminants, pigs, poultry, horses and pets (dogs and cats) and digestible energy (DE) in rabbits from the 10 most productive field pea genotypes (Pisum sativum) obtained in a trial with 4 X 20 different genotypes (Project 0186_AGROCELE_3_E). The results (% DM - genotype) allowed us to state the following: all the 10 field pea genotypes grain were an important source of energy (cytoplasmic carbohydrates) with high percentages of soluble sugars (7.95% ISARD to 9.42% ENDURO) (P < 0.05) and starch (38.63% LIVIA to 45.00% AUDIT) (P < 0.05), low CF content (5.99% ISARD to 7.90% CARTOUCHE) (P < 0 05), high CP (22.8% ENDURO to 26.1% CORRENT) (P < 0.05), low levels of EE (0.69% LIVIA to 1.62% CHEROKEE) (P<0.05), ideal level of ME ruminants (11.844 MJ/kg DM - CHEROKEE to 11.883 MJ/kg DM - CORRENT) (P < 0.05), ME pigs (14.683 MJ/kg DM - ISARD to 13.885 MJ/kg DM - CARTOUCHE) (P < 0.05), ME poultry (11.540 MJ/kg DM - LIVIA to 12.868 MJ/kg DM - AUDIT) (P < 0.05), ME horse (11.392 MJ/kg DM - CORRENT to 11.979 MJ/kg DM - AUDIT) (P < 0.05), ME pets (13.116 MJ/kg DM – CORRENT to 13.498 MJ/kg DM - ISARD) (P < 0.05) and DE rabbits (12.977 MJ/kg DM – CARTOUCHE to 13.044 MJ/kg DM - ISARD) (P < 0.05). We concluded that all 10-field pea genotypes are an excellent feedstuff for ruminants and non-ruminants animal and it could be supplied plain or included in concentrate feed because it is an excellent protein and energy supplement. It combines in the same grain high levels of crude protein and starch. Due to the low fat content is a very interesting pulse for pets’ light diets.
Neste número apresenta-se o Índice VL para o período de agosto a outubro de 2013. Verifica-se que a evolução dos preços do leite e dos alimentos foi favorável ao produtor uma vez que o preço do leite subiu e os custos alimentares desceram. Isso refletiu-se no Índice VL que em outubro de 2013 estava em 1,833 quando há um ano estava em 1,428. Se considerarmos que o valor 1,5 é um valor moderado representando um negócio saudável e 2 é um valor elevado muito favorável para o sucesso económico da exploração, vemos que os produtores vivem um bom momento.
Neste número apresenta-se o Índice VL para o período de novembro de 2013 a janeiro de 2014. Verifica-se que a evolução dos preços do leite e dos alimentos foi favorável ao produtor uma vez que o preço do leite subiu e os custos alimentares desceram. Isso refletiu-se no Índice VL que em janeiro de 2014 estava em 1,923 quando há um ano estava em 1,605. Se considerarmos que o valor 1,5 é um valor moderado representando um negócio saudável e 2 é um valor elevado muito favorável para o sucesso económico da exploração, vemos que os produtores vivem um bom momento.
Neste número apresenta-se o Índice VL para o período de fevereiro a abril de 2014. Verifica-se que a evolução dos preços do leite e dos alimentos até abril foi favorável ao produtor. O preço do leite subiu e os custos alimentares desceram ligeiramente. Isso refletiu-se no Índice VL que em abril de 2014 estava em 1,912 quando há um ano estava em 1,700. Se considerarmos que o valor 1,5 é um valor moderado representando um negócio saudável e 2 é um valor elevado muito favorável para o sucesso económico da exploração, vemos que os produtores vivem um bom momento.
Comunicação apresentada no Congresso “Investigação, Inovação e Tecnologia: novos desafios”, que decorreu em Santarém, em fevereiro de 2014.
Neste trabalho apresentam-se alguns resultados com a caracterização nutricional de 5 ecótipos e 2 variedades de figueira-da-índia e formula-se um regime alimentar para ovelhas em lactação otimizando a figueira-da-índia como alimento forrageiro.
Neste número apresentam-se os índices VL para o período de maio a julho de 2014. Verifica-se que o preço do leite pago ao produtor baixou acentuadamente até julho e que a evolução dos preços dos alimentos até julho foi favorável ao produtor. Esta evolução refletiu-se no Índice VL que em julho de 2014 (1,767) foi bastante inferior ao que se tinha verificado em abril (1,912).
A revista Ruminantes, juntamente com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco e com a Universidade dos Açores, passará a publicar, a partir deste número, o ÍNDICE VL ERVA, indicador que pretende refletir a relação entre o preço do leite pago ao produtor e o preço (custo) da alimentação das vacas leiteiras baseado na utilização de erva (pastagem e/ou silagem).
Índice VL e Índice VL-ERVA : futuro da produção de leite no continente português continua em risco.
Influência da temperatura de armazenamento sobre os parâmetros físico-químicos do ovo para consumo.
A figueira-da-índia (Opuntia ficus-indica) (OFI), espécie da família Cactaceae, foi introduzida na Península Ibérica no início do Séc. XVI e encontra-se naturalizada em toda a bacia mediterrânica. A utilização de cladódios na alimentação de ruminantes é importante nalgumas regiões áridas e semiáridas do mundo. Nas regiões mediterrânicas, como acontece no Centro e Sul de Portugal, podem ser utilizados na alimentação animal, em pastoreio direto ou distribuídos à manjedoura, especialmente em períodos do ano em que a disponibilidade qualitativa e quantitativa de pastagem é baixa o que poderá afetar a produção de leite e de carne. Com o objetivo de avaliar o potencial dos cladódios como alimento para pequenos ruminantes, foi realizado um estudo onde se analisou o perfil nutricional de cladódios de cinco ecótipos Portugueses. O material vegetal foi recolhido num campo experimental existente na ESACB. As análises foram realizadas em cladódios com um ano de idade e a cultivar Italiana “Gialla” foi utilizada como termo de comparação. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as populações estudadas para os teores de proteína bruta (PB) e cinzas. Em termos gerais, os cladódios de OFI apresentam baixos teores de matéria seca (MS), PB e fibra em detergente neutro (NDF) e elevados teores de energia metabolizável (EM) e hidratos de carbono não fibrosos. Atendendo à importância que a MS, EM, PB e NDF têm na nutrição de pequenos ruminantes, conclui-se que os cladódios de OFI podem ser utilizados na alimentação de pequenos ruminantes desde que associados a fontes de fibra e de proteína.
Seminário realizado na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, no âmbito do Projecto 0186_AGROCELE_3_E
A ausência de estudos científicos recentes na área das lãs e a fraca valorização comercial dessa produção convertem-na numa actividade marginalizada, ainda que inevitável. As lãs finas de alta qualidade têm uma grande procura nos mercados internacionais. É por isso premente a realização de um levantamento sistematizado da qualidade da lã produzida em Portugal e a identificação de boa bases genéticas. Pretende-se a identificação exacta da quantidade e qualidade das lãs produzidas em Portugal tomando como base os dados recolhidos nos três locais de concentração (Évora, Beja e castelo Branco) e no sistema de classificação utilizado oficialmente em Portugal.
O desenvolvimento deste trabalho objectiva a identificação do potencial produtivo nacional para este tipo de fibras, designadas por FINAS, concorrencial em procura de outras fibras animais como a Mohair e a Caxemira.
Pelas utilizações diversificadas que lhe estão associadas, o sorgo sacarino (Sorghum bicolor (L.) Moench) é uma cultura que tem vindo a receber assinalável atenção nos meios académicos. Apesar de em regra ser encarada como uma matéria-prima para a produção de biocombustíveis, nomeadamente bioetanol, a verdade é que a cultura e os seus subprodutos, designadamente a fração fibrosa da planta, apresentam a capacidade de ser utilizados com outros fins, nomeadamente na alimentação de ruminantes. O objetivo deste estudo foi comparar o valor nutritivo da silagem de bagaço de três cultivares de sorgo sacarino (Sugargraze, Sugar-T e 23402), com o valor nutritivo da silagem das mesmas cultivares processadas sem e com pré-fenação. Os resultados obtidos (% na MS) para as silagens de sorgo sacarino sem pré-fenação vs silagens de sorgo sacarino com pré-fenação vs silagens de bagaço de sorgo sacarino foram, respetivamente, os seguintes: MS 23,23% (±2,045) vs 26,52% (±1,233) vs 28,56% (±4,115) (P<0,05); PB 6,47% (±0,589) vs 5,96% (±0,164) vs 4,81% (±0,392) (P<0,05); GB 1,11% (±0,084) vs 1,01% (±0,096) vs 0,86% (±0,041) (P<0,05); NDF 55,05% (±2,613) vs 54,39% (±0,638) vs 74,53% (±1,283) (P<0,05); ADF 31,16% (±1,530) vs 31,76% (±0,725) vs 45,46% (±1,073) (P<0,05); ADL 3,22% (±0,497) vs 3,39% (±0,708) vs 4,87% (±0,474) (P<0,05); Cinzas 4,41% (±0,437) vs 4,33% (±0,489) vs 3,17% (±0,263) (P<0,05); Digestibilidade da MO 59,25% (±1,584) vs 59,40% (±1,708) vs 48,32% (±0,988) (P<0,05). Estes resultados levam-nos a concluir que as silagens de bagaço de sorgo sacarino apresentam valores de PB, GB e Digestibilidade da MO mais baixos (P<0,05) e valores de NDF, ADF e ADL mais elevados (P<0,05). No entanto, parecem apresentar valor nutritivo adequado para serem utilizadas na alimentação de ruminantes. Serão necessários estudos futuros para avaliar o efeito da utilização deste subproduto na produção de leite e carne.
Largemouth bass (Micropterus salmoides) is a very important fresh water fish in the Portuguese regional cuisine mainly in the countryside (Central region and north Alentejo). Because there’s no aquaculture industry, all eaten largemouth bass in Portugal are collected in large dams (Basins of Tejo and Guadiana rivers) and small irrigation dams. For decades, the Tejo River received environmental pollutants from non-point and point sources that included intensive agriculture, industrial entities, municipalities and nuclear power plant. The aim of this work was to evaluate some metals (Cd, Cr, Cu, Fe, Hg, Mn, Pb, Zn) present on largemouth bass muscle tissue collected in the section of Tejo River that makes border between Portugal and Spain (TR) (N=9) and collected in three irrigation reservoirs (IR) located near Castelo Branco – Portugal (N=11). Individual were weighted and measured. Age was determined by examining fish scales, and sex determined by gonads observation. Samples for liver, dorsolateral muscle and tail muscle were collected from the right side of the fish. TR average weight 435.14g (±109.15), average length 278.33mm (±23.28), average K condition factor 1.98 (±0.09) and average age 3.11 years (±0,78) were similar (P>0.05) to IR average weight 410.84g (±137.71), average length 278.36mm (±31.13), average K condition factor 1.86 (±0.17) and average age 3.18 years (±0,60). Total mercury was determined in freeze-dried samples by atomic absorption spectrometry with thermal decomposition and gold amalgamation. For the other metal analysis, freeze-dried powders were mineralized with a mixture of HNO3 and H2O2, followed by ICP-OES quantification. Cd and Pb presented concentrations below LOQ (0.025 and 0.15mg.kg-1wet.weight, respectively) for all muscle samples. These values are below legal limits in EU (0.05 and 0.3mg.kg-1wet.weight, respectively). Average Hg levels are below legal limits (0.5mg.kg-1wet.weight) and muscle presented higher levels than liver. These contaminant levels indicate that are no contamination sources in the sampling sites. Cu, Cr, Fe, Mn and Zn are essential micronutrients. Their concentrations were not significantly different between dorsal and tail muscle and were higher in liver (P>0.05), with mean concentrations on muscle being, respectively: TR 0.16 (±0.07),
Comunicação oral apresentada no I Workshop of the PASTORAL Project, que decorreu em Sotto del Real, Espanha.
Com este trabalho pretendeu-se avaliar a quantidade e a qualidade da lã de um núcleo de 74 ovelhas de raça Merino Branco, adquiridas pela Escola Superior Agrária de Castelo Branco em diversas explorações localizadas na Região Agrária do Alentejo.
A melancia sem semente pode vir a ser um fruto popular para os consumidores portugueses se a produção for de elevada qualidade e rentável para os produtores. A Campina de Idanha-a-Nova apresenta excelentes características para a produção de culturas regadas em particular a melancia com semente, sendo já conhecida como uma região de excelência pela qualidade da sua produção neste fruto. Este trabalho resulta de um ensaio de produção de melancia sem semente ao ar livre, em camalhões, cobertura de solo e rega gota a gota, utilizando a cultivar (cv) Romalinda (cv. sem semente, triplóide) consociada em dois distintos compassos de plantação com a cv. Augusta (cultivar polinizadora, diploide). As modalidades consistiram de 2 repetições para camalhões de 4 linhas em que na Mod. I . a cv Romalinda e a cv Augusta se encontravam na proporção de 2:1 na linha( 50 plantas da cv. Romalinda e 25 plantas da cv. Augusta) e na Mod II. cada camalhão era constituído por uma linha da cv. Augusta intercalada com 2 linhas da cv. Romalinda (50 plantas da cv. Romalinda e 50 plantas da cv. Augusta) por camalhão. A análise da produção foi realizada escalonadamente, em três datas de colheita de julho a agosto, com 15 dias de intervalo. O ensaio foi realizado desde a sementeira à colheita e foram analisados os seguintes parâmetros produtivos: número de frutos; produtividade; peso dos frutos; espessura da casca; perímetro do fruto; altura e largura do fruto; grau brix; teores em matéria seca (MS), proteína (P), gordura (G) e matéria orgânica (MO). A adaptação da cv. sem semente foi excelente. Não se registaram diferenças significativas entre os parâmetros analisados e os compassos de plantação das modalidades ensaiadas. As plantas tiveram uma produção média de 3-4 frutos por planta; pesos médios entre 3,70kg e 4,20kg. O teor em açúcar foi aumentando da primeira para a última colheita atingindo valores médios de 11,53. Relativamente à composição química, a cultivar sem sementes apresentou valores mais elevados quanto à MS 6,23% (±1,34) (P>0,05), à G 0,29 % (±0,16) (P>0,05) e à MO de 92,47 % (±4,52) (P>0,05) e valor mais baixo de P (6,24 %MS ±1,28) (P<0,05). Conclui-se que a cv. Romalinda exibiu melhores características de produção quantitativa e qualitativamente do que a cv. Augusta sendo promissora como uma alternativa de produção tardia na região.
Com o objetivo de avaliar a possibilidade de utilização da melancia (Citrullus lanatus) na alimentação de ruminantes caracterizou-se o fruto do ponto de vista nutricional e formulou-se um regime alimentar para ovelhas em lactação. A melancia apresenta elevados teores em PB (14,47%MS ±4,54) e NFC (53,80%MS ±8,89) e baixos teores em MS (3,80% ±1,62), NDF (20,63%MS ±2,80) e ADF (18,39%MS ±2,93). Utilizando a técnica do Quadrado de Pearson, acertámos uma mistura para 45,01%MS constituída por 54,3% melancia + 45,7% feno de aveia. As necessidades diárias de uma ovelha com 70kg de peso vivo a produzir 1,3 kg de leite por dia com 7% de gordura são as seguintes: EM 19,07MJ/dia; PB 183,6g/dia; RDP 148,6g/dia; UDP 35,0g/dia; EE≤98,0g/dia; NDF≥784,0g/dia; NFC≤705,6g/dia; CIMS 1,96kg/dia. Utilizando a mistura como alimento base mais 100g de alimento composto distribuído na ordenha, elaborou-se um regime alimentar (1,8694kgMS/dia de mistura e 0,0906kgMS/dia de alimento composto) que satisfaz as necessidades em EM 19,48MJ/dia, PB 229,47g/dia, RDP 150,62g/dia, UDP 78,85g/dia, EE 46,99g/dia, NDF 791,04g/dia e NFC 752,03g/dia sem ultrapassar a CIMS. Conclui-se que a melancia pode ser utilizada na alimentação de ovelhas quando misturada com feno de aveia. É uma solução alimentar interessante em setembro/outubro quando há carência de pastagem.
Redworm (Eisenia fetida) have been found to be a very good source of protein and fat. Chemical composition are important factor in selecting redworms as aquaculture feed but the high moisture (80.97% ±0.438) and ash (8.78% ±0.149) content, mainly soil, could be an inconvenient. On September 23, 2014 twenty two juvenile largemouth bass (LB) (Micropterus salmoides) (0+ years) were caught from a small irrigation dam (N 39º49’27,89’’; W 07º26’57,92’’). Juveniles LB were stocked in three aquarium for commercial compound feed training. After 3 weeks 86.4% are well trained. During the compound feed training period the survival rate was 100%. On October 13, 2014 sixteen feed-trained individuals were randomly selected and stocked in two aquarium (8 LB per aquaria with 0,048m3 of water). LB initial average weight, average length, average K condition factor and density were similar in two aquarium. In aquaria G1 (feed redworm) and aquaria G2 (feed commercial compound) LB weight, length, K condition factor and density were, respectively, 13.62g (±3.171) and 13.40g (±3.002) (P>0.05); 10.49cm (±0.757) and 10.39cm (±0.649) (P>0.05); 1.160 (±0.043) and 1.179 (±0.082) (P>0.05); 2,27kg/m3 and 2.23kg/m3). In our laboratorial experiment, aquarium average water temperature range between 19.9ºC and 16.8ºC. Because in Portugal there are no specific commercial feed for largemouth bass we used a commercial compound for seabream (Sparus aurata) and European seabass (Dicentrarchus labrax) (protein 47.7%M; fat 17.3%; ash 10.9%; crude fiber 0.83%; moisture 6.1%). On day 88 (January 9, 2015) of this study average weight, length, K condition factor and density in aquaria G1 and aquaria G2 were, respectively, 17.57g (±4.071) and 19.19g (±4.811) (P<0.05); 10.88cm (±0.875) and 11.29cm (±0.871) (P<0.05); 1.346 (±0.051) and 1.311 (±0.061) (P>0.05); 2.93kg/m3 and 3.20kg/m3). Until now E. fetida seems to be a good feed for largemouth bass.