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Relatório de Estágio apresentado à Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Licenciado em Nutrição Humana e Qualidade Alimentar.
Com o objectivo de comparar a influência de dois tipos de alimentos lácteos no desenvolvimento, ingestão de alimentos e índice de conversão de vitelos Holstein Friesian durante os 28 dias de aleitamento e nos primeiros 14 dias pós-desmame, foram constituídos dois grupos com 9 animais cada um (5 fêmeas e 4 machos) provenientes do efectivo bovino leiteiro da Escola Superior Agrária de Castelo Branco (ESACB). Os vitelos do Grupo 1 (G1) consumiram durante o aleitamento colostro fermentado e os vitelos do Grupo 2 (G2) ingeriram leite de substituição convencional. O tempo de armazenamento, afectou a composição química do colostro mantido à temperatura ambiente. Ao 28º dia, o teor em sólidos totais era inferior ao valor existente ao 7º dia (P<0,01). Durante o mesmo período, o pH do colostro sofreu uma diminuição acentuada (P<0,05). Pelo contrário, a acidez aumentou 1,6 vezes (P<0,05). Os animais dos dois grupos tiveram durante o aleitamento ganhos de peso diário (GPD) semelhantes (P>0,05), sendo de 0,319 kg/d ± 0,095 e de 0,327 kg/d ± 0,088, respectivamente para o G1 e G2. Nos primeiros 14 dias pós-desmame, o GPD foi superior (P>0,05) no G2 (0,889 kg/d ± 0,204), quando comparado com o G1 (0,718 kg/d ± 0,275). Os consumos de matéria seca (MS) de alimento lácteo (P<0,01) e MS total (P<0,01) foram maiores no G2. Pelo contrário, não encontramos diferenças no consumo de alimentos sólidos (concentrado e feno) (P>0,05). Depois do desmame verificamos que, o consumo total de MS foi superior (P>0,05), nos vitelos do G2. Durante o aleitamento, o índice de conversão (IC) foi favorável (P>0,05) ao G1, sendo de 1,792 ± 0,681 e 2,251 kg MS/kg peso ± 0,572, respectivamente para os grupos 1 e 2. Após o desmame o IC do G2 foi ligeiramente menor (P>0,05). Concluimos que, embora não tenham provocado alterações significativas no desenvolvimento dos animais até aos 42 dias, a utilização dos excessos de colostro no aleitamento dos vitelos com uma refeição diária de alimento lácteo e com desmame precoce aos 28 dias, torna esta fase da vida dos animais 4 vezes mais barata. E portanto uma alternativa viável ao leite de substituição comercial utilizado.
Com o objectivo de estudar o efeito da supressão de uma das sete refeições semanais de alimento lácteo, ao domingo a partir do segundo fim de semana de vida, no desenvolvimento, ingestão de alimento e de água e no índice de conversão de vitelos Holstein Friesian durante os 28 dias de aleitamento e nos 14 primeiros dias após o desmame, foram constituídos dois grupo com 6 vitelos cada um, provenientes do efectivo bovino leiteiro da ESACB, homogéneos em relação ao peso ao nascimento, sexo e número de parto da mãe. Os vitelos do Grupo 1 (G1) tiveram um regime alimentar normal enquanto os vitelos do Grupo 2 (G2) apenas receberam alimento lácteo 6 dias por semana. Em ambos os grupos os animais ingeriram, como alimento lácteo substituto do leite materno, colostro fermentado naturalmente à temperatura ambiente de Outono/Inverno. Devido à supressão de uma refeição de colostro, o consumo diário de matéria seca (IMS) do colostro foi maior (P<0.05) nos vitelos do G1 (344.20 g/dia±1.06) do que nos vitelos do G2 (302.17 g/dia±13.29). No entanto a IMS total foi semelhante nos dois grupos sendo para o G1 e G2 respectivamente de 823.43 (±113.62) e 838.04 g/dia (±150.43) (P>0.05), o que indica ter havido uma substituição da IMS do colostro por IMS do concentrado. Como seria de esperar os vitelos do G2, no dia da interrupção na distribuição de colostro, beberam significativamente mais água (P<0.05) (4.38 Kg/dia±0.27) do que os vitelos do G1 (2.63 Kg/dia±0.32) no mesmo dia. A supressão da refeição de colostro parece não ter afectado o crescimento dos vitelos uma vez que os animais dos dois grupos tiveram, durante o aleitamento, ganhos de peso diário (GPD) semelhante (P>0.05) sendo de 0.438 Kg/d (±0.142) para G1 e de 0.420 Kg/d (±0.099) para o G2. Nos primeiros 14 dias após o desmame o GPD foi ligeiramente superior (P>0.05) no G2 (0.899 Kg/d ±0.171) quando comparado com o G1 (0.833 Kg/d±0.220). O índice de conversão alimentar (IC) foi igual durante o aleitamento sendo para o G1 e G2, respectivamente de 1932.56 (±507.13) e de 1966.24 gMS/Kg de peso ganho (±268.39) (P>0.05). No entanto, após o desmame, o IC foi favorável ao G2 em relação ao G1 sendo respectivamente de 1899.35 (±312.67) e de 2311.85 gMS/Kg de peso ganho (±792.13) (P>0.05). Ao fazermos o estudo económico dos dois sistemas de aleitamento verificamos uma redução de 9% nas despesas com o aleitamento dos vitelos do G2. A ser implementada esta técnica permitiria diminuir a mão-de-obra ao domingo, numa exploração de bovinos de leite.
Este estudo constitui uma reflexão sobre a importância do design gráfico no crescimento, diferenciação e consolidação comercial de uma empresa por via da influência da marca no comportamento do consumidor. O projeto prende-se pela valorização de um produto de produção biológica - concentrado de fruta, e tem como objetivo apresentar o design como uma estratégia de diferenciação. A produção biológica, privilegia as práticas comuns desenvolvidas para minimizar o impacto humano sobre o equilíbrio natural do meio ambiente, da biodiversidade e do bem-estar animal, com o propósito de desenvolver um modelo agrícola sustentável, que beneficie a terra e a vida que se forma nela. Assim, o objetivo do estudo é valorizar um produto de prática biológica, promovendo-o na sua singularidade. Esta proposta aborda a marca para além da sua capacidade de identificação, mas como um conjunto de características e atributos que definem uma cultura, que traduzem uma história, enfatizando a sua personalidade, os seus valores, qualidades e sensações que o produto tem a capacidade de transmitir. Neste trabalho é proposta uma estratégia para a comercialização de um produto de excelência, que se insere num mercado tradicional.
Relatório do Trabalho de Fim de Curso de Engenharia de Produção Agrícola apresentado à Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Disponível na Biblioteca da ESACB na cota C30-18513TFCPAN.
Disponível na Biblioteca da ESACB na cota C30-9924TFCPAG ; C30-9925TFCPAG.
Relatório do Trabalho de Fim de Curso de Engenharia das Ciências Agrárias – Ramo Animal.
Relatório do Trabalho de Fim de Curso em Engenharia Zootécnica apresentado à Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, do qual só está disponível o resumo.
Disponível na Biblioteca da ESACB na cota C30-8093TFCPAN.
Seminário realizado na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco, no âmbito do Projecto 0186_AGROCELE_3_E
O objectivo deste trabalho foi avaliar a influência que alguns factores podem ter sobre o peso ao nascimento de vitelos Holstein Friesian. Para o efeito, analisaram-se os registos referentes a 349 vitelos nascidos entre 1985 e 2001 numa vacaria localizada em Castelo Branco, região da Beira Interior, Portugal.
O regime de quotas leiteiras foi criado em 1984 na então Comunidade Económica Europeia (CEE) para fazer face a circunstâncias determinadas – a acumulação de excedentes de lacticínios e a respetiva pressão sobre os meios orçamentais europeus necessários ao seu escoamento. Em traços gerais, a limitação de produção naquele sistema de quotas teve como objetivos principais evitar a queda de preços que poderia advir de uma maior oferta em relação à procura e o aumento da competitividade do setor com a consequente redução de despesas com os apoios ao consumo interno e à exportação. Nos anos que precederam a adesão de Portugal à CEE o setor do leite português era caracterizado por um mercado de economia dirigida, fortemente controlado, com tabelamento de preços na produção, na distribuição e no consumo. A formação de preços era estabelecida com base em subsídios destinados a fomentar a produção e a manter estável o nível de preços, adequando-os ao poder de compra de então. A produção de leite era insuficiente para satisfazer o consumo, sendo necessário recorrer à recombinação de leite em pó. Existia um quadro positivo para a evolução da produção e transformação leiteiras pois havia mercado capaz de absorver os seus produtos. Em contrapartida, dado o desfasamento do nosso mercado relativamente aos similares europeus e internacionais a nível dos preços praticados em toda cadeia, impunham-se adaptações urgentes e radicais com vista à entrada do nosso país na CEE. A harmonização de preços a que a adesão obrigava para a integração do sector na Organização Comum de Mercado definida pela PAC, levou a que no Tratado de Adesão fossem estabelecidas duas etapas de transição, de cinco anos cada, tendo a primeira decorrido de 1985 a 1991. Com o intuito de proteger o setor das importações de países terceiros, permitindo a restruturação e o desenvolvimento dos aparelhos produtivo e industrial, foram estabelecidos, neste primeiro período, mecanismos de transição, ao nível dos regimes de preços, de ajudas, de intervenção, de comercialização e de comércio externo. O fim do sistema de quotas leiteiras está previsto para 31 de março de 2015. As piores expectativas apontam para um abandono maciço da atividade, principalmente em economias menos competitivas como a Portuguesa. Mais de 90% do leite produzido na União Europeia (EU) é comercializado no mercado europeu. O sistema de quotas tem permitindo a manutenção e o desenvolvimento sustentado da produção leiteira na totalidade dos Estados-Membros contribuindo para adequar a oferta à procura, permitindo alguma sustentabilidade dos rendimentos ao longo da fileira. Organizações poderosas ligadas ao setor lácteo de países do norte da Europa (Ex. Holanda, Dinamarca, Alemanha,…) têm sido claras nas suas intenções ao referirem que o desmantelamento do sistema de quotas implicará um abandono produtivo maciço nos países cuja produção de leite é considerada menos competitiva. Esta opção é sustentada pela importância cada vez menor que o regime de quotas leiteiras tem na EU. Na campanha de 2010-2011, apenas 5 Estados-Membros excederam a sua quota leiteira tendo a produção da EU ficado 6% abaixo da quota total. A campanha 2011-2012 terminou com as entregas na EU a situarem-se 4,7% abaixo da quota. Apenas 6 Estados-Membros excederam a respetiva quota nacional, a Áustria (onde predominam explorações leiteiras com vacas Simental) +4,2%, Chipre +2,3%, Irlanda +1,1%, Luxemburgo +0,5%, Holanda +0,5% e Alemanha +0,1%). Pelo contrário, 21 Estados-Membros produziram leite abaixo da quota anual atribuída. Os valores variaram entre -0,2% na Dinamarca e -52,6% na Bulgária. Portugal situou-se sensivelmente a meio da tabela com 9,7% de produção abaixo da quota leiteira. O número de Estados-Membros que produziram mais do que a quota foi muito pequeno e este excedente de produção representou menos de 0,2% do leite total entregue ou coberto por vendas diretas. A recolha de leite de vaca na EU tem vindo a aumentar nos últimos anos tendo sido de +1,4% em 2010, +2,0% em 2011 e +1,5% em 2012. Nas principais regiões mundiais fornecedoras de leite, onde se incluem os EUA, a Nova Zelândia, a Austrália e a Argentina, o aumento anual foi muito superior ao da EU tendo atingido +5,3% em 2011 tendência que se manteve em 2012 com o aumento de +2,8% nos EUA, +11,4% na Nova Zelândia, +4,7% na Austrália e +5,9% na Argentina. Entre 2010 e 2012, com exceção do leite em pó gordo, as exportações dos principais produtos lácteos da EU aumentaram com especial dinamismo para o leite em pó desnatado e para a manteiga em 2012. Estudos recentes, elaborados pela Comissão Europeia, preveem o aumento contínuo da procura mundial de leite e produtos lácteos como resultado da apetência crescente para aqueles produtos, do crescimento da população, da economia mundial e do maior consumo per capita de leite e derivados. O aumento sustentado das importações por parte de países emergentes como a Índia e a China influenciará positivamente os preços dos produtos lácteos de base com o consequente incremento do potencial exportador da EU. Este panorama apenas poderá ser afetado pelo aumento mais rápido das exportações de leite e produtos lácteos provenientes de outros países produtores mundiais de leite que, ao longo dos últimos anos, têm vindo a adaptar a sua produção à procura crescente do mercado mundial sem as limitações que o regime de quotas leiteiras tem vindo a impor aos países da EU. Em vários Estados-Membros, as explorações leiteiras têm vindo a introduzir medidas de adaptação ao fim do regime de quotas leiteiras. As medidas passam pelo aumento dos efetivos e pela melhoria da eficiência na produção de leite. O objetivo é tornar a Europa mais competitiva para a conquista de mercados emergentes. Os custos de produção devem ser competitivos no mercado global e no mercado local dos produtos lácteos particularmente ao nível do preço da alimentação animal, do preço da terra e da mão-de-obra. Em tempos de fortes flutuações mundiais dos preços do leite, dos custos de produção e das taxas de câmbio, o setor leiteiro deve ser capaz de reagir rapidamente às ameaças e de antecipar as oportunidades. Será fundamental avaliar anualmente, de forma isenta e objetiva, a competitividade dos sistemas de produção dos vários países. Apresentamos agora algumas ideias que poderão ajudar os produtores portugueses a adaptarem a sua atividade, nos próximos 12 meses, ao fim do regime de quotas leiteiras que, inevitavelmente, deixará de existir em abril de 2015. Tendo em consideração o forte impacto que os custos de alimentação das vacas representam para a produção de leite (mais de 50% do preço de custo de 1 kg de leite) devem ser utilizados regimes alimentares que potenciem a produção de leite mas que também potenciem a redução do custo unitário do leite produzido. Vários trabalhos têm vindo a revelar que as explorações que utilizam elevados níveis de concentrados para a produção de leite são as mais sensíveis aos aumentos dos preços das matérias-primas no mercado internacional. Neste sentido, propõe-se a maior utilização de forragens produzidas na própria exploração como forma de reduzir os custos alimentares com a produção de leite. Com base nos resultados obtidos em explorações avaliadas em 2012 (2 explorações neozelandesas uma das quais com vacas cruzadas, 3 explorações argentinas, 12 explorações alemãs e 9 explorações americanas) o IFCN observou custos de produção de leite na Argentina 20% mais baixos do que na Nova Zelândia, país onde os custos de produção foram 20% mais baixos do que nos EUA e na Alemanha. Os menores custos de produção de leite verificados na Nova Zelândia e na Argentina, onde o pastoreio é o regime alimentar predominante, contribuem para a ideia de que a produção de forragem na própria exploração será um caminho a seguir para que os custos de produção por kg de leite sejam menores. Outro aspeto a ter em conta no sentido de melhorar a eficiência produtiva dos efetivos leiteiros passa, necessariamente, por melhorar os parâmetros reprodutivos. Pretende-se que as novilhas param mais cedo e que as vacas tenham maior número de lactações, lactações mais persistentes e maior longevidade. O parâmetro produtivo DEL (dias em leite) não deverá ultrapassar os 170 dias já que o seu aumento vai ter implicações diretas na diminuição da produção média diária de leite, o intervalo IP-P (intervalo entre partos) deverá ser igual ou inferior a 365 dias, o número de IA/IAF (inseminações artificiais por inseminação fecundante) deverá ser igual ou inferior a 1,7 e a idade das novilhas ao primeiro parto deverá ser no máximo de 24 meses. Valores mais elevados vão ter implicações diretas no custo do litro de leite produzido. Também as mamites contribuem para diminuir a qualidade e a quantidade da produção anual de leite. Uma vez que as bonificações atribuídas ao preço do leite baixam quando aumenta a CCS (contagem de células somáticas) e as mamites vão provocar o seu aumento e também uma redução na produção diária de leite, a ocorrência de mamites na exploração vai ter implicações diretas no aumento do custo do leite produzido e na rentabilidade da exploração. A raça para produção de leite mais utilizada em todo o mundo é a Holstein Friesian. Nesta raça, a pressão do melhoramento genético tem acelerado a relação de parentesco entre animais. Na maior parte dos casos, quando uma vaca Holstein Friesian é inseminada, não há controlo do grau de parentesco entre macho e a fêmea, não se verifica se existe entre ambos alguma relação estreita de parentesco. Ao utilizarmos sempre os melhores touros nas melhores vacas estamos a tornar os efetivos Holstein Friesian altamente interrelacionados geneticamente. Esta situação afeta os parâmetros reprodutivos, a sanidade animal e a longevidade. Contrariamente ao que acontece com outras espécies animais ou com raças bovinas vocacionadas para a produção de carne, o crossbreeding tem sido pouco utilizado em vacas leiteiras. No entanto, os produtores de leite que se concentram no objetivo principal da exploração que é o lucro, poderão ter vantagens na utilização deste método estratégico para melhorar a rentabilidade e a sustentabilidade da produção de leite. Estudos recentes têm vindo a confirmar a vantagem do crossbreeding na melhoria da fertilidade, da sanidade e da longevidade produtiva de vacas leiteiras cruzadas quando comparadas com vacas Holstein Friesian puras. Naturalmente que, devido à sua elevada especialização leiteira, a raça Holstein está no topo dos programas de crossbreeding. É a raça base em programas rotacionais de crossbreeding com três raças especializadas na produção de leite como acontece, por exemplo, com a Holstein, a Vermelha Sueca e a Montbeliard, ou em programas com duas raças leiteiras como a Holstein Friesian e a Jersey, cruzamento preferido para sistemas de produção onde é enfatizada a produção de leite à base de erva. Um caso de sucesso no crossbreeding é o cruzamento muito utilizado no Brasil entre a raça zebuina Gir (Bos taurus indicus) e a raça Holstein (Bos taurus taurus) que dá origem à raça Girolando, animais mais resistentes ao calor e ao parasitismo. Ao melhorarmos a fertilidade, a sanidade e a longevidade produtiva das vacas leiteiras estamos a contribuir para baixar o custo do kg de leite produzido e para aumentar o sucesso económico da exploração. Embora seja uma produção pouco conhecida em Portugal, outra hipótese para melhorar a rentabilidade da exploração leiteira é a conversão para a produção de leite de búfala. Em vários países da Europa, principalmente do sul, há criação de búfalas para produção de leite em sistemas de exploração idênticos ao das vacas leiteiras. As raças Mediterranea Italiana e Murrah Búlgara são criadas em países da Europa como Itália, Roménia, Turquia, Bulgária, Grécia, Sérvia, Albânia, Hungria, Macedónia, Reino Unido, Alemanha e Ucrânia. Em Itália, o país europeu com maior número de búfalas leiteiras, o efetivo médio por exploração contrastada é de 161,3 cabeças com produção média por animal em 270 dias de lactação de 2.221 kg de leite com 8,24% de gordura e 4,66% de proteína. O leite tem um rendimento queijeiro de 25%, muito superior ao leite de vaca, e em Itália é pago ao produtor a um preço quatro vezes superior ao do leite de vaca. Pensamos que esta produção poderá constituir uma alternativa rentável à produção de leite de vaca principalmente na região sul do país onde está sedeada a Associação dos Criadores de Búfalos de Portugal.
Esta comunicação resulta de um estudo efectuado no ano 2000 por uma equipa constituída por técnicos da empresa “Espaço e Desenvolvimento” e do Instituto Politécnico de Castelo Branco e intitulado “Potencialidades de Desenvolvimento de Concelhos da Zona da Serra da Estrela”. Nessa equipa fomos responsáveis pela análise sectorial respeitante ao agro-alimentar. No que respeita ao âmbito geográfico, foram analisados cinco concelhos da zona da Serra da Estrela – Belmonte, Covilhã, Manteigas, Seia e Gouveia – concelhos estes que apresentam um conjunto de especificidades, onde se destaca a sua forte ligação à Serra, que lhes conferem um carácter de continuidade socio-económica o que justificou a sua análise conjunta. Relativamente ao sector agro-alimentar efectuou-se um estudo diagnóstico que permitiu a detecção das potencialidades e fragilidades que este sector apresenta na zona em estudo; posteriormente são dadas pistas no sentido de potenciar o seu desenvolvimento.
Estamos numa sociedade que avança a traços largos para o conhecimento, a aprendizagem pelas imagens, para as novas tecnologias e para uma nova forma de comunicação e de relações (sociais). Neste contexto a ‘informação’ é uma finalidade. Será que as instituições de ensino superior se adaptam a este novo contexto? Conservamos a cultura e criticamos a sociedade? A universidade vem desde o séc. XII e progressivamente se colocou mais a favor da ‘razão’ do que do dogma, mais a favor do saber (es) científico (s) (conhecimento empírico) do que do saber vulgar, mais a favor da liberdade do que da exclusão e dos estigmas sociais. Esta tendência democrática, que se gerou no ambiente universitário é uma das suas características fundamentais, tendo promovido, em algumas épocas, situações, movimentos de contra-corrente, conflitos, etc. O âmbito das instituições superiores é supra-nacional, retendo o passado, mas projectando o futuro, de tal modo que muitas vezes criticamos o seu conservadorismo ao nível estrutural e burocrático, incluindo o de pensamento. A responsabilidade actual das instituições de ensino superior é tripla. Uma responsabilidade regional, nacional e internacional, que pressupõe políticas (sociais, democráticas e culturais) de interesse para a educação ao longo da vida. Vários estudos apontam para que as universidades e as instituições de ensino superior sigam políticas adequadas aos problemas políticos, financeiros e de organização que atravessam (James Duderstadt, W. G. Bower, H. T. Shapiro, R. Levin, Derek Bok). De facto, assistimos a relações polémicas ou difíceis entre aquelas instituições de ensino superior e o poder político. Pretendemos apontar alguns cenários que emergem dessa relação, por vezes conflituosa, entre as universidades e a política, principalmente ao nível organizacional (estrutura das instituições), das funções (objectivos multidimensionais), do financiamento, da limitação dos recursos (isomorfismo)), da gestão, da avaliação dos resultados e da qualidade de ensino.
O presente estudo procura contribuir para o desenvolvimento de uma metodologia de gestão com base numa concepção do sistema ecológico que aborda aspectos fisionómicos e de composição específica conjuntamente com a análise de perturbações. O modelo que se pretende construir visa estruturar os dados recolhidos de forma a torná-los operacionais e expressivos de um determinado contexto ecológico. Pretende-se assim: · Desenvolver critérios fisionómicos/estruturais e relativos à composição específica que sejam determinantes para a definição de manchas em termos da sua identidade e particularidade; · Desenvolver descritores para análise da perturbação dos sistemas ecológicos; · Proposta de um modelo matricial de caracterização ecológica do território com utilidade para a sua gestão; · Aplicação do modelo em dois casos de estudo localizados na Apostiça (Península de Setúbal)e em Guadalupe/S. Sofia (Évora. Este 2º Relatório de progresso é referente à Fase de Caracterização das diferentes unidades de uso e inventariação dos elementos, que se desenvolveu durante o semestre compreendido entre Setembro de 1997 e Fevereiro de 1998. Inclui informação relativa à caracterização ecológica, vegetação, fauna para a região de Évora, bem como a cartografia das unidades de uso/habitats para a área da Apostiça.
A vida útil de alimentos perecíveis preservados na atmosfera normal é limitada principalmente pelo efeito do oxigénio atmosférico e o crescimento de microrganismos aeróbios que causam alterações no odor, sabor, cor e textura, levando, consequentemente, à perda de qualidade. A modificação da atmosfera prolonga significativamente a vida útil dos alimentos em comparação com a refrigeração, que pode aumentar de três a quatro vezes. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da embalagem de requeijão em atmosfera modificada. As amostras foram divididas em três lotes com diferentes percentagens de gás e embalados com aproximadamente 0,5 L de requeijão. Lote - T0 (embalagem de controlo, sem atmosfera), segundo lote T1 (30% CO2 + 70% de N2), terceiro lote T2 (50% CO2 + 50% de N2). Estes três lotes foram conservados a uma temperatura de 2°C durante dezoito dias. As condições do requeijão foram avaliadas durante os dezoito dias, nas diferentes atmosferas, por meio de análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. Embora o tratamento T2 tenha produzido resultados interessantes a nível microbiológico, o investimento da compra de uma termoseladora não é justificado, uma vez que, os outros tratamentos também obtiveram resultados semelhantes.
O papel da música na aprendizagem tem sido um dos principais interesses em recentes investigações e existe um elevado grau de vantagens, por estas enunciadas, no que refere ao desenvolvimento das crianças, tanto a nível cognitivo como a nível do desenvolvimento pessoal, social e académico. Estudos neurológicos direcionam os efeitos da música para a sua dimensão espacial. A importância da agilidade que a música proporciona, ao nosso cérebro e ao nosso corpo, guia-nos para o seu sentido abstrato, pondo em perspetiva diferentes orientações: visual, auditiva e sinestésica. Sobre o estudo da música a pessoas Deficientes Auditivas, e dada a escassez de estudos sobre a relação da música e a Deficiência Auditiva em Portugal, propusemos então um estudo em que se relacione o papel da orientação que o professor de música tem de ter, e que permita uma perspetiva de sucesso e de autoestima no aluno Deficiente Auditivo, aferindo o papel do Envolvimento entre A (o Aluno Deficiente Auditivo) com B (o Professor) através de C (a Viola Dedilhada). Constatámos através da adaptação da Escala de Envolvimento da Criança (Laevers, 1994), que existiu envolvimento por parte do aluno Deficiente Auditivo, e que esse envolvimento, de acordo com a escala, se traduziu, maioritariamente aos momentos de observação, em nível 4 - “Atividade contínua com momentos intensos”; ocorrendo, só em dois momentos, se traduzir: um, em nível 5 – “Atividade intensa mantida”; e outro, em nível 3 – “Atividade mais ou menos contínua”. Verificámos também que, em vista da melhoria das metodologias de atuação docente, a inovação, em contraposição à maneira tradicional como se ensina música, se tornou numa ferramenta eficaz na gerência e no aperfeiçoamento do processo de aprendizagem do aluno Deficiente Auditivo.
Dissertação de Mestrado em Engenharia Zootécnica realizado na Universidade dos Açores em colaboração com a Escola Superior Agrária de Castelo Branco.
O presente artigo assenta no pressuposto de que a utilização de uma Plataforma de Gestão da Aprendizagem (LMSs – Learning Management Systems) num dos módulos de um curso intensivo de Português Língua Estrangeira (PLE), de nível intermédio, para alunos em mobilidade pela Europa, ao abrigo do Programa ERASMUS, pode ser uma estratégia adequada para responder às necessidades diversificadas e às motivações díspares dos alunos que frequentam EILCs (ERASMUS Intensive Language Course), quer os promovidos e financiados pelas Agências Nacionais do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida quer os não financiados, oferecidos por instituições de ensino superior e por centros de línguas por essa Europa fora. Consequentemente, apresentamos uma proposta de organização da plataforma para implementar um módulo de um EILC.
Os objectivos deste trabalho são a calibração e validação do modelo de simulação climática CLIGEN de apoio ao modelo de previsão da erosão do solo WEPP. Para a realização deste trabalho foram utilizados os dados meteorológicos recolhidos no posto meteorológico e na estação experimental de erosão do solo da Escola Superior Agrária de Castelo Branco. Para comparação dos dados simulados pelo CLIGEN com os dados observados, fez-se correr o modelo por um período de cem anos, sendo os resultados obtidos comparados estatisticamente com os observados. Verificou-se que o CLIGEN simula bem os valores médios de precipitação mensal, precipitação diária máxima mensal, precipitação média em dia chuvoso, número de dias de precipitação mensal, mas não os respectivos desvios padrão e distribuição em termos de percentis. Quando se faz correr o modelo CLIGEN com os parâmetros separadamente de anos secos e de anos chuvosos, há melhorias no desempenho do modelo. Foi feita uma proposta de alteração do código do CLIGEN, com desactivação do controlo de qualidade da geração dos números aleatórios pelo CLIGEN e com uma rotina que permite determinar estocasticamente se um ano é seco ou chuvoso. Verificou-se que com esta alteração se conseguiam melhorias no desempenho do CLIGEN, nomeadamente em termos de uma melhor representação da variabilidade. Posteriormente procedeu-se à validação do modelo com as alterações propostas com um novo conjunto de dados meteorológicos recolhido num clima semelhante, tendo-se verificado que o modelo com as alterações propostas tem um desempenho satisfatório.
O presente trabalho pretende abordar a importância da consciencialização técnica no estudo do Canto Lírico. Está estruturado em três momentos principais. O primeiro faz referência à revisão bibliográfica sobre o conceito de Canto: fisiologia e aplicações, assim como à informação existente sobre o conceito de talento. O segundo momento expõe a metodologia seleccionada, baseada nos ensaios de Robert A. Duke “Intelligent Music Teaching – Essays on the Core Principles of Effective Instruction” e na promoção da consciencialização das várias componentes técnicas essenciais à voz e à sua potencialização. Esta abordagem foi aplicada nas aulas individuais de canto de uma aluna, no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada. Por fim, no terceiro momento, serão analisados os resultados do trabalho realizado com a aluna assim como as respectivas conclusões.
A etnografia, no âmbito do conceito de tradição, revela um conjunto de bens culturais, como os costumes, crenças e valores, práticas culturais, comportamentos, memórias que são transmitidas de geração em geração no seio de uma comunidade, preservando-os. Nos dias de hoje, são notórias determinadas manisfestações, no que respeita ao Design de Moda e Têxtil, na criação de vestuário e acessórios, permitindo uma maior visibilidade de uma forma contemporânea e modernizada. Devido a uma decadência, assim como a perda de determinados aspectos relativos à tradição de determinadas zonas, surge a necessidade da sua recuperação, através da criação de produtos que evidenciam e valorizam características culturais, com o fim de atrair e cativar o público, aumentando o interesse e a procura de produtos com estas particularidades. A instituição “Os teares do Estreito”, apoiada pela Junta de Freguesia do Estreito Vilar Barroco, concelho de Oleiros, consciente da declinação da prática da tecelagem na zona e da preocupação com falhas identificadas a nível da procura de produtos com características culturais e tradicionais, propôs gerar soluções para tais problemas que teimam em pressistir. Perante a deteção das necessidades, delineou-se um projeto que visa a criação de um produto ou coleção, no âmbito do Design de Moda e Têxtil, recuperando e valorizando a utilização de técnicas em teares de forma contemporânea, da zona do Estreito, concelho de Oleiros. Na sequência da elaboração de um diagrama projetual, reuniram-se as diversas fases da investigação para dar uma resposta qualitativa, e formularam-se questões de partida: 1. De que modo o Design Têxtil pode evidenciar e valorizar os costumes e tradições, neste caso, na zona do Estreito, concelho de Oleiros? 2. Qual o contributo e benefício do Design Têxtil para a instituição “Os teares do Estreito”, na conceção e produção de um produto ou coleção? 3. De que forma é possível a integração de conceitos, métodos, costumes e tradições, da zona do Estreito, num produto moda? De um modo experimental, surge a necessidade de recorrer a uma metodologia de investigação mista - não intervencionista e intervencionista, procurando dar resposta às diversas questões e apresentação de um argumento. Na investigação não intervencionista, procurou-se provar as questões de partida, mediante a aplicação de diversas técnicas, tais como a pesquisa documental e entrevistas. A investigação intervencionista resume-se a uma componente projetual, aliada à conceção criativa no âmbito do Design de Moda e Têxtil e Marketing de produto
Trabalho de Projecto apresentado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Educação Especial – Domínio Cognitivo e Motor.
O objectivo do estudo foi testar métodos de análise ambiental que permitam analisar o efeito de tipologias específicas de perturbação de modo a permitir a sua utilização prospectiva no processo de planeamento e gestão do território. Para tal procedeu-se à análise em termos de usos e funções ecológicas a evolução de uma área de características sub-regionais, localizada na Península de Setúbal. Trata-se de uma faixa com orientação W-E, abrangida pelas folhas n.º 453 e 454 da Carta Militar de Portugal à escala 1:25 000, tendo sido esta a escala adoptada. Para o momento inicial e para o momento actual, assim como para um momento intermédio, procedeu-se a uma caracterização e análise estrutural dos principais elementos constituintes da estrutura ecológica, de forma a poder-se analisar a transformação da área do ponto de vista das estruturas biológicas. Para cada um dos momentos referidos testou-se a validade e utilidade de um conjunto de índices funcionais e estruturais desenvolvidos por vários autores, designadamente por Forman et al. (1986); Shannon et al. (1962); Romme et al. (1982), Hoover et al. (1991); Short (1988) em termos da representação dos sistemas ecológicos e da sua resposta a perturbações. A análise diacrónica dos valores dos índices de avaliação e caracterização estrutural e ecológica permitiu assim caracterizar os impactes provocados pelas alterações de uso. Com base nesta análise estabeleceu-se uma comparação entre os resultados obtidos pelos vários métodos de avaliação dos impactes das alterações de uso e a evolução dos usos realmente verificada.
O presente trabalho corresponde ao relatório final do Projecto POCI/AGR/59180/2004 “Avaliação do Impacte de Fogos Florestais nos Recursos Hídricos Subterrâneos” e nele se avalia o impacto dos fogos no meio hídrico superficial e subterrâneo, considerando as alterações quantitativas no meio hídrico – escoamento superficial, recarga, evapotranspiração – e de qualidade. Na avaliação da alteração da qualidade das águas consideraram-se como fontes de contaminação os solos ardidos e as cinzas da matéria vegetal ardida, cuja caracterização foi realizada em ensaios de queima e de lixiviação. Os poluentes avaliados foram os elementos inorgânicos, os metais pesados e os hidrocarbonetos. Os trabalhos de campo visaram a caracterização das unidades florísticas das áreas ardidas, recolha de amostras para os ensaios de queima e lixiviação assim como a amostragem das águas superficiais e subterrâneas para a avaliação das alterações na sua qualidade e a evolução da poluição ao longo do tempo.
Tese de Doutoramento em Teoria Curricular e Metodologia de Ensino, apresentada à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Na primeira parte do trabalho efectuámos uma revisão bibliográfica abordando algumas particularidades da alimentação dos ruminantes, animais que desempenham um papel determinante na manutenção dos sistemas de agricultura sustentada (Capítulo 2). No Capítulo 3 demos ênfase à caracterização da estrutura da parede celular e aos factores que afectam a sua digestibilidade. Desenvolvemos depois (Capítulo 4) aspectos relacionados com os processos de degradação da parede celular. Os microrganismos presentes no rúmen, produzem uma multiplicidade de enzimas que conferem ao ecossistema ruminal particularidades específicas que permitem ao ruminante utilizar alimentos fibrosos. No Capítulo 5, abordámos o metabolismo azotado da população microbiana do rúmen, referindo aspectos relacionados com a síntese dos seus constituintes azotados, com a degradação do azoto proteico e não proteico e com a eficiência microbiana e crescimento. Na parte experimental do nosso trabalho analisámos os efeitos que diferentes níveis de suplementação de dois alimentos forrageiros, com uma fonte azotada (ureia) e uma fonte energética (polpa de citrinos desidratada), tiveram na cinética de fermentação in vitro e na digestibilidade in vitro daqueles alimentos fibrosos. Para o efeito usámos um feno de prado natural e uma palha de trigo que foram estudados individualmente ou em mistura com a polpa de citrinos desidratada e/ou ureia. A cinética de fermentação foi determinada utilizando o método da produção de gás, com as amostras a serem incubadas durante 96 horas com licor de rúmen mais uma solução nutritiva tampão. O modelo logístico de duas fases foi utilizado para descrever a cinética de fermentação in vitro. Numa primeira fase (Capítulo 6), verificámos que a adição de ureia, entre valores que variaram de 1,43% a 3,91% da MS, provocou o aumento do tempo de latência e uma progressiva diminuição dos valores obtidos para o volume de gás produzido e para a taxa máxima de produção de gás das primeira e segunda fases de fermentação, e para o volume total de gás produzido durante as 96 horas de incubação. A adição de polpa de citrinos melhorou significativamente a produção de gás e a taxa máxima de produção de gás da primeira fase de fermentação e o volume total de gás produzido durante o período de incubação, reflectindo maior actividade microbiana no início da incubação do susbtrato. A ureia, como única fonte azotada suplementar de fenos e palhas, só deverá ser adicionada se também for usado umsuplemento energético. Com excepção dos substratos em que só foi utilizada polpa de citrinos+ureia, a produção de gás na segunda fase de fermentação foi significativamente maior do que na primeira fase. No Capítulo 7, verificámos que os resultados médios obtidos para as digestibilidades in vitro da MS e do NDF, determinadas após 48 horas e 96 horas de incubação, foram idênticos. Analisando caso a caso, encontrámos diferenças significativas em 58,3% dos substratos. Verificámos que, os coeficientes de correlação e de determinação calculados entre a digestibilidade in vitro da MS e do NDF ao fim de 48 horas de incubação e os parâmetros que definem a cinética de fermentação e o conteúdo das amostras em NDF, ADF, hemicelulose e celulose, foram mais elevados do que quando se considerou digestibilidade in vitro após 96 horas de incubação. Concluímos que, enquanto não estiverem disponíveis maior número de resultados, a digestibilidade da MS e do NDF deve ser sempre calculada após 48 horas de incubação. Os coeficientes de determinação muito elevados entre a digestibilidade in vitro da matéria seca após 48 horas de incubação e o volume de gás produzido na primeira fase de fermentação, a taxa máxima de produção de gás na primeira fase e o volume total de gás durante o período de incubação permitiram calcular equações de regressão (0,9690,852), que poderão ser utilizadas para estimar, com rigor, a digestibilidade in vitro da matéria seca dos alimentos a partir de alguns valores que definem a cinética de fermentação in vitro. A partir dos coeficientes de correlação negativos elevados, determinados entre a fracção ADL das amostras e a digestibilidade in vitro da MS (r=-0,901) e do NDF (r=-0,622), concluímos que a lenhina influenciou negativamente a digestibilidade dos substratos. O modelo logístico de duas fases permitiu estimar com precisão os parâmetros que definem a cinética da fermentação in vitro mesmo utilizando substratos com uma composição química muito diferente. Os coeficientes de determinação (r2) calculados foram muito elevados variando entre 0,998 e 0,989. Determinámos coeficientes de correlação elevados (0,7970,614) entre o tempo de latência e a quantidade de NDF, ADF, ADL, hemicelulose e celulose presente na amostra. Verificámos que a quantidade de substrato efectivamente degradado necessária para a produção de 1 ml de gás, diminuiu com o aumento da digestibilidade in vitro dos alimentos e determinámos uma correlação elevada entre a quantidade de substrato efectivamente degradado, e os volumes de gás produzidos na primeira fase de fermentação e durante todo o período de incubação.